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O dia em que o pobre ficou rico

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Lia era uma mulher muito atarefada, corria o tempo todo, sempre estava ocupada, não tendo muitas vezes tempo nem para respirar. Já fazia alguns anos que ela estava morando na Austrália e aqui as pessoas não olhavam muito umas para outras, mas ela era brasileira, tinha que mostrar que possuía um pouco de compaixão e calor humano. Lia não entendia o porque de tanta indiferença na vida das pessoas, o porque que ninguém ajudava ninguém.

Todos os dias ao acordar ela encontrava um cara na rua que vivia pedindo dinheiro, e isso era todo dia. O pessoal da rua chamava ele de Paul. Apesar das pessoas conhecerem o nome dele, ninguém o ajudava, poucos olhavam para ele e com muita raridade ele recebia alguma moeda. Mas o que mais surpreendia Lia, era o fato de Paul não desistir, pois todos os dias ele se achava no mesmo local, pedindo dinheiro. Chegou um dia em que Lia resolveu ajudá-lo, pois o que ele pedia era absurdo e ao mesmo tempo engraçado.

-Moça, eu estava querendo comprar um bilhete da loteria, será que você poderia me dar o dinheiro para comprar?

- Sério? Ah, bem, tudo bem, eu lhe dou o dinheiro - Lia não estava acreditando no pedido, achou engraçado e se sentiu no Brasil.


E a semana passou novamente com toda aquela velocidade que só as cidades grandes conseguem proporcionar. Lia seguiu o trabalho e toda vez ao acordar ela ainda via Paul pedindo esmola para as pessoas na rua. Assim foi por três dias seguidos, mas no quarto dia Lia não viu Paul na rua. Será que tinha acontecido alguma coisa? Será que ele tinha sido atropelado ou morto? Foi então que andando pela rua viu Paul de longe. Ele vinha correndo com um largo sorriso no rosto.

- Oi moça, eu te encontrei, que bom. Achei que não encontraria a senhora - dizia Paul todo animado.

- O que houve Paul? Esta tudo bem?

- Sim, sim. É que na verdade eu precisava pagar o que estava devendo para a senhora. Eu acabei ganhando na loteria e estou devolvendo o dinheiro que a senhora me deu.

- Nossa, que legal cara- a euforia tomou conta de Lia, ela não acreditava no que estava ouvindo - que bom, e agora o que você vai fazer?

- Bem, agora que estou rico- Paul seguia rindo - vou voltar para a minha cidade, ajudar a minha mãe, refazer a minha vida.

-Bom, até mais então. Boa sorte.

E assim Paul seguiu em frente, buscando uma nova vida. Lia ficou ali e depois sentou no banco em que Paul ficou por tanto tempo pedindo dinheiro. Lia esta muito feliz, pois a sua pequena ajuda foi capaz de ajudar uma pessoa a mudar de vida, e isso ela nunca esqueceria. Bem, e nem ele!

Pescaria do tempo

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pedro e Tiago foram pescar. Eles pescam desde que estavam na oitava série, onde cada um possuia quatorze anos. Hoje cada um tem trinta anos, e eles investem em pescaria uma vez por mês. Eles falam de trabalho, conversam sobre família e planos para o futuro. Antigamente falavam sobre mulheres, sobre futebol e video-games. Mas o tempo passou, e agora cada um fala dos problemas da vida adulta, mas nenhum deles abriu mão da pescaria.

- E ai Pedro, você não sente saudades dos tempos da nossa adolescência?

- Sinto sim, mas por isso evito pensar.

- Poxa, mas é tão bom pensar naqueles dias. Me lembro de tanta coisa. Da até um aperto me lembrar das zoeiras da galera, daquela energia que nós tínhamos, das coisas que sonhávamos.

- É por isso que não penso, como você mesmo disse: dói.

- Mas Pedro, dói porque nós queremos viver aquilo de novo.

- Então Tiago, você quer viver aquilo de novo com tanta força que acaba sentindo dor, porque não tem como voltar no tempo e viver aquilo de novo. É mesma coisa de querer viver uma época em que não viveu, ver uma banda que não existe mais. É impossível.


- Acho melhor olhar para o passado do que ficar agoniado igual você, que só pensa no futuro, no que ainda nem aconteceu - disse Tiago.

- Pois é, eu sei. Isso é um problema que tenho desde a infância. Ficava ansioso para as excursões da escola, ansioso para conhecer alguém. Nunca foi fácil para mim, você sabe disso.

- To ligado Pedro, foi por isso que começamos a pescar, você tinha lido que pescar era algo bom de fazer, acalmava a mente.

- Isso mesmo. Lembro que eu tinha lido nessa revista de que quem vive pensando no futuro vive ansioso e se sentindo mal. Pode dar dores de cabeça, stress e mais um monte de coisas ruins.

- Que doidera, eu sou um saudosista enquanto você é um ansioso. O ser humano tem cada coisa.

- Como minha mãe sempre diz, temos que viver o hoje, só o agora interessa.

- Concordo com ela, quem vive o hoje esta realmente vivendo. Sua mãe é uma sábia.

- Agora quem precisa ser sábios somos nós -  e os dois deram risadas.

- Bom cara, então bora pescar, esse é o nosso hoje.

- Bora la.

Durant, você é ridiculo

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Na ultima semana terminou mais uma temporada da NBA, onde o Golden State Warriors venceu novamente o campeonato. O grande fator de mudança para a equipe de Okland, sem duvida, foi a contratação de Kevin Durant. Desde o inicio da temporada todos apontavam os Warriors como favoritos, pois agora eles teriam mais uma forte arma, juntando Durant com o MVP Stephen Curry e Klay Thompson. O titulo era uma questão de tempo, e ele veio mesmo. Nos Playoffs eles atropelaram os adversários, tendo apenas uma derrota, fazendo os Playoffs ficarem até mesmo chato neste ano. Mas quando foi que Kevin Durant surgiu? Ele é realmente tudo isso?


Kevin Durant apareceu na NBA em 2007, como a segunda escolha do draft, sendo escolhido pelo Seattle Supersonics, onde conseguiu o prêmio de calouro do ano. A franquia mudou de nome, começando a era do Oklahama City Thunder, e assim Durant conseguiu em 2010 levar a sua equipe pela primeira vez aos Playoffs. Mesmo perdendo na primeira partida, Durant começava a fazer o seu nome ser reconhecido na história do basquete. Em 2011 levou o seu time para a final da conferência, onde perdeu para o Dallas Mavericks. Mas 2012 foi o grande ano, onde junto com James Hardem e Russel Westbrock foi até a final da NBA, contra o estrelado Miami Heat de Bosh, Wade e Lebron. Como o esperado, o time de Miami liquidou a partida, mas Durant se tornava um dos grande nomes da NBA, chegando também ao titulo olímpico com a seleção americana.

Em 2016 Durant chegou novamente as finais da conferencia, mas perdeu para o Golden State Warriors, o que o levou a tomar uma decisão: ele queria títulos. Com o alvo de ganhar o seu anel da NBA, ele resolveu se unir aos Warriors, e conheceu assim a raiva de Oklahama, onde seus fãs chegaram até mesmo a queimar as suas camisas. Kevin Durant começou o ano nos Warriors, mostrando que seria um grande ano, e mesmo com um susto com sua contusão, ele voltou a tempo de se tornar campeão e MVP das finais. O peso saiu de suas costas, onde tivemos um Durant decisivo e fatal, sendo sim o melhor jogador em quadra. Com uma idade ainda jovem e encaixado em um bom time, Durant pode agora começar um novo reinado, a "Era Durant". Para muitos ele tem tudo para ser melhor do que Lebron James, batendo recordes e ganhando vários títulos. Quanto ao futuro, o céu é o limite para Durant.

Ele gostava dela, que gostava dele, que gostava dela

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Gabriel era um cara romântico e apaixonado pela Flavia, tentava a todo custo se aproximar dela, fazer ela gostar dele, fazer ela se apaixonar do mesmo jeito que ele gostava dela.

Flavia gostava de Pedro, curtia o jeito que ele falava, gostava de como ele se comportava perto dos outros. Era o cara mais descolado da turma, se vestia bem, falava bonito e tinha influência com todos. Mas como fazer ele gostar dela? Como levar ele a olhar de uma forma diferente para ela?

Pedro estava totalmente cego de amor por Jéssica. Na última semana ele mandou flores para ela, pediu para amigos entregarem uma carta romântica. Tudo para tentar chamar a atenção, tudo para levar ela a notar que o que ele sentia era algo verdadeiro, era algo que valia a pena ser notado.

