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Êxodo - deuses e reis

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em um ano de filmes bíblico vemos em Êxodo um filme que tenta ser épico, mas em alguns momentos ele falha por faltar emoção e um pouco mais de paixão colocada pelo diretor Ridley Scott. É difícil de explicar com palavras, mas parece que ficou faltando alguma coisa no filme. A trama é baseada no livro bíblico de Êxodo, que conta a trajetória de Moisés que de príncipe do Egito se transforma em libertador do povo de Israel. A abertura do filme é ótima, com uma intensa cena de batalha, nos lembrando os filmes medievais. A fotografia é muito bonita, algo que o diretor sempre fez bem em seus filmes, mostrando um Egito muito bonito, ainda mais quando a câmera nos traz uma imagem por cima do país. Os efeitos especiais também estão muito bem mostrados, levando os momentos das pragas do Egito serem o ponto alto do filme.


O filme não segue totalmente o que esta escrito na Bíblia, mas isso não faz com que a trama seja abalada ou mudada no seu objetivo final, sendo muito melhor do que o filme Noé. Em muitos momentos temos a nossa fé fortalecida, principalmente na cena do mar vermelho, uma das cenas mais esperadas. Deus é representado por um garoto o que pode levantar algumas criticas, mas para mim não foi algo agressivo. Inclusive achei legal mostrar Ele presente no meio do povo, mostrando que Deus esta sempre com os seus escolhidos. As interpretações dos atores principais também estão muito boas, onde temos Cristian Bale bastante convincente e com uma atuação forte como Moisés. Joel Edgerton como Ramsés também não fica para trás, mostrando um faraó apavorado em meio ao caos, mas muito orgulhoso. O filme é longo, e com isso com altos e baixos, as vezes muito lento. Por fim, achei interessante o realismo trazido, mostrando a reação de Moises em quanto via as pragas atacando o povo do Egito.

Nota: 4

OBS: As notas são computadas de 0 a 5.

A invenção de Hugo Cabret

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Um filme fantástico e muito bonito de se assistir. É desta forma que classifico este filme de Martin Scorcese. A historia nos mostra a difícil vida do garoto Hugo Cabret que após perder o pai se torna órfão na grande Paris e passa a morar dentro do relógio da cidade, enquanto tenta arrumar um velho boneco mecânico, passando a descobrir a história do gênio do cinema George Miliés. O filme é uma homenagem clara a historia do cinema, onde em vários momentos vemos cenas de filmes antigos passando. Os atores infantis nos passam uma inocência ao filme, apesar de eu não ter gostado da interpretação dos atores.


A fotografia do filme é fantástica, onde Martin Scorcese usou toda tecnologia que o cinema oferece para nos trazer uma França muito bonita e porca, assim como era na época. Temos também momentos de humor e uma leveza de romance com um personagem policial. Tudo no filme é feito com um leve toque que transformam as cenas em algo mágico, sendo um filme muito bonito de se ver. Frases motivacionais também são encontradas no roteiro, nos levando a entender que não estamos neste mundo de passagem, mas que somos uma peça muito importante dessa maquina que é o planeta. Para os amantes do cinema somos apresentados a historia de George Miliés, o primeiro diretor de cinema da historia. A invenção de Hugo Cabret é uma viagem pelo mundo do cinema que vale a pena ser feita.

Nota: 4

Brother's fight

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eram apenas duas crianças, viviam a vida de cidade grande, enquanto os pais trabalhavam o dia inteiro só restavam a eles a televisão para assistir o dia inteiro. Raul e Marcos tinham dois anos de diferença um para o outro. Raul por ser o mais velho queria impor suas exigências e desejos, mas aos poucos Marcos começava a enfrentá-lo.

- Eu quero assistir futebol – dizia Raul

- Não, eu quero ver desenho – respondia Marcos

Pronto, era briga para o dia inteiro. A empregada ficava maluca com os dois, pois um avançava no outro, puxavam cabelo, davam socos e se empurravam. Mas era sempre assim, brigavam em um dia e já estavam conversando no dia seguinte. “é coisa de criança” dizia a avó. Mal sabia ela o que estava dizendo.


Na adolescência Raul e Marcos gostavam da mesma garota. Bianca era encantadora, gostava de conversar com os dois, mas acabou escolhendo Marcos, para desespero e raiva de Raul. Ficaram desta vez semanas sem se falarem.

- Você sabia que eu gostava dela Marcos.

- O que eu posso fazer? Ela gostou de mim.

- Você é um traidor, não da para confiar em você.

Quando estavam perto dos trinta anos resolveram abrir uma empresa juntos. Raul estava mais calmo e aliviado por Marcos não ter dado certo com Bianca. Agora estavam os dois casados e precisavam demonstrar maturidade. Resolveram trabalhar com criação de sites, onde Raul entrava com o talento e Marcos com o dinheiro. Até o dia em que a empresa quebrou!

- A culpa é sua – disse Marcos – não entregava o trabalho em dia para o cliente

- Você não sabe de nada, e nem fazer nada e quer me criticar? Cala a boca

Depois de não darem certo trabalhando juntos cada um seguiu a sua vida. Os dois tiveram filhos, construíram boas famílias. Encontravam-se às vezes, mas a rivalidade estava sempre presente. Desde a competição entre os filhos até para ver quem usaria óculos primeiro, quem teria as primeiras rugas e quem se aposentaria primeiro.

Quando alcançaram a idade de setenta anos, passavam os sábados jogando xadrez juntos. A rivalidade ainda era grande. Os dois marcavam no papel quem ganhava mais, estudavam novas estratégias e tiravam sarro um da cara do outro. As coisas eram mais fáceis, pois já tinham construído uma ótima família e tudo agora se resumia a brigas entre reis, peões e bispos em cima de um tabuleiro.

- Xeque – falou Marcos

- Não tão rápido irmãozinho. Vamos continuar.

- Você não se rende nunca em cara.

- Pois é, sempre precisei ensinar para meu irmãozinho que desistir é a ultima saída.

- Que bom que aprendi. Xeque de novo!

- Escapei! Que bom que agora mais velhos brigamos menos do que antes.

- É sim. Mas as vezes a briga nos mantinha vivos e acendia em nós uma vontade de crescer e buscar ser melhor.

- Pois é Marcos, valeu a pena tudo isso. Talvez esse seja o significado de ser irmão.

- Não entendi.

- Brigar e voltar a se falar. Torcer sempre e terminar a vida juntos, apesar de tudo.

- Concordo com você. Brigamos, brigamos e sempre estivemos juntos.

- Isso ai irmãozinho. Xeque-mate!


Morreu e não sabia

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Eu precisava contar para ela. Eu sei, não é uma noticia fácil, mas se eu não falar tenho certeza que vão enganar a coitada. Olha la, todos passam reto. Fingem que tudo esta normal, mas não esta! Bem, chegou a hora da verdade.


- Dona Rosa – falei, muito envergonhado

-Oi Mateus, alguma novidade?

- Algumas. Percebeu como o dia esta frio hoje?

- Realmente, tenho até me sentido gelada.

- Pois é. Recebeu muitas flores hoje?

-Sim. Inclusive achei estranho, pois não é meu aniversário.

-Visitas?

- Muitas Mateus. Um pouco estranho tudo isso. O pessoal aqui de casa até chorou.

- Acho que a senhora deve ir embora.

- Não sei por que mas sinto isso também

- Pois é, chega um momento que é hora de partir. Sabe? Tipo... ir embora, subir a escada, pegar o elevador

- Concordo meu jovem. Eu até lhe convidaria para esta viagem, mas só cabe uma pessoa no elevador.

Um silêncio entre nós...esta estranho, a conversa é estranha, mas como eu disse: alguém tinha que falar.

- Dona Rosa?

- Sim Mateus

- Boa viagem!


FIM DA ESTRADA

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Paulo estava refletindo sobre os terríveis acontecimentos dos últimos dias. Era quarta feira e ele não estava acreditando nas más noticias que tinha recebido. Poxa vida, duas mortes assim tão de repente, tão inesperada. Não aguentando mais pensar no assunto resolveu ir até a praia. O dia tinha amanhecido prometendo calor, mas como noticias inesperadas, o tempo acabou virando e sinais de uma futura chuva começavam a aparecer no céu. O dia terminaria cinzento, pensou Paulo.

Ali na praia sentado na areia e olhando para o mar pensava nas coisas da vida, em como tudo era passageiro, em como de uma hora para outra tudo poderia mudar. Sem perceber acabou sentindo um toque no ombro e quando olhou do lado viu que seu amigo Pedro estava ali se sentando.

- Dias estranhos né Paulo?

- Nem me fale. Eu estava aqui pensando em como as coisas acontecem de repente.

- É, basta um segundo para mudar tudo.

- Não consigo aceitar cara. Como que em um momento estamos saudáveis e pensando na vida com diversos planos...e então, ploft! Tudo acaba.

- Ah Paulo, também não entendo, mas estamos aqui para viver e da melhor forma possível.

- Meio auto ajuda você né Paulo. Esses livro do Augusto Cury estão revirando a sua mente.