Jéssica tinha namorado Paulo por um tempo, mas eles tinham terminado o namoro já fazia duas semanas. Acontece que Jéssica estava sofrendo de amor, com uma dor que misturava saudade e raiva. Por que será que ele a deixou? Por que será que ele escolheu um outro caminho? Poxa, o que Jéssica mais queria era estar com Paulo novamente.

Paulo largou Jéssica já faz duas semanas. Ele não gostava mais dela, por isso não tinha porque continuar com algo que la na frente iria dar tudo errado e ele iria acabar sendo infeliz por toda a vida. Paulo decidiu que iria atrás de quem ele gostava de verdade, de alguém que fizesse o seu coração arder. Ele decidiu que essa pessoa era a Ana, pois ninguém mexia tanto com ele como a Ana mexia.


Ana era uma menina complicada, não conseguia gostar assim tão fácil de alguém, e sofria por isso. Ela queria se apaixonar de verdade, viver um romance como o dos seus pais, mas até agora não aparecia nada e nem ninguém que chamasse a sua atenção. Um era muito feio, o outro não trabalhava, o outro não era homem o suficiente. Mas um certo dia ela conheceu um cara novo no seu trabalho. O nome dele era Gabriel. Um cara jovem, mas que vivia no mundo da lua, talvez apaixonado por alguém.

Gabriel era um cara romântico e apaixonado pela Flavia. Tentava a todo custo se aproximar dela, fazer ela gostar dele, fazer ela se apaixonar do mesmo jeito que ele gostava dela. 

E nesse efeito dominó, cada um gostava de uma pessoa diferente e no fim nenhum teve o que queria, e acabaram também perdendo o que precisavam. A pessoa certa talvez estivesse ao lado, ou atrás de cada um, mas por preferirem olhar para outro foco perderam também a oportunidade.



5 melhores Cronistas do Brasil

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ah como eu gosto de Crônicas, se você já me acompanha aqui no Blog já deve ter percebido isso. Gosto de ler assim como gosto de escrevê-las. Existem Crônicas que relatam um momento e o assunto é dissecado de uma maneira bem divertida. Um outro estilo de Crônicas são aquelas pequenas histórias que retratam um momento, um recorte da vida. Aqui vou listar os meu 
Cronistas brasileiros favoritos:

1-) Rubem Alves


Se eu pudesse escolher uma pessoa para sentar e conversar em uma tarde seria esse homem. A forma que ele escrevia era uma forma leve e tranquila, que trazia leveza para a alma. Rubem Alves era teólogo, Psiquiatra e Educador. Um homem que através de suas cronicas mostrava que a vida era boa de mais e deveríamos vive-la com muita alegria. O meu livro favorito dele é "Se eu pudesse viver a minha vida novamente" e "Ostra feliz não faz pérolas". Merece ser lido sempre.

2-) Antonio Prata


Esse é um cara bastante ativo de nossos tempos, que tem como principal fonte a coluna da Folha, onde a cada semana Antonio nos apresenta um cronica muito boa para nos divertir e mostrar fatos do cotidiano. Antonio Prata nos traz o cotidiano como um momento igual para todo mundo, onde a cada cronica vemos situações em que nós mesmos passamos e então rimos por ver tudo tão bem mostrado através da escrita. Bons livros escritos por ele são "Nu de botas" e também "Trinta e poucos", uma coleção de suas cronicas escritas na Folha.

3-) Rob Gordon


Ele não é tão conhecido da grande mídia, mas os seus textos me encantam, pois ao ler seus textos é passado uma visão de que escrever é tão fácil, que da vontade de pegar uma caneta ou o computador e sair escrevendo. Rob escreve tanto cronicas do cotidiano como recortes de momentos da vida, e tudo de forma muito divertida e próxima das nossas vidas. Rob Gordon também escreve contos como "O dia em que a inspiração apareceu" e é roteirista da HQ "Terapia".

4-) Luis Fernando Veríssimo


Veríssimo dispensa apresentações, ele é uma lenda das cronicas, com histórias muito divertidas e simples de se ler, boas para passar o tempo e fácil de querer mostrar para outras pessoas. Eu confesso que dei muita risada com o livro clássico "O Analista de Bagé", além de suas obras muito famosas como "Comédia da vida privada" e "Amor Veríssimo".  Ele também escreve suas colunas nos jornais Globo e Estadão.

5-) Fernando Sabino


O bom Sabino é leitura obrigatória para todos que querem escrever uma boa cronica, pois sem dúvidas ele é sensacional, com cronicas curtas e muito bem escritas. Foi o primeiro cronista que li e logo busquei outros livros dele para ler e conhecer melhor. "A mulher do vizinho" é uma ótima coleção de cronicas para ler, assim como "O menino do espelho" para viajarmos até a infância de Sabino e ver como ele vivia.

Aposta entre amigos

quarta-feira, 15 de março de 2017

Eram quatro amigos, ainda jovens, ainda correndo atras de seus objetivos. Pedro, Marcos, Lucas e André acabavam de terminar o terceiro grau do colegial e tinham expectativas do que viria pela frente nos próximos anos. Lucas pensava em fazer faculdade, André e Marcos queriam ir direto para o mercado de trabalho, enquanto Pedro pensava bastante em fazer algumas viagens. Mas em comum eles tinham algo: todos queriam encontrar a garota de seus sonhos, buscar uma mulher para poderem ter uma caminhada juntos. Então aproveitando o final de ano eles decidiram fazer uma aposta ou uma promessa, cada um interprete como quiser.

-Vamos combinar que até o final do ano que vem cada um de nós já estará namorando? - sugeriu André

- Opa, fechado, essa eu levo fácil - respondeu Lucas

-Demoro, eu concordo - disseram Pedro e Marcos.

Mas como toda promessa, alcançar e realizar é sempre mais difícil, e assim o ano foi passando e alguns tiveram chances, enquanto outros nem passaram perto de ter alguma conquista. E o fim do ano chegou, e o resultado era engraçado, se não fosse trágico. Lucas tentou mas acabou sofrendo com uma garota, Pedro e Marcos não chegaram a conhecer ninguém, enquanto André pelo menos estava já conversando com uma garota que gostava.

- Caramba, ninguém conseguiu nada - disse Marcos dando risada

- Pois é, foi perto para mim, acho que ano que vem to namorando - disse André


E mais uma vez os amigos voltavam a fazer a mesma promessa, de que no próximo ano todos já estariam namorando. Não tinha como dar errado, desta vez eles iam conseguir, eram jovens e cheios de energia, dessa vez ia dar certo.

- Então combinado, no próximo ano todo mundo namorando! -disse Lucas

E o ano foi passando, agora eles trabalhavam e as oportunidades já eram melhores, pois iam conhecendo novas pessoas e novos lugares. Desta vez André conheceu uma mulher e se encantou por ela, e conseguiu começar a namorar. Ao fim do ano ele era o único que estava namorando e tinha conseguido cumprir a promessa.

- Eu falei que esse ano ia dar certo, eu consegui. Agora vocês são muito devagar - André ficava zuando os amigos.

Novo ano, nova promessa, e assim seguiu mais um ano, e depois outro, e depois outro e nenhuma mudança. Pedro conseguiu namorar uma menina por três meses, Lucas conseguiu ir um pouco mais longe, namorou por seis meses, mas como no fim do no já estavam solteiros a aposta não estava cumprida. André seguia firme e anunciava que estaria se casando no ano seguinte, para preocupação dos amigos solteiros.

Como tinha dito, André se casou e também se tornou pai, enquanto Pedro começava a colocar em prática seus planos de viagem. Eles já estavam chegando na casa dos trinta anos, começando a sentir o frio na barriga de ficarem ainda solteiros. Mas como um passe de mágica Lucas conseguiu namorar e chegou a alcançar a promessa, para depois se casar também.

- Agora só falta o Marcos e o Pedro - dizia André, para colocar pressão nos amigos.

Mais dois anos se passaram e aquela promessa de muitos anos atrás ficou para a história, ficou para a zoeira de cada reencontro, de cada churrasco realizado entre os amigos. André já estava com mais um filho, Lucas se preparando para ter o seu, enquanto Pedro finalmente alcançou a promessa e começava também o seu namoro. Marcos era o bola da vez, o cara que ainda estava solteiro, mas fingia não se preocupar com a situação.