O céu começava a ficar nublado.  Paulo pegou um pouco de areia nas mãos e a viu escorrer pelos dedos. Talvez assim fosse também a nossa vida, pensava ele.  Rapidamente ela escorregava pela mão do tempo e partíamos dessa para a melhor. Paulo recomeçou a conversa.

- Cara, olha que coisa maluca. Dias atrás o cara que mais fazia as pessoas sorrirem se matou. Hoje um cara cheio de planos sofre um acidente. Injusto não acha?

- Por que injusto? Não temos o controle de tudo cara, não podemos ser juízes e definir o que é justo ou injusto. A vida é uma viagem cara, e tenho certeza de que não somos o piloto dela.

- Ah, estou indignado. E Deus cara? Onde Deus esta no meio disso tudo Pedro?

- Deus não tem culpa que o cara se matou. Aliás nem sei se o próprio cara tinha culpa.

- Você acha que ele foi covarde ao se matar? La vai você julgar o cara.

- Não brother. Só acho que a vida bateu forte nele e ele não soube se defender

- E sobre o acidente de hoje? Deus poderia ter segurado o avião.

- A vida é como um livro Paulo. Ela tem começo, meio e fim. E nós temos que viver cada momento com muita energia e alegria. O tempo passa, vamos viver o hoje.

Os dois então se levantaram da areia. Realmente não era um bom dia. Começava a pingar, carros de policia e bombeiros passavam a todo momento pelas ruas de Santos. Paulo ainda estava com diversos pensamentos sobre os últimos acontecimentos. Procurava respostas quando não era momento de recebê-las.

- Pedro, e quanto a nós? Tipo eu e você? O que nos garante um amanhã?

Pedro ficou quieto por alguns instantes, procurando uma resposta e então...

- Deus!

- Você escapou bem, mas não me convenceu muito.

- Não é pra te convencer, é só para você acreditar. Lembra? Começo, meio e fim.

- E?

- Ele é o escritor, quando Ele entender que é hora do fim da historia, então é o fim.

- E até la?

- Até la a gente vive e aprende com as historias dos outros.




O PORTÃO

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Fazia muito tempo, eu pensei em muitas coisas andando por estas ruas e me lembrei de muitas coisas que vivi aqui. Quando volto a minha realidade percebo que estou agora parado no portão. Ao olhar para baixo vejo o meu cachorro sorrindo para mim, em forma de latidos, claro. Então coloquei as minhas malas no chão. Sim, eu voltei!

Comecei a olhar para tudo ao redor, as casas, as pessoas, o portão. Tudo estava ali, como era antes. Parecia que nada tinha se modificado, mas ao olhar para mim tinha duvidas, acho que na verdade apenas eu é que tinha mudado, e então voltei. Mas desta vez eu voltei para ficar, sim, para ficar. Voltei para as velhas coisas que eu deixei.


As expectativas eram muitas, por isso resolvi abrir a porta devagar, mas antes deixei a luz entrar primeiro. Eu precisava sentir aquilo novamente, aquele velho cheiro, aquele velho ar que sempre passou por ali. Percebi que todo o meu passado se iluminava, por isso eu fui, eu entrei. Sim, estou de volta, e desta vez para ficar, porque sei que aqui é o meu lugar. Voltei para tudo o que tinha deixado. Para os meus amigos, para a minha família, para as minhas lembranças, é, eu voltei.


Sim,tudo aconteceu quando eu parei em frente ao portão!

UMA NOVA SOLICITAÇÃO

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Já era tarde, o relógio já marcava 23:00 horas de uma noite fria em São Paulo. Correndo pelas escadas da estação vinha Marcos com sua mochila na costas, boné na cabeça e com o pensamentos cheios de planos para essa semana. O trem logo iria chegar, por isso precisava se posicionar da melhor maneira na plataforma para conseguir fazer a sua viagem sentado.

Ao olhar para o lado da plataforma viu um rosto conhecido. Era Caio, seu colega dos tempos de escola. Sujeito diferente era aquele. Com calças de cantor de rap e cabelos bagunçados. Caio era um cara que vivia fora de sua realidade, ou talvez as pessoas que vivessem fora da dele, como sempre costumava dizer.

Marcos buscou se aproximar do colega e então chegou perto. Caio logo reconheceu quem era e os dois se cumprimentaram, fazia alguns anos que não se viam.

- E ai cara como você esta? – perguntou Marcos

- Eu to bem cara. To vindo do role.

- Em plena segunda feira? Só você mesmo.

- E tem dia certo para sair?

- É verdade, tinha me esquecido desse detalhe. Todo o dia é dia de curtir – e ria das maluquices do amigo

- E você Marcos? Esta vindo da onde com essa mochila nas costas?