- Nossa, em pensar que já faz dez anos que fizemos aquela promessa de ter alguém no fim do ano. - disse Lucas.

- Verdade, o tempo passa - disse Pedro.

- Sinal que nossa amizade é forte, e ficou histórias para contar - disse André.

- Mas não vamos nos esquecer que ainda falta o Marcos.

- Vamos então fazer a promessa de novo, ano que vem o Marcos vai estar namorando - disse Pedro, arrancando risadas de todos e preocupação em Marcos.

Por que Stephen Curry não é mais o cara da NBA?

segunda-feira, 13 de março de 2017

A temporada da NBA esse ano esta de arrepiar, sendo uma das mais disputadas em anos, com muitos craques concorrendo a MVP da temporada. Mas a dois anos atrás um nome surgia e parecia que seria para fazer história. Stephen Curry e suas bolas de três pontos faziam história naquele campeonato, onde no fim ele e seu parceiro Klay Thompson levaram o Golden State ao titulo, e Curry se tornou o MVP da temporada regular. No ano seguinte o impacto foi ainda maior, onde Curry se tornou MVP com recorde de votos, e o seu time quebrou o redorde de vitórias seguidas, mas infelizmente o titulo não veio. Mas neste ano Curry não esta conseguindo jogar como nos dois últimos anos, a coisa não esta fácil para ele, e gostaria de enumerar alguns motivos da sua queda de rendimento esse ano.


1-) Os adversários aprenderam como marcá-lo

Ninguém é bobo, ainda mais em um esporte como o basquete, onde a estratégia é algo vital. Por dois anos Curry arremessava da onde queria e conseguia acertar tudo, mas agora o espaço para ele esta reduzido. As defesas aprenderam a conter seus arremessos, fazendo com que ele tivesse chances reduzidas e erros maiores. Observe que em muitos jogos Curry consegue apenas fazer o simples, pois a defesa adversária esta grudada nele para conter os arremessos de três pontos.

2-) Fator Kevin Durant

Stephen Curry era o cara do Golden State, fazia o que queria, mas esse ano chegou um cara sensacional para jogar no time, um cara que na minha opinião é melhor do que ele e tem tudo para ser o cara do time e da NBA nos próximos anos. Kevin Durant chegou tímido, mas aos poucos foi se soltando e se tornou a principal arma do time. Com isso todo o jogo do Golden mudou, e eles não ficaram presos aos arremessos de três pontos, diminuindo então os arremessos de Curry, que deixou de ser o protagonista do time. Isso sem falar da ameaça de Kevin Durant, que deve trazer uma pressão maior para Curry jogar mais do que estava acostumado.


3-) Adaptação do time 

Novamente Kevin Durant. Sim, quando um cara como ele chega tudo muda. O time mudou esse ano, onde alguns jogadores acabaram saindo e outros chegando, mudando a rotação do time em quadra, levando outros a se adaptarem as mudanças. Talvez Curry ainda não pegou no tranco por simples adaptação ao novo time. Parece simples olhando de fora, parece que não muda nada, mas muda sim, e até a adaptação acontecer leva um tempo.

4-) Crescimento dos jogadores dos outros times

A NBA não vive só de Curry, e vemos isso nesse ano com vários jogadores monstros se destacando, tanto que Curry não está nem entre os cotados para ser MVP esse ano. O Houston esta com James Harden arrebentando, o Boston tem como arma principal o habilidoso Isaiah Thomas, o Spurs com o destaque da temporada Kawhi Leonard, sem falar de Lebron James e tantos outros mostrando que merecem ser grandes. Com tanta gente boa jogando o foco saiu um pouco de Curry. Agora é esperar os Playoffs para Curry mostrar que ainda é o cara da NBA.


Uma tarde no Fliperama

sexta-feira, 10 de março de 2017

Os primos Adriano e Ricardo eram viciados em jogar jogos no fliperama do bar da esquina, e o jogo preferido deles era o Mortal Kombat. Como não gostar daquele jogo? Como não curtir os golpes do Liu Kang ou Sub Zero? Pois é, os dois já iam até o bar com os golpes planejados na mente, com as mãos tremulas esperando com ansiedade as lutas que iriam acontecer. Adriano e Ricardo chegaram com o dinheiro dos pais e compraram algumas fichas para tentarem passar a tarde se divertindo.

- Hoje eu pago, mas no próximo fim de semana vai ser você em Adriano.

- Pode deixar, meu pai vai me arrumar uma grana.

Então após comprarem as fichas correram para o Fliperama e colocaram uma delas para a partida se iniciar. Então aquela musica começou a tocar e os dois meninos começaram a abrir um sorriso de empolgação. Os dois decidiram que iriam escolher o mesmo personagem, então cada um escolheu Liu Kang, o favorito deles. 

Depois de jogadores escolhidos, e mãos preparadas, a tela começou a mostrar os segundos que faltavam para começar a luta, e quando chegou o momento, a hora da batalha, o dono do bar olhou para os meninos e viu que a diversão teria o seu inicio. O som que saiu foi um tal de "gudigudigudigudi", onde o Liu Kang saiu voando pela tela com o golpe de pernas. Adriano e Ricardo sabiam disso e usaram essa técnica para poder tentar ganhar as primeiras vantagens.

- Achou que ia me enganar né? - disse Adriano

- Pois é, mas tem luta ainda. - respondeu Ricardo


E as partidas seguiam o seu curso, em um momento Adriano vencia a luta, em outro era Ricardo que levava vantagem, e assim o tempo ia passando. Os homens que chegavam no bar já olhavam para os meninos como se olha uma paisagem, já que todos os finais de semana eles estavam ali jogando sempre Mortal Kombat. E o jogo rolava solto, com os meninos disparando golpes, aplicando Fatalitys e Babalitys sem ter dó um do outro, com os olhos brilhando e o sorriso na cara.

A tarde ia chegando no seu final e eles perceberam que as fichas também chegavam ao fim. Com as mãos desgastadas e os olhos cansados eles ainda queriam jogar mais e mais. Ultima ficha, um ultimo jogo, onde eles foram com tudo. Ricardo escolheu Sub Zero, enquanto Adriano escolheu Scorpion, uma luta clássica, diriam os mais viciados no jogo. Sub Zero disparou golpes de gelo pelo chão, levando Scorpion a escorregar e depois acabou levando vários golpes de gancho, espalhando sangue pela tela e sorriso nos garotos. Mas Scorpion era mais forte, e ao usar golpes especiais e socos e chutes sincronizados deixou Sub Zero grogue. Sendo assim, o golpe a seguir era o mais esperado: Fatality. Scorpion tirou a mascara e cospiu fogo em Sub Zero. Vitória do Scorpion.

Adriano e Ricardo curtiram aquela partida e se preparavam para ir embora, quando ao olhar para tras encontraram o dono do bar com mais duas fichas na mão. Parecia brincadeira, mas era verdade, ele deu dias fichas para mais duas partidas, e a alegria daquela tarde durava então mais um pouco.

- Olha meninos eu não faço isso sempre, mas acho que vocês merecem essas fichas. Gostei muito ver a diversão de vocês.

Como duas crianças dos anos noventa, que só queriam saber de curtir a brincadeira, os dois simplesmente comemoraram e jogaram a ficha no Fliperama. E ao ouvirem a música de abertura do jogo entraram em uma nova aventura, com novos golpes e lembranças para colecionar.

Diários roubados - Diário de um viciado em Netflix

quarta-feira, 8 de março de 2017

Querido Diário, faz um bom tempo que eu não passo por aqui para escrever em você não é mesmo? É porque eu acabei traindo você! Mas calma, não fique chateado, pelo menos mesmo depois de tanto tempo estou passando aqui para contar. Como aconteceu eu não sei, foi meio que de repente, aconteceu sabe. Eu sei que eu prometi que nunca largaria você, sei que eu disse que escreveria em você todos os dias, mas a mágica foi se perdendo com a tecnologia, com o cinema, com as séries, e sim, com ela, aquela que dominou meu coração, que conquistou os meus olhos. O nome dela é Netflix. O que é Netflix? Bem, é aquele serviço de Streaming, onde se pode ver séries e filmes o dia todo, sem limites. Cara isso é muito legal, me empolga só em falar, e acaba me dando vontade de parar de escrever aqui e correr para reencontrá-la. Saudades me define, desejo me controla, maratonas se tornou meu nome. Me desculpe falar tanto assim dela, mas não resiste, me apaixonei.