- Da casa da minha namorada, ela mora no interior de São Paulo. Passei uma semana la.

- Que viagem em.

Marcos olhou para o relógio e em seguida para os trilhos. Já era possível observar o trem se aproximando. Teriam alguns minutos de conversa dentro do trem. O silêncio fica por instantes entre ele, até o momento em que entram no trem e as portas se fecham. A conversa tem o seu reinicio.


- E o pessoal da escola? Tem visto? – perguntou Caio

- Nunca mais cara. Tenho alguns deles no Face, mas nem tem mais assunto.

- Já era né? O tempo vai passando e vamos deixando amigos pelo caminho.

- Fica só o face.

- Pois é, só o face.

O trem para na próxima estação e Marcos já se prepara para descer. Que pena, a conversa durou pouco. Os dois se cumprimentam e para matar o silêncio acabam falando de marcarem alguma coisa juntos qualquer dia.

- Até mais cara – diz Marcos

- Falou mano, a gente se vê. Ah, e me adiciona la no face, é Caio Pires.


- Demorou, pode deixar.

LEMBRANÇAS

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Uma maneira de voltar no tempo é olhar os álbuns de fotos. Ali vemos os momentos mais felizes da nossa vida. Momentos de saudade, momentos de reflexão. Uma verdadeira maquina do tempo. Eram os pensamentos da Marta, uma mulher com seus cinqüenta anos, com muitas coisas para se lembrar.

- Filha, vamos ver algumas fotos?

A filha já sabia que era um momento importante para a sua mãe, sabia que era um momento de viajar no tempo, e desta vez ela queria uma acompanhante nesta viagem. A filha resolveu embarcar nesta maquina do tempo.

- Olha aqui filha, fotos do dia em que você nasceu.

- Nossa mãe, como eu era feia. Não posso deixar meu namorado ver essas fotos.

Alguns risos. Para Marta, a sua filha nasceu linda, era linda e sempre seria linda. Lembrava ela de dias difíceis, dias de duvida. Não sabia como cuidar de uma criança. Era mãe solteira. A vida não era fácil. Ainda mais naqueles dias.

- Essas aqui são daquela viagem que fizemos.

- Que lugar é esse mesmo mãe?

- Campinas

Bons dias esses no interior paulista. Tinha pego férias do trabalho e queria levar a filha para passear. Resolveu ir para Campinas. Era mais barato.

- Bons dias esses em mãe.

- Foram sim.



Mais fotos iam aparecendo a cada pagina virada do velho álbum da família. Ali tinha fotos dos aniversários da filha, fotos de festas na escola, ceias de natal, comemorações de ano novo. Muitas fotos, muitas experiências. Dias divertidos, boas lembranças, dias que não voltam mais.

- Quantas fotos em mãe. Que viagem.

- Boas viagens filha, boas viagens.

- Espero que quando eu ficar velhinha eu possa também ter um álbum de viagens como esse da senhora.

- Vai ter sim filha. Mas eu torço para que você também tenha um ótimo companheiro de viagem, como eu tive nessa tarde.


QUEM FOI O MELHOR?

quinta-feira, 3 de julho de 2014

- Pai, o senhor viu o Pelé jogar?

- Sim, eu vi.

- E ele era bom mesmo?

- Filho, o Pelé era um jogador completo. Chutava com as duas pernas, cabeceava, driblava. Como eu disse, ele era completo, nunca vai ter outro como ele.

- Hum, entendi, mas o Garrincha não era melhor? O vovô dizia que o Garrincha era melhor.

- Não acho que seu avô tenha dito isso.

- Disse sim. Pai, nos vídeos do Pelé ele não faz tudo isso que você fala. Eu assisti ao vídeo da final da copa de 58 e sei la, não me parecia tudo isso não.

- Ali ele só tinha 17 anos – o pai já mudava a expressão, começando a ficar nervoso.

- Pode ser, em 70 ele já era o cara né? Mas também, com aquele timaço que ele tinha do seu lado fica fácil. O Cristiano Ronaldo joga em Portugal sozinho, por isso que não ganha uma Copa do mundo.

- Pelé era o cara meu filho. Quando o Santos estava perdendo, ele já avisava a torcida que ele ia virar o jogo.

- E virava?

- Sim – suspira o pai – ele mesmo fazia os gols.

- bom, eu não vi ele, mas para mim o Ronaldinho foi o melhor que eu vi.

- Você esta maluco –e o pai dava risadas – o Ronaldinho e outros só jogaram bem por um período de tempo, depois sumiram. E repito, o Pelé era um jogador completo.

- E o Maradona?

- Se o Maradona fosse bom com a perna direita seria sim um jogador completo, mas não era, então também não podia ser melhor do que o Pelé.