Eu sei que você vai tentar me convencer a não largar você, a manter a minha caneta em você, mas não da mais Diário. Você vai me dizer que ficar em frente da TV o dia todo faz mal, que causa dor de cabeça e cansaço. Que eu vou acabar engordando de tanto comer em frente da TV. Mas eu não ligo mais para essas coisas, eu não ligo mesmo. Eu quero saber na verdade em como vai acabar aquela série, com quem o personagem principal vai ficar, se os zumbis vão dominar o mundo, se o House vai deixar de descobrir alguma doença, e tantas outras coisas. Nisso sem falar nos filmes, são tantos que não da nem para ver todos. A vida é assim Diário, achamos que tudo esta bem e normal, mas então achamos algo que nos muda, algo que nos vicia. Sim, a Netflix me viciou, já sei todos os filmes e Séries que estrearam. Acho que não irei mais voltar a escrever em você, ao menos que for para falar de séries, então depende de você. Espero te reencontrar em breve, mas se prepare, eu irei falar de Netflix, apenas de Netflix.

O que aprendi com Pep Guardiola

segunda-feira, 6 de março de 2017

No inicio do ano li o livro que conta a trajetória de Pep Guardiola no Bayern de Munique, onde acabei me inspirando pela liderança que ele exerce com o seu grupo e a maneira que ele encara o futebol. Realmente não é a toa que ele é um dos melhores treinadores do mundo. Sabemos que ele ganhou tudo com o Barcelona, ganhou a Alemanha com o Bayern e agora tenta ser bem sucedido com o Manchester City. Sendo assim queria apontar algumas características vencedoras de Guardiola.


1-) Obsessão

Essa é a principal característica de Guardiola. O cara é simplesmente obcecado por futebol. Ele pensa sobre o jogo o dia inteiro, fica planejando jogadas, pensando em como vencer e como tirar o melhor dos seus jogadores. O cara chega a ter um escritório em casa somente para estudar sobre futebol. Guardiola estuda quem são os adversários e como pode vence-los. Pep em dias de jogo fica tão ansioso pela partida que tem dificuldades até para comer. Isso mostra a sua paixão pelo jogo, mostra que aquilo que faz queima no seu coração, e por isso consegue ser um dos melhores na profissão.

2-) Tirar o melhor dos outros

Guardiola tem como um dos segredos do seu sucesso tirar o melhor daqueles que ele lidera, levar os seus jogadores a sentirem que podem chegar em um nível superior. Messi foi levado a ser o melhor do mundo, Iniesta e Xavi conseguiram formar o melhor meio campo do mundo, o time do Bayern aumentou o seu poder de fogo. Mas Pep é chato, pede para fazerem melhor, pede para repetir, testa novas funções para os jogadores e assim o resultado final é um time mais forte.


3-) Planejamento e estratégia

Jogos não são ganhos em apenas um momento, eles são ganhos através de muito trabalho e preparação. Guardiola é um treinador que investe no treinamento de sua equipe visando sempre o próximo jogo. Ele se prepara, ele fornece informações para os zagueiros em relação aos atacantes que irão enfrentar, ele mostra aos atacantes a melhor maneira de vencer a defesa adversária. Pep faz um planejamento de toda a temporada, para saber como jogar, quais jogos ir com força máxima, como lidar com contusões inesperadas.

4-) Não se acostumar com o sucesso

O grande problema dos vencedores é quando eles se acostumam com o sucesso. O grande perigo do sucesso é levar você a se acostumar com as vitórias para então ficar estagnado e não sair mais do lugar. Guardiola ganhou tudo no Barcelona, mas ao perceber que estava sem gosto pelo jogo decidiu ir para um novo desafio. O treinador é apaixonado por desafios e assim foi para a Alemanha e depois para a Inglaterra para buscar novos campeonatos, derrubar outros gigantes.


Só mais um dia em SP

sexta-feira, 3 de março de 2017

Marcos levanta cedo todo dia, sai correndo da cama inda sonolento, louco para continuar naquela cama quentinha. Ele preferia que fosse sábado, mas seu despertador esta ali para garantir que é segunda feira, e começa a sua semana. Marcos engole o café da manhã, escova os dentes correndo e ao pegar as coisas parte para a jornada de trabalho. 

- Até mais tarde mãe! - é o que diz correndo, sem saber de fato se ela realmente escutou o que ele disse.

Ali com a galera de sempre, a turma da rotina, Marcos espera o Ônibus chegar. É o velhinho que sempre fala do tempo que era mais novo, é a jovem toda maquiada forçando não parecer estar com sono, os meninos e meninas de mochila nas costas e cabelos despenteados partindo para a escola. Nada diferente, apenas mais um dia normal em São Paulo. Ao subir no Ônibus esta o motorista que sempre parece animado, nem parece que dormiu pouco. Sera que tomou comprimido para ficar acordado, se pergunta Marcos.

- E ai cara tudo bem? - sim, Marcos também possui amigos que pegam o mesmo ônibus que ele, algo que ele não gosta, pois preferia ir dormindo até o trabalho.

- Opa, tudo certo cara, bora para mais uma semana?

- Ah sim, e que chegue logo o fim de semana.

E a conversa segue por todo o caminho, conversas triviais e cotidianas. Falam sobre a rodada de futebol da semana, sobre as meninas do trabalho, sobre o chefe chato. Enfim, nada diferente, pois nos outros bancos as conversas seguem em um tom bem parecido com a deles, mudando apenas os nomes dos envolvidos.


Marcos sai do Ônibus e corre para pegar o trem sem entender ao certo porque corre tanto. Ele sabe que o trem vai estar lotado, que alguns estarão ali fedendo, que ele vai torcer a cada segundo para descer daquele trem. Mas mesmo assim ele corre, pois um trem perdido é salario perdido, pois chegara atrasado no seu emprego. E depois vem o alivio, entra no Metrô, onde existe o ar condicionado e uma magica acontece, onde as pessoas que eram feias no trem se tornam agradáveis no Metrô. Vai entender como isso acontece.

No trabalho é a correria de sempre, papeis, planilhas de Excel para montar, metas para bater. Marcos não desanima, sabe que precisa do emprego e do dinheiro oferecido ali. Se não fosse por essa rotina não haveriam viagens no fim do ano, não teria festa com os amigos. Nessa troca de favores com a rotina Marcos prefere nem pensar quem esta ganhando, apenas prefere seguir o jogo. Mas no dia de hoje Marcos tem uma baita surpresa, o céu fica cinza e chove como nunca antes, talvez nem o dilúvio tenha sido desse jeito. 

- Quero nem pensar em como vai ser a volta para a casa hoje - Marcos fala para os colegas de trabalho.

E assim no fim do expediente Marcos vai embora cansado para a casa e aquela chuva caindo de maneira nunca vista. Ensopado ele espera ter uma viagem tranquila para a casa. Mas São Paulo bate forte e o Metrô fica lotado, e o que seria um percurso de dez minutos se transforma em algo de uma hora. Marcos vê mulheres chorando, pessoas com rostos sofridos, gente chorando por dentro e loucos para sair daquele ambiente. A viagem termina com todos vivos, graças a Deus. Suspirando Marcos segue com um lento Trem, para depois pegar um ônibus e chegar em casa pedindo por uma boa janta e uma cama bem quente. Mas não tem problema não, Marcos renova as suas forças e já aguarda o dia seguinte. Assim é São Paulo, a cidade cinzenta e frenética.

Futebol: a zueira do povo

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quarta feira e o meu time perde o jogo e então já começo a me preparar para ouvir meu telefone tocando sem parar. São as mensagens de Whats App dos meus amigos tirando uma onda da minha cara. "cade seu time agora?", "perdeu,kkkk", " Chora agora" e o famoso e cínico "ta por ai?" são algumas das mensagens que acabam chegando. A sua noite então que prometia ser calma e tranquila começa a te chatear, ao deitar na cama a sua mente começa a trazer lembranças da partida, você começa a ficar nervoso pelo gol tomado e se deixar os pensamentos se transformam até em uma dor de cabeça. Acredito que todo torcedor de futebol já passou por algo assim, pois é a zueira que faz o jogo se tornar assim tão interessante.