- Mas também naquele tempo, queria ver se fosse nos dias de hoje.

- Ele seria ainda melhor. Filho o Pelé era completo. Completo!

- Talvez. Mas e o Messi em, esse cara joga muito em pai, esta entre os três melhores que eu já vi. Eita cara decisivo!


- Pelé parou uma guerra. Isso basta!

RESILIENTES

terça-feira, 1 de julho de 2014

Não me lembro das aulas de Física, tão pouco das aulas de química, essas sinceramente eu nem sei como passei de ano nos tempos de escola. Talvez seja porque o professor gostava de mim, mas acho que não, penso que seja pelo fato dele querer estar cansado e gritar por aposentadoria. Talvez na cabeça dele eu fosse apenas um aluno que depois de três anos não sabia o que era resiliência.

Resiliência é ser forte, ser alguém resiliente é ser uma pessoa que da a volta por cima, não importa o quão forte tenha sido a pancada. O que isso tem a ver com a Física ou com a química? Eu não me lembro, ou para falar a verdade não sei mesmo. Mas como eu disse, eu até hoje não sei como passei nessas matérias nos tempos de escola. E espero que meus professores não estejam lendo isso, só o de português, é claro.

Durante a vida já ouvi muitas historias, sejam elas tristes ou felizes, as historias estão presentes em nossa vida diariamente, e até mesmo você já deve saber de cor muitas delas. Mas tem um tipo de historia que meche conosco, as historias verdadeiras, daqueles que estavam no chão, com o rosto na lona, mas que conseguiram se levantar e dar a volta por cima. Esses são os resilientes, gente forte, pessoas com fibra. Não por serem melhores do que os outros, mas por se levantarem primeiro do que muitos.


Acredito que agora nós já estejamos falando a mesma língua, acredito que tanto você quanto a minha pessoa já sabemos o que significa tal palavra, ainda que se caísse perguntas sobre química e física em uma prova a nossas notas provavelmente seriam vermelhas. Bingo! É isso que os resilientes fazem, saem do vermelho, buscam extrair forças das fraquezas. Já ouvi historias de pessoas que estavam enfermas e prontas para morrer, mas conseguiram arrancar forças para vencer a doença e hoje estão de pé. Tem pessoas que venceram percas, roubos, desilusões e traições. Para essas eu deixo os meus aplausos e a minha admiração.

Vejo mulheres fazendo comida para seus filhos em busca de um futuro melhor, vejo crianças buscando água para a família que sofre com o serviço de água cortado, na esperança de que amanhã haverá banho pra se limpar e água para se tomar. Ainda andando nas lembranças da vida vejo uma senhora implorando para a imobiliária não fazer o despejo da sua família e o senhor chorando por não conseguir dar uma situação melhor para sua esposa e seus filhos. Meus olhos se enchem de lagrimas, mas não antes de eu me lembrar que esse tipo de gente é única, é batalhadora e procura esperar sempre o melhor. Por essas pessoas eu não paro, por essas pessoas eu sigo em frente, acreditando que depois da curva vem coisa boa por ai, afinal, ainda que minhas notas fossem baixas na escola, eu dei a volta por cima e me tornei resiliente.

AMIGOS, APESAR DE TUDO

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ninguém gosta de trabalhar, ninguém mesmo, ainda que apareça algum engraçadinho falando que tem prazer no trabalho, que o trabalho engrandece o homem, isso é tudo conversa. Existem dias de estresse, dias em que você não quer ver ninguém, nem mesmo levantar da cama, ainda mais ver aqueles velhos camaradas do dia a dia, que batalham junto conosco, cada um buscando o que é seu, no caso dinheiro, lógico. E sério, encontrar o Fabio naquele dia não seria legal, não mesmo, já fazia dias em que não estávamos nos falando.

Começa o dia, olho para o relógio, mas besteira, ele já estava gritando antes de me levantar, e eu ainda vou quebrar esse celular que fica apitando um barulho chato avisando que eu tenho que trabalhar, como se eu não soubesse. E assim vou eu, a rotina de sempre, o mesmo ônibus, os mesmos passageiros, o mesmo sono de cada dia. Espero que ninguém nunca me veja dormindo, não é uma boa visão logo assim tão cedo.

Entro na empresa, os mesmos “bom dia”, o mesmo apertar de mão e o mesmo trabalho de cada dia, e ali esta ele: o Fabio. Nós somos amigos, mas não estamos nos falando, e já faz alguns dias, e isso, bem, isso é chato. Imagine só ficar sem falar com seu amigo, são anos de amizade. E sabe o que é chato em uma amizade? Quando você vê o cara todo dia, e o mais chato? Ele trabalha com você.


- Oi, bom dia – digo para ele

- Bom dia - ele me responde

Nós dois queríamos dizer mais, queríamos falar do fim de semana, do que fizemos, das encrencas em que nos metemos, dos gols do fim de semana, do nosso time que perdeu mais uma. São tantas coisas, e a minha mente vai trabalhando assuntos para conversar, mas a minha língua não se move e a minha boca não expressa nada. Deve ser esse meu orgulho besta que não quer dar o braço a torcer. Mas o Fabio também não diz nada, ele segue quieto, mas eu sei que ele esta louco para puxar assunto, nós fazemos isso a três anos, mas não hoje, não agora.

- Me passa essa ferramenta – ele me pede algo relacionado ao trabalho

- Beleza, ta na mão – muito pouco para uma amizade, é meu pensamento

O dia vai passando, e olha só, a manhã passa e nem percebemos, isso é uma mágica que acontece na vida daqueles que trabalham o dia inteiro e acabam por não verem o tempo passar, e ele passa, e como passa rápido. Neste passar de tempo, já são três anos, e são três anos de amizade, e alguns dias sem falar nada. O motivo da briga? Nem me lembro, mas não posso ceder, ele se quiser que peça desculpas, mas eu nem sei o que desculpar, logo, nem sei por que estamos brigados. Coisa de amigo, mas esta demorando para o silencio acabar, eu queria contar para ele da menina que estou gostando, ah, tenho certeza que ele ficaria muito feliz em dar palpite e me zoar, mas parece que não será hoje.

Chega o período da tarde, depois daquele almoço gostoso, hoje no caso a bela e boa feijoada. Volto para o mesmo lugar e o Fabio também.  Pega a peça, coloca na caixa, fecha a caixa e a deixa de canto para fazer a próxima. Achou estranho? O nome disso é rotina. Agora faltam dez minutos para o fim do dia, vou falar algo, puxar assunto. Ele pega as peças, eu pego a caixa, então ele coloca as peças na caixa e chega a minha vez de fechá-la.  As coisas não saem como o esperado. Fechei errado, as peças ficaram tortas e então um inicio de risada surge na boca do Fabio, e na minha também. Eu não falo nada, nem ele, mas nem precisa, somos amigos e amigos se entendem, mesmo com uma risada.

- Falou, até amanha – ele me diz na hora de embora

- Até amanhã- eu respondo.

Eu vou embora sabendo que amanhã tem mais, e ele também sabe que amanhã tem mais. Mais caixas, mais peças, mais rotina e mais risadas, ou seja, mais amizade!


A COPA E MINHAS HISTORIAS

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Já estamos em clima de Copa do mundo, parecia que os brasileiros iriam rejeitar o torneio, apesar de alguns ainda serem contra. Eu também não concordo com diversas coisas que foram feitas ao longo dos anos, não concordo com a corrupção, com os roubos e com os estádios desnecessários. Mas a Copa começou, e assim começa também a minha torcida, pois mesmo sendo 100% contra a corrupção eu sou 100% a favor da Copa do mundo e da seleção brasileira. Eu irei torcer a cada lance, gritarei gols com muita vontade e reclamarei da arbitragem com muita energia. Sim eu sou brasileiro e brasileiro torce pelo Brasil, assim eu penso!

Mas bem, o assunto é outro, quero falar das copas do mundo e suas lembranças. Faça esse exercício, tente se lembrar a onde você estava nas ultimas Copas do mundo, com quem assistiu, qual era o momento que você estava passando na sua vida. Eu me lembro das Copas que eu já assisti, gosto até de brincar dizendo que a nossa vida é dividida por Copas do mundo.Me lembro onde assisti os jogos, com quem eu estava assistindo e situações da minha vida e a situação do nosso país naquela época. Vamos viajar:

1994 -  É tetra, é tetra, é tetra


Eu tinha apenas sete anos de idade, mas me lembro claramente de todos os jogos do Brasil, de cada gol, de cada narração empolgante do Galvão Bueno, pelo menos naquela época ele era empolgante, rs. Foi o ano da morte do Senna, onde o Brasil perdia o seu herói, mas ganhava outro: Romário. O baixinho jogou demais e o resultado nós sabemos, tetracampeão do mundo depois de vinte e dois anos sem vencer uma Copa. O país também vivia tempos de incertezas, aonde vínhamos da crise em nossa moeda e a chegada do Real. E em todo esse ambiente estava eu, uma criança ainda, que nada sabia dos anos de fila da seleção, mas que teve a oportunidade gritar campeão tão novo, assim a seleção já me deixava mal acostumado.