O que dizer então do dia seguinte no seu trabalho? Os colegas já estão esperando você com aquele sorriso no rosto. Você esta cansado e com sono, mas aqueles caras já estão felizes e cheios de disposição para perturbar você com a derrota do seu time. Segunda feira e quinta feira são os dias internacionais da zueira do futebol nas redes de relacionamentos, sejam elas virtuais ou reais. E quando o seu time é rebaixado então? Os amigos te perturbam o ano inteiro, trocam de mesa porque você é segunda divisão, não deixam você falar nada por conta do seu time estar na segunda divisão, se acham os donos do futebol, enquanto você fica ali de canto remoendo as derrotas e bravo com aqueles ricos jogadores que fazem você passar por isso. Então você reclama e diz que nunca mais vai ver futebol, que odeia aqueles jogadores e que o treinador é burro. Mas o futebol engana o nosso coração, e no final de semana seguinte estamos ali na torcida novamente.


Mas não apenas de derrotas vivemos, não somos zuados sempre, pois existem aqueles dias em que nós somos aqueles que lideram a zueira, que perturba os amigos e que não deixa ninguém em paz. Quando o nosso time ganha nós assistimos todos os programas esportivos, revemos todos os gols, deixamos a nossa mente flutuar e se animar com aquelas belas jogadas do time. Dizemos que nosso time é o melhor, que nossos jogadores merecem ir para a seleção e de que seremos campeões do mundo. Ah o futebol, em apenas noventa minutos consegue deixar você feliz ou então muito nervoso, sociável ou então reprimido. Já dizem os mais fanáticos, quem não gosta de futebol não é brasileiro ou só pode estar louco. Pois é, os inteligentes diriam que o futebol é o ópio do povo, mas nós os normais, garantimos outra coisa, que na verdade o futebol é a zueira do povo.

P. A Entrevista #22 - Wellington Amorim

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Para iniciar a semana vamos entrevistar alguém que tem buscado realizar a sua arte através do mundo do cinema. Wellington Amorim Faz curta metragens, diretor da empresa Raízes e é estudante de Comunicação social na Universidade Anhembi Morumbi. Nessa entrevista ele fala sobre a sua arte e também sobre cultura negra e racismo na nossa sociedade.


1-) Como surgiu a sua paixão pelo cinema?
Na verdade eu não gostava de cinema. Na adolescência tinha um sonho de ser jogador de futebol um dia, porém por conta da pouca habilidade que eu tinha, acabei desistindo. Como era muito apaixonado por futebol me surgiu a grande ideia: vou trabalhar na profissão que mais fica próximo aos jogadores sem precisar saber jogar. Assim surgiu o sonho que carreguei até o ensino médio de ser jornalista esportivo. No ensino médio passei a estudar um curso de produção de áudio e vídeo, onde eu comecei a conhecer o cinema e me interessar bastante pela câmera, assim fui literalmente fisgado pelo cinema. Percebi que podia contar as minhas historias de forma diferente do que estava acostumado a ver nas grandes salas e sim, isso também é cinema. É independente, é comunitário, é representativo e periférico.

2-) Por que filmar curta metragens? Quais são as suas maiores dificuldades em filmar um curta?
A grande questão de rodar muitos curtas metragens passa principalmente pela elitização dos meios de produção audiovisual. Fazer cinema é caro e quando você é um jovem pobre morador da periferia, os caminhos para se começar a produzir não passa por uma trajetória diferente de começar pelos curta metragens. A grande dificuldade é colocar o universo que quero, minhas angustias, pensamentos e criticas em um tempo muito curto e pra além disso as próprias questões de produzir sem grana. Uma boa lente, um bom computador para editar, um equipamento de áudio bacana. Tudo isso é importante na hora de produzir e por vezes se torna a grande dificuldade. É comum eu publicar no meu Facebook: "boa tarde galera, estou atrás de pessoas bacanas que possam me emprestar determinada lente para gravar no próximo final de semana, pago com um filme lindo que traz a representatividade da negritude como tema". Costuma funcionar bem esse esquema de escambo.

3-) Como você enxerga o mercado de cinema no Brasil hoje?
Muito se produz no Brasil, mas pouco do que produzimos é assistido pelos expectadores que vão ao cinema. Ainda existe aquele grande paradigma de que filme brasileiro é ruim, não é que não seja, a questão é que filme brasileiro não é só aquele produzido pela Globo filmes. Em 2016 batemos recorde de bilheteria dos filmes nacionais, entretanto esse número ainda é pequeno comparado com os números de filmes estrangeiros no Brasil. Tudo isso dentro da cena comercial, na qual nem eu estou inserido e é muito das vezes o único conteúdo cinematográfico que as pessoas acessam. Então o mercado de cinema vem num processo de democratização da produção por conta do avanço da tecnologia que barateia partes do processos, mas ainda assim é uma área muito elitizada, como podemos comprovar se analisarmos o custo médio de uma graduação em cinema.

4-) Ainda existe racismo no Brasil? De quais forma ele se manisfesta?
Não só existe como ele é cotidianamente reverberado na sociedade. Quando temos um padrão de beleza que vai contra toda cultura negra, isso é racismo. Quando um jovem é parado ou assassinado nas ruas pelo simples fato de ser negro, é a maquina de extermínio do estado racista e genocida em ação. Quando temos a historia do povo negro contada apenas com o discurso de "escravos que foram trazidos para o Brasil", isso é racismo. Poderia passar horas citando como ele se manifesta na sociedade, porque isso ocorre em quase todos os espaços. Quando vemos a população negra em espaços precarizados da sociedades não é a toa, são os rastros deixados por esse processo de apagamento e embranquecimento da historia do negro no Brasil. Legado de 400 anos de escravidão no Brasil que não serão superados em décadas, ainda mais quando nos entendemos enquanto sujeitos explorados pelo sistema capitalista.

5-) De quais maneiras você enxerga que a cultura negra pode ser mais divulgada e apresentada na sociedade?
Acredito que um grande passo para cultura negra ser divulgada passa por iniciativas como essa divulgação, mas isso não basta, a luta se inicia muito antes da divulgação, vem da necessidade de resgatar a preservar a cultura negra. A historia do povo negro não é contada e tão pouco ensinada. Fazer funcionar politicas públicas antirracistas são fundamentais para que a nossa cultura sobreviva e que se coloque em questionamento as estruturas da sociedade que impedem que isso aconteça de forma natural. Fazer isso é questionar todos os privilégios dos brancos na sociedade, destruindo um a um, sem fetichização da dança, do corpo, da linguagem, das tradições e tc do povo negro. Tendo isso como base, conseguimos começar a pensar mais em como apresentar ela para a sociedade, pois hoje a nossa cultura é sinônimo de resistência.

5 Tokusatsus inesqueciveis

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Nos anos 80 e no inicio dos anos 90 os seriados japoneses eram de grande sucesso no Brasil. Eu mesmo acordava bem cedo para assisti-los na extinta TV Manchete e não saia de frente da televisão até meio dia, quando terminava os episódios. Vou listar agora os cinco melhores Tokusatsu que os japoneses criaram. Pra quem não sabe, Tokusatsu é o nome desses seriados no Japão.

1-) Jiraya


Esse era o meu Tokusatsu preferido, o ninja Jiraya. Era uma série muito boa, com pitadas de humor e muita ação. Jiraya era um ninja que tinha que enfrentar o perigoso Dokusai, além de ter que enfrentar diversos ninjas das mais variadas especies, como ninjas americanos, ninjas mágicos, ninjas cibernéticos. Acredito que Jiraya tenha os melhores vilões do gênero. O personagem também tinha uma armadura sensacional e a famosa espada Olímpica.

2-) Cybercops


Imagine um futuro onde a tecnologia reina na sociedade, mais precisamente o Japão, claro. É nesse cenário que Cybercops se passa, onde eles são uma equipe da policia japonesa que luta contra a organização criminosa Destrap, que é liderada por um super computador. Cada personagem tinha sua própria característica e seus próprios poderes, onde o principal era Júpiter, que veio do futuro para ajudar a época atual. Os outros eram Marte, Mercurio e Saturno. Cybercops possuía também uma música de abertura muito boa.

3-) Changeman


Bem antes de existir Power Rangers, existia o esquadrão relâmpago Changeman. Para mim essa equipe é a melhor equipe dos super sentais, como eram chamados os times desse gênero. A historia nos mostra jovens que foram treinados pela organização defensores da Terra para lutar contra as tropas Gozma, alienígenas que invadem a Terra para fazer o mal. Os heróis se transformam em Dragon, Pégaso, Grifo, Sereia e Fênix, para então combaterem essas forças do mal. A série possui drama e muita ação, e ainda durante os episódios temos lutas muito boas.