1998- A seleção me fez chorar


Realmente eu estava mal acostumado com a seleção, onde eu tinha certeza que ganharíamos aquela Copa. Nosso time era fantástico, Ronaldo era o melhor do mundo, estávamos bem, fizemos uma Copa excelente, até aparecer a França e Zidane. Aquela final me levou a ter raiva da seleção, pois era inacreditável perder assim daquele jeito, por isso todos até hoje dizem que a Copa foi comprada. Naquele dia eu chorei, e não foi de alegria ou tristeza, mas foi de raiva. O país, bem, em 98 as coisas estavam melhores, com muito menos desconfiança e mais esperança, e eu com onze anos tinha como grandes batalhas as provas da escola e a preocupação de passar de ano sem recuperação.

2002 – A madrugada virou dia


Acordar de madrugada nunca foi tão bom como nessa Copa, e olha que eu acordava todos os dias as três da manhã para poder assistir todos os jogos, desde os do Brasil aos do Japão. Era divertido chegar na escola e poder discutir sobre os jogos com os amigos, sim, bons tempos da adolescência, onde eu estava com quinze anos e estava em uma cidade e escola nova, era na verdade um recomeço para mim, assim como também era um recomeço para Ronaldo e companhia. Era o inicio da modernidade e globalização no planeta e nada mais justo que a Copa fosse na Ásia. A seleção brasileira jogou muito e eu torci muito pela recuperação do Ronaldo, que vinha de sérias contusões no joelho. O meu primo estava sempre em casa e vimos vários jogos dessa Copa juntos, e em outro momentos eram os meus tios. Tudo isso de madrugada. E a final? Que emocionante, pela segunda vez grito campeão com a seleção, e desta vez pude me divertir com meu tio em um churrasco na vila dele. Foram momentos de muita alegria.

2006 – Festas e bagunça


Se a Copa de 98 foi uma tristeza, essa de 2006 foi uma raiva gigante. Tínhamos tudo para ganhar novamente, tínhamos o famoso quadrado mágico composto por Ronaldo, Ronaldinho, Kaka e Adriano. Mas o quadrado quebrou e perdemos novamente para a França, novamente para o Zidane. Ali aprendi que não vale nada talento se não houver disciplina e treinamento. Os jogos eu assistia em família e outros com amigos, e como sempre todo jogo era uma festa e uma bagunça divertida. Eu agora com dezenove anos entrava no mercado de trabalho e tinha que me acostumar com as cobranças que o mundo nos faz, era o tempo de responsabilidades na minha vida. Detalhe, se alguém vir o Ronaldinho por ai avise que o showman do Barcelona ficou devendo nessa Copa, e olha que eu torci muito por ele neste ano.

2010 – O general Dunga


Em 2010 o povo queria uma seleção de estrelas, mas Dunga montou a sua seleção, com jogadores que ele confiava. Sendo assim não teve espaço para bagunceiros como Ronaldinho e Adriano e la fomos nós para essa Copa com o coração na mão. Foi difícil torcer por esta seleção, eu nem mesmo guardo bons momentos dela, pois era estranho, tinha muito cara ruim, mas entendo o Dunga, ele chamou os seus soldados, mas infelizmente eles perderam a guerra. Os únicos craques eram Robinho, Kaka e Luis Fabiano, muito pouco para quem queria o titulo. Eu me lembro de assistir os jogos com os amigos e foi muito legal, tanto que até no jogo que o Brasil perdeu nós fizemos festa. Eu já estava com 23 anos, vivendo na pele o quanto era dificultoso viver no planeta das dividas e problemas, mas mesmo assim seguindo em frente.

Chegou o ano de 2014, e a historia continua sendo escrita, que possamos ter boas historias para contar, muitos gols para gritar e o grito de campeão no fim da historia. Vamos torcer sim para Neymar e companhia, e fazermos a festa, pois a Copa é em casa, por mais que pareça e seja uma Copa feita para gringos vamos nos divertir também, porque a festa é no nosso quintal. Vai Brasil!





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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Essa é uma palavra que já ficou muito conhecida e habitual em nosso meio, principalmente depois da chegada do Facebook onde tudo tem a ver com “curtir” e “compartilhar”. Mas não podemos deixar essa palavra virar algo banal e sem valor, pois compartilhar é doar, compartilhar é passar para o outro aquilo que se tem, passar aquilo que é bom para nós e aquilo que ira agregar valor para o outro assim como agrega a nós. Ufa, compartilhar é tudo isso e um pouco mais como veremos a seguir.