4-) Black Kamen Rider


Essa série era bem dark, com muito suspense e inimigos que davam medo para as crianças do inicio dos anos 90, mas talvez por isso ganhou tantos fãs no país. A historia mostra os irmãos de criação Issamu e Nobuiko sendo raptados pelo império Gorgom, onde são implantados neles os cintos King Stone que podem transformá-los. Issamu consegue fugir e se torna o Kamen Rider, mas Nobuiko tem a memória apagada e se torna o vilão Shadow Moon. Black Kamen Rider é a série mais dramática da TV Japonesa, pois traz essa luta entre irmãos e o desejo de Issamu salvá-lo.

5-) Jaspion


Como não falar de Jaspion? Esse é o Tokusatsu mais conhecido de todos, onde todos se lembram do personagem, suas musicas e seus inimigos. Jaspion foi de fato o Tokusatsu de maior sucesso no Brasil. Jaspion veio do planeta Edin para proteger a Terra do terrivel Satan Goss e seu império de monstros. Além disso Jaspion enfrentava o seu rival MacGaren. O herói possuía o seu robô Daileon que trazia boas batalhas com os monstros. Jaspion precisa juntar os pedaços da Bíblia Galática para poder derrotar o império dos monstros. 







Um cara chamado Oscar

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os mais novos talvez não o conheçam, ou apenas ouviu algumas poucas história desse gigante do basquete. Eu também não tive a chance de ver o melhor desse jogador, mas deu tempo para que eu pudesse assistir alguns jogos e lances dele, onde destaco as Olimpíadas de 1996, onde o craque se despediu da seleção brasileira. Lembrar de Oscar me faz lembrar da minha infância, dos tempos de escola, onde a minha preocupação diária era saber se o meu time iria vencer o campeonato daquele ano. Mas voltando a falar de Oscar, esse cara tem uma história vencedora e números impressionantes. O apelido da fera é mão santa, mas quando falavam isso para ele Oscar dizia que era mão treinada, pois esse cara ficava horas após seu treinamento diário focado em treinar somente arremessos.


A última semana foi uma semana de homenagens para o maior craque de basquete do Brasil, onde ele foi para os EUA ser homenageado pelo time do Broklyn Nets, pois nos anos 80 ele foi draftado pelo time mas se recusou a jogar. O motivo? Se ele jogasse pela NBA ele teria que abrir mão da seleção brasileira. Logo ele, um apaixonado pela seleção nacional. Oscar abriu mão de jogar entre os melhores para poder levantar o basquete em nosso país. Oscar mostrou ser de fato um monstro com essa decisão e não se arrependeu, pois mais tarde, em 1987 ele venceu o Pan-Americano contra os EUA, que eram também os donos da casa. Sem dúvida um dia histórico para o basquete nacional. Isso nunca tinha acontecido e foi um banho de água fria para os soberbos americanos.

Oscar também é o maior recordista de pontos do basquete do mundo, sim meus amigos, o maior pontuador do mundo. Sabe quantos pontos? Apenas 49.737 pontos, uma marca que vai demorar muito para alguém passar. Oscar foi inspiração para muitos jogadores atuais, entre eles o argentino Scolla e nada mais nada menos que Kobe Bryant, que assistia os jogos do Oscar na Itália, quando morava por lá. Oscar também entrou para o Hall da fama da FIBA em 2010 e então em 2013 entrou para o Hall Of Fame do basquete dos EUA. Será que ele tem moral? Pouca coisa né. E por fim tivemos a homenagem do último fim de semana, quando Oscar disputou o jogo das estrelas da NBA, jogando a partida dos veteranos. Infelizmente o craque brasileiro teve poucos minutos em quadra, mas de 100% de aproveitamento, onde fez quatro pontos e saiu de quadra se divertindo. Infelizmente os brasileiros pouco homenageiam os seus craques, mas que não possamos esquecer desse, que foi o principal nome do basquete nacional. Um cara apaixonado pelo jogo, um cara chamado Oscar.

O Divã chamado Ônibus

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Andar de Ônibus nos traz experiências muito interessantes, pois é onde temos a oportunidade de ver pessoas e reparar no comportamento delas, além de sermos levados a fazer reflexões sobre a nossa própria vida. Alguns procuram ouvir musicas com seus fones de ouvidos na orelha, outros buscam se concentrar na leitura de livros, mas não tem jeito, em algum momento da viagem você vai ter a oportunidade de refletir sobre a vida. Ainda mais se você volta cansado depois de um longo dia de trabalho. Não tem jeito, a nossa mente procura nos envolver e nos leva para as mais diversas reflexões.

Será que estou fazendo a coisa certa? O que estou fazendo da minha vida? Como será o meu futuro? O que eu devo fazer? Pois é, essas são algumas perguntas que passam na mente enquanto o motorista do Ônibus segue a sua jornada, talvez também pensando na vida. Tem pessoas que não conseguem dormir por ficarem na cama pensando nos seus problemas, outros fazem da hora do banho o julgamento de suas vidas, mas acredito que a viagem de Ônibus é o lugar ideal para pensar. Enquanto ele segue andando você observa paisagens, lugares que você conhece e tem história ali. Sabe aquela escola que você estudou? Aquela praça que você foi com a pessoa que gosta? Aquele restaurante que saiu com os amigos? Pois é, o Ônibus passa por esses locais. E ainda tem ainda outros locais que o famoso Busão passa que você é doido para ir e conhecer. Mas porque ainda não foi? Olha ai outra reflexão.


Em dias de calor gera um certo incomodo, ainda mais se o Ônibus estiver lotado e você tem que fazer a viagem toda de pé. É então que aparecem os pensamentos de reclamação, pensamentos de derrota, onde você se pergunta porque esta nesse trabalho, se realmente vale a pena tanto esforço. Em dias de chuva você é tomado por pensamentos de nostalgia e saudades de bons momentos. Pensa na família, pensa em quem gosta, pensa em coisas mais sentimentais. Sim, existe aqueles que fazem do Ônibus uma cama de dormir, já que acordar cedo e ir para o trabalho com sono é difícil, então por que não fazer daquele velho banco a nossa velha cama? Aos que fazem do Ônibus o seu Divã, fique em paz, você não é o único.

P.A Entrevista #21 - Gabriela Gasparin

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Você sabe qual é o sentido da vida? Já parou para pensar sobre essa questão? Pois é, com essa pergunta na cabeça Gabriela começou um Blog com esse tema, onde ela começou a perguntar para as pessoas qual seria o sentido da vida, e o resultado foram respostas das mais variadas. Então vamos conhecer melhor Gabriela Gasparin e sua visão sobre o sentido da vida.


1-) Como surgiu o desejo por descobrir qual o sentido da vida?
Eu vivia uma vida no "automático" na época. Sempre fui bastante questionadora e eu me sentia desconectada do mundo ao meu redor. Eu trabalhava como Repórter na grande imprensa fazia anos, e tinha estabilidade no trabalho. Tinha meu carro a alguns anos e já tinha até comprado um apartamento(que eu pagaria por anos). Fazia cursos, viajava todo ano para o exterior. Ou seja, eu tinha conquistado uma vida que teoricamente é o que nos ensinam a conquistar quando somos mais novos. Ao menos foi essa educação que eu tive e vi na imprensa, na televisão, etc. Ma internamente eu perguntava: e agora, a vida é só isso? Trabalhar muito, gastar o dinheiro nas férias, comprar uma casa, sair aos finais de semana. Algo me faltava, eu sentia um vazio apesar de todas essas atividades. Então comecei uma busca para entender o que é a vida, afinal. E foi assim que resolvi fazer o Blog, eu pensava: será que só eu penso nisso? Será que as pessoas estão satisfeitas com a vida delas? Qual deve ser o sentido da vida para os outros? Resolvi perguntar.

2-) Na sua opinião o que é uma vida bem vivida?
Hoje eu diria que é uma vida na qual nós sabemos "por que fazemos o que fazemos". Esse é o titulo de um livro do filósofo Mario Sergio Cortella. Ele no livro diz que uma vida com propósito é aquela na qual a gente tem consciência do motivo pelo qual nos movemos diariamente. Ou seja, para mim numa vida bem vivida eu não desperdiço meu tempo fazendo coisas que não vão me levar onde eu quero chegar. É uma vida com ação consciente. Por mais que eu precise em uma fase trabalhar em algo que eu não gosto, ou fazer uma coisa que é custosa, eu preciso ter consciência e saber que estou fazendo aquilo por um motivo especifico, para um fim. Para isso é importante primeiro saber, o que quero da minha vida? Para onde estou indo? Para onde eu quero chegar? Uma vida bem vivida é aquela em que fazemos o que esta ao nosso alcance para encontrar esse objetivo, não necessariamente atingi-lo, mas viver para ele.

3-) Por que existe tantas definições para o sentido da vida?
Porque não existe uma resposta pronta ou única. Somos mais de 7 bilhões de habitantes no mundo, o que significa que existem provavelmente 7 bilhões de sentidos para a vida. Cada um pensa ou diz aquilo que vem a mente, que necessita para si. Apesar disso, no amplo, o sentido da vida é parecido para as pessoas. Eu entrevistei mais de 100 pessoas e consegui "agrupar" as respostas em temas parecidos, que são: amor, aproveitar e curtir, Deus, família, evoluir, sonhar e trabalhar. Ou seja, mais ou menos são essas coisas que dão sentido para a vida das pessoas.É claro que foi uma pesquisa empírica, mas de uma forma geral a maioria quer essas coisas.

4-) O que você mais aprendeu enquanto entrevistava as pessoas sobre esse tema?
Que não importa a classe social ou a origem, somos muito parecidos no que diz respeito ao que queremos da vida de uma forma mais ampla. Quando eu perguntava qual o sentido da vida, as pessoas quase sempre falavam o mesmo: é estar com a família, é fazer o que a gente gosta, é aproveitar as coisas mais simples, é sonhar e realizar os sonhos. Aprendi também que não podemos julgar as pessoas pelos "rótulo"(o que é fácil falar, mas difícil cumprir). Conversei com muitas pessoas que não conversaria se não fosse o projeto e ouvi histórias tocantes, ideias surpreendentes. Então acho que o projeto me deixou um pouco mais sensível e próxima das pessoas como um todo.

5-) Para você, qual o sentido da vida?
Hoje eu diria que só vivendo para saber. E explico o que isso quer dizer. Foi vivendo que eu aprendi que não basta apenas refletir sobre o sentido da vida se as reflexões não forem colocadas em prática. Se para uma pessoa por exemplo, o sentido da vida é evoluir, ela só vai estar vivendo com sentido se ela estiver buscando, observando e realizando essa evolução diariamente. O sentido da vida para mim hoje é justamente descobrir a cada dia o que me move, o que me inspira, e conseguir tomar atitudes efetivas para transformá-las em realizações reais. É conhecer-se para realizar-se como ser humano. E essa realização nada tem a ver com dinheiro, status, fama, poder. Dessa forma, de uma forma resumida, o sentido da vida para mim é viver conscientemente e se realizar como ser humano.

Vida, uma coleção de histórias.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Gosto sempre de pensar e acreditar que a vida é boa e cheia de possibilidades. Cada escolha uma consequência, cada estrada um final diferente. Já parou para pensar que você possui vinte quatro horas por dia com uma infinidade de escolhas e reações? Pois é, viver é uma arte e eu amo viver dessa arte tão linda que é a vida. Simplesmente um presente dado por Deus. Infelizmente existem pessoas que apenas estão existindo, outas passando uma existência de passagem, sem criar coisa alguma, sem sair do lugar, sem fazer algo de relevante na história.

Se você olhar para homens e mulheres de sucesso verá que eles tiveram uma vida recheada de perdas e ganhos, risos e choro, chuva e sol. Isso é viver, pois viver não é uma garantia de flores, arco iris e água fresca. A vida passa por dias de alegria sim, mas também passa por dias de luta, dias de ter medo do gigante, mas ainda assim ter forças para vencê-lo. A vida é para os fortes, porque infelizmente os fracos ficam na cama chorando, ficam na mesa reclamando dos outros e da má sorte. Mas eu não acredito em má sorte, acredito na realidade em boas e más escolhas. Isso é vida, o resto é apenas história de gente que perdeu e não assume, que errou e não se arrepende, que chora e não faz nada para mudar a situação.


E se você fosse escrever uma biografia da sua vida, quais histórias você teria para contar? Saiba que a vida é uma coleção de histórias, a vida é aprendizado, através das mais variadas experiências que temos ao longo de cada dia. Aquele dia chato no hospital, aquela festa legal, aqueles bons momentos com quem você ama, as suas conquistas. Tudo faz parte de sua vida, da sua história e irão para a sua biografia. Não sei se você sabe, mas pessoas vão acabar esbarrando na sua vida, e irão sim conhecer a sua história, e espero sinceramente que seja uma boa história para contar. A cada ano escrevo os fatos mais importantes do meu ano, pois quero que ao ficar mais velho eu possa mostrar as minhas ações no planeta para os meus netos, e também poder ler com nostalgia os bons tempos da minha vida, e as crises que eu superei. 

Insisto para que você siga buscando fazer a diferença, não ser mais um nessa vida, não ser apenas poeira, mas ser alguém que faz e vive a história. Me encanta olhar os idosos e imaginar quanta coisa eles possuem para nos dizer. De fato muitos deles são caixas de conhecimento e sabedoria. Todo dia é um novo dia para aproveitar e desfrutar e os sábios aproveitam o dia. E quanto amanhã? Ele não chegou, então nem me preocupo, pois estou colhendo histórias hoje, estou aprendendo hoje, fazendo a diferença hoje. Seja um colecionador de histórias, seja uma pessoa que consegue aprender com cada detalhe da vida, sendo ele bom ou ruim, pois nada é a toa e por acaso. Com tudo se aprende, com tudo se ganha uma experiência. Valorize o momento, e escreva um livro com os grandes feitos da sua vida. Então mãos a obra, as paginas estão em branco esperando você escrever algo.

Jó - O dia em que o mundo caiu

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A cidade de São Paulo é conhecida como uma grande metrópole, onde todos correm em busca de um objetivo, correm mesmo sem perceberem que correr tanto só nos deixa cansados e nem sempre vale a pena. Em meio a uma multidão de pessoas e prédios existe um homem chamado Jó. No mundo dos empresários ele o mais conhecido do país, sendo muito rico. Os seus sete filhos possuem muita publicidade na mídia e são bastante conhecidos. Alguns são capas de revista, outro jogador de futebol e outros empresários como o pai. Mas quem vê de longe não sabe que Jó é uma pessoa simples, do bem, que tem como grande prazer da sua vida seguir frequentando a Igreja que frequentava desde pequeno. Até que um dia o seu mundo caiu.
- Jó! Jó! Uma desgraça acabou de acontecer - entrou a sua secretária junto com seu assistente com um olhar preocupado em sua sala.

- O que houve? - disse Jó muito preocupado.

- Uma desgraça, acabamos de saber que todo o seu dinheiro acabou, em uma manobra do governo com os bancos a sua conta acabou no vermelho.

-Como isso aconteceu?

- Talvez em negociações erradas - disse seu assistente - só pode ter um traidor em nossa equipe.

Jó ficou bastante preocupado, bateu um frio em sua barriga, mas a sua mente já estava a cem por hora buscando encontrar uma solução e como recuperar o seu dinheiro. Acontece que a próxima noticia o deixou ainda pior. O seu telefone tocou, era a sua mulher aos prantos que dizia:

- JÓ, UMA DESGRAÇA ACONTECEU. NOSSO MUNDO CAIU. NOSSOS FILHOS MORRERAM, TODOS ELES JÓ, TODOS ELES.


- Não acredito, meus filhos, todos eles - Jó se sentou na cadeira e se colocou a chorar.

Mais tarde ele ficou sabendo que seus filhos estavam em uma festa e em um acidente o telhado do lugar não aguentou e ao ceder caiu na cabeça deles, que faziam mais uma festa de família. Jó foi para a sua casa e mesmo sem entender o que acontecia não reclamou e não blasfemou contra Deus. Dias depois quando achava que as coisas não poderiam piorar, elas acabaram piorando. Jó acabou ficando muito doente, com sua pele cheia de feridas e uma coceira que não tinha mais fim ele se viu no pior momento da sua vida. A esposa não aguentando mais aquela situação, acabou explodindo contra o marido e falou muitas coisas que não devia. Ainda assim Jó se manteve firme, não iria jogar toda uma vida por causa de um momento tão ruim da sua vida.

Os meses foram se passando e Jó não melhorava, seguia sentindo dores terríveis e pouco se alimentava, sendo levado a emagrecer como nunca antes. Três de seus amigos foram visitá-lo e se chocaram com a situação. Um deles chamou Jó de bandido, que estava fazendo negócios ilegais e por isso estava sem dinheiro. Outro falava que a perca dos filhos era um castigo de Deus por conta de sua soberba. Logo ele, que sempre procurou ser humilde. Sobre a sua doença, seu terceiro amigo, logo o mais chegado disse que Jó estava assim por estar traindo a sua esposa. Jó chorava por dentro.

- Amigos, não me entendam mal, em nenhum momento ocorreram tais barbaridades que vocês estão dizendo. Não sei o motivo de estar passando por isso, mas sei que em breve tudo isso vai passar, seja para o bem ou para o mal, tudo isso uma hora vai passar.

Pois isso aconteceu, o tempo passou, e aos poucos, de forma milagrosa Jó ia se recuperando, sua feridas secaram, ele voltou a se alimentar e a engordar. Ele e sua esposa voltaram a se entender e quando Jó tinha se recuperado começaram a vida do zero. Aos poucos Jó foi recuperando o seu dinheiro, abrindo empresas e voltando a ser rico novamente. Ele também teve filhos novamente, por incrível que pareça o mesmo número de antes, mas dessa vez no pacote vieram três lindas mulheres.

Os seus amigos viram que falaram besteira e voltaram a casa de Jó para pedirem desculpas sinceras, o governo viu que tinha errado com Jó, foi descoberto aquele que estava roubando sua empresa. Sim, a vida deu uma bela volta e Jó conseguiu o dobro de tudo aquilo que possuía. As pessoas ao ouvirem essa história ficaram muito impressionadas, querendo saber o motivo de tal virada. E a história que é mais falada é aquela que se conta que Jó falava com alguém toda noite, alguém que ninguém via, alguém que antigamente nem mesmo Jó enxergava, mas agora passava a enxergar com os seus próprios olhos. E essa pessoa que Jó falava lhe deu tudo em dobro!

P.A Entrevista #20 - Letícia Diethelm

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nesta semana a entrevista vai ser com uma pessoa que tem como uma das paixões da sua vida viajar. Letícia Diethelm mora em Viena, capital da Áustria e é uma das apresentadoras do Podcast "O nome disso é mundo". Nesta entrevista ela nos conta sua visão sobre Viena, diferenças entre os Latinos e Europeus, e muito mais.


1-) Quais as grandes vantagens de viajar?
A maior delas é atualizar o que hoje você considera ser o seu limite.

2-) Quais os pontos que mais chamaram a sua atenção na cidade de Viena?
A grandiosidade de tudo. Cada rua por onde se anda, tem algo para exclamar "u-a-u"! Outra coisa que me chama a atenção é o transporte público. Ele é muito eficiente, te leva para todo e qualquer canto da cidade. Não é a toa que a maior parte da população considera desnecessário ter um carro(E tem cartão anual do transporte público).

3-) Como vencer o medo de sair da zona de conforto e sair para viajar?
Antes de responder a essa pergunta, eu quero esclarecer uma coisa: por mais que viajar seja gostoso para muita gente, não precisa ser para todo mundo. Sair da zona de conforto é legal, mas também é legal não sair dela. O que eu quero dizer é que cada um tem que entender seus próprios sentimentos e saber o que quer da sua própria vida, sem olhar a vida de ninguém como parâmetro. Se você não quiser sair da sua zona de conforto, não se sinta mal só porque você tem a impressão de que todos ao redor querem sair da zona de conforto. É ótimo você estar satisfeito com a vida que esta levando. Não se sinta mal por isso. Agora se você não esta satisfeito, quer mudar e acha que sair da zona de conforta vai trazer felicidade, não tem outro jeito: você vai ter que dar o primeiro passo. Sair da zona de conforto é viajar? Decida o lugar. Segundo passo: compre a passagem. E vai seguindo cada passo de uma vez. Pode ter certeza que o primeiro passo vai ser o que vai precisar de mais coragem. O segundo passo vai ser puxado pelo primeiro, o terceiro pelo segundo. Quando você se der conta, já vai ter vivido experiências incríveis.

4-) Qual a diferença entre os cidadãos Europeus e os cidadão Latinos?
Os primeiros meses de mudança foram bem chatos, cheios de burocracia para resolver. Até comprar um chip de celular é mais demorado por causa da nacionalidade. Por ser brasileira eu teria que ficar 3 meses com um chip pré-pago para poder ter um pós-pago. Meu marido foi na mesma loja para resolver o problema e deu tudo certo no dia seguinte, pois ele tem a nacionalidade Suiça. Também tem o lado profissional. Diploma Europeu é reconhecido, o brasileiro não. Claro que depende da área, mas o Europeu sempre terá que fazer menos esforço. Ou eu falei tudo isso e na verdade você queria saber sobre a personalidade? hahaha. Ai eu respondo que não tem como quebrar estereótipo: Europeu é mais fechado. Latino é mais fácil para interagir e se divertir.

5-) Quais os seus maiores aprendizados nas entrevistas do Podcast O nome disso é mundo?
Se lembra no inicio da entrevista que eu falei da vantagem de viajar? Atualizar o seu limite? Você outra pessoa de cada viagem que você faz. Você vai conhecer pessoas, histórias, pontos de vista que vão mudar o seu limite, as suas ideias. O Podcast "O nome disso é mundo" faz você viajar sem sair de casa. Você vai ouvir histórias que vão acrescentar tanto na sua vida, te inspirar, te fazer evoluir. E isso eu acho simplesmente maravilhoso! Eu nunca volto a mesma de uma viagem e muitas vezes essa viagem aconteceu com um fone de ouvido e um microfone na sala da minha casa. A cada entrevista eu evoluo e só tenho a agradecer a cada participante e ouvinte.


Federer VS Nadal - A despedida de uma era

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Acredito que ninguém esperava uma final como a desse ano no Australian Open, nem mesmo o mais saudosista achava que Federer e Nadal pudessem novamente se encontrar em uma final de Grand Slam. Os dois reinavam na última década no mundo do Tênis, quando disputaram famosas finais em Winbledon, Us Open e Roland Garros. Chegaram até mesmo a fazerem uma final no Australian Open alguns anos atras. Mas o tempo passa, novos nomes surgem e a idade bate a porta junto com suas contusões e problemas. Federer estava parado a seis meses devido a uma lesão, assim como Nadal que também retornava de uma contusão. Tudo estava contrário a esses dois, mas contra todas as expectativas os dois rivais se reencontraram na final do Australian Open desse ano. Não teve Djokovic ou Murray nesse ano, a vez foi dos velhos Leões Roger Federer e Rafael Nadal.


Não importava quem iria ganhar, até mesmo um empate valeria para esses dois, mas como nesse esporte esse resultado não existe alguém teria que sair como vencedor. Mas torcer para quem? Como torcer contra Federer e suas jogadas magicas? Mas como poderia torcer contra Nadal e sua feroz garra e perseverança? O jogo, apesar de ser tão cedo no horário de Brasilia, bem as seis e meia da manhã(Só assim para acordar tão cedo em um domingo), foi muito bom. Claro que eles não são mais aqueles jovens de dez anos atras, mas ainda possuem muito vigor e técnica. No primeiro Set Federer levou por 6-4. Nadal não deixaria o jogo andar assim tão fácil e venceu o set seguinte por 6-3. O que vimos no set seguindo foi um passeio de Federer que aplicou um sonoro 6-1 no espanhol. Ninguém queria ver o jogo terminar e Nadal atendeu nosso pedidos e devolveu o 6-3.

No ultimo set todo mundo se encolheu no sofá, acordou quem estava dormindo, aumentou o volume da televisão para acordar os vizinhos. Sim, o fim de uma era estava chegando. Acredito que eles nunca mais se encontrarão em uma final de Grand Slam, pois novos jogadores estão surgindo. Sim, eles podem chegar a uma final, mas os dois juntos novamente? Bem, acho muito difícil isso vir acontecer. Então vamos ao fim do jogo, onde Federer decidiu vencendo por 6-3 ganhando assim o seu décimo oitavo titulo de Grand Slam na carreira. Pois é, as cortinas parecem estar se fechando, mas agradeço por ter tido a chance de poder assistir esses dois monstros jogando um Tênis de alto nível durante anos. Aprendi a gostar do esporte vendo os jogos do Guga, mas com esses dois me aprofundei e conheci torneios e me apaixonei pelo esporte. Valeu Federer e Nadal, que outros se inspirem em vocês!

 

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