Certa vez ouvi uma historia de um homem que acabou encontrando 10 euros no chão das ruas de Portugal onde morava, então ele tentou compartilhar o ganho com seu amigo que estava ao seu lado. Os dois foram comer um lanche e aquele homem tentou pagar um lanche para seu amigo com o dinheiro encontrado, mas o amigo não quis dizendo estar sem fome. Sendo assim após apenas um lanche ser pedido a garçonete veio receber a conta e para a sua surpresa aquele homem pagou 5 euros no lanche e deu os outros 5 euros de gorjeta para ela, que ficou muito feliz, pois era uma gorjeta muito alta. Aquele homem em poucos segundos compartilhou com a garçonete uma alegria que ele tinha sentido momentos antes, além de compartilhar metade do dinheiro encontrado. Uma historia simples, mas que nos ensina muitas coisas.

Nós devemos compartilhar aquilo que temos, pois quanto mais nós compartilhamos algo mais acabamos recebendo em troca. Todos possuem algo para compartilhar, você não esta fora disso, eu tenho certeza. Você pode compartilhar conhecimento que você aprendeu ao longo dos anos. É fantástico ensinar alguém, levar outros a não caírem no mesmo buraco que você caiu. Você pode compartilhar solução de problemas, compartilhar alegria levando pessoas a sorrirem em momentos em que elas estão tristes. Compartilhe até mesmo dinheiro para aqueles que estão precisando, tenha certeza que você vai receber em dobro, e isso não é lorota, é a mais pura verdade. Seja um apaixonado por fazer o bem, por ajudar pessoas, por levar pessoas a níveis mais altos. Faça a si mesmo essa pergunta: o que eu posso compartilhar com alguém hoje? Respondida a pergunta não espere muito, compartilhe!

JA PERDEMOS A COPA!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O sonho de termos uma copa em nosso país acabou se tornando um terrível pesadelo, e agora a menos de um mês da competição ninguém tem certeza de como será esse torneio. Será que teremos manifestações violentas? Será que a Copa será um sucesso? A seleção brasileira será campeã. São respostas difíceis, logo aqui, no país do futebol, da turma que ama futebol, não se sabe o que vai acontecer no maior torneio de futebol do mundo. Pois é, esse é o Brasil, o país onde se fala muito, se sonha muito, mas infelizmente se trabalha pouco, muito pouco.


Mas o que houve? Como o país do futebol não esta satisfeito com a oportunidade de sediar tal evento? Pois é, as pessoas não estão assim tão contentes com a competição, e não é por chatice ou birrice, até porque o brasileiro é apaixonado por futebol e sempre sonhou com a copa do mundo vir ser realizada nas nossas terras tupiniquins. O problema é que infelizmente o nosso governo não cumpriu com tudo aquilo que prometeu em relação as obras, já que de inicio as obras seriam todas feitas com dinheiro privado, mas acontece que as obras tiveram dinheiro publico envolvido, ou seja, o meu e o seu dinheiro. Estamos patrocinando a Copa e o mais maluco é que nós não iremos assistir aos jogos das cadeiras do estádio.

Outra questão que já caiu na boca do povo: “Pra que estádio no Amazonas e em Brasília?”, logo esses locais que não possuem times grandes e campeonatos fortes. Isso ainda são os menores dos problemas, os piores envolvem educação e saúde, pois temos uma fraca estrutura no Brasil nestas áreas, onde vemos pessoas morrendo por falta de cuidados e sem vagas em hospitais e uma educação onde pouco cresce e pouco se investe. O governo tem dinheiro para fazer estádio, mas não tem dinheiro para investir em áreas importantes da nação? Pois é, e ai começaram os protestos e manifestações contra a copa.


O mundo não entende o que esta acontecendo no país, a FIFA diz não ter culpa, o que é uma verdade, e o governo não sabe o que fazer para contornar a situação, sem saber o que de fato ira acontecer nos dias dos jogos. Essa é a Copa mais preocupante, não pelos estádios ou jogadores, mas pela incerteza do que ira acontecer. Espero que não ocorram mortes em manifestações, espero que o Brasil acorde sim, mas sem violência e com mais atitudes conscientes. Mas é estranho ver um sonho de criança se tornar em um evento de trevas e pouca luz. Sendo assim percebo que mesmo que a seleção brasileira vença essa Copa o país já perdeu, pois o povo não esta contente e não esta com o coração tão aberto assim para o evento.






PILOTOS, RÁPIDOS E FATAIS

sábado, 10 de maio de 2014

Neste ano é completado 20 anos da morte de Ayrton Senna, e foram produzidos ao longo desse anos diversos documentários, vídeos, revistas e livros para falar de um piloto que foi sensacional, o melhor de todos os tempos, um cara ousado e focado no seu objetivo e por isso se tornou exemplo para muitas pessoas e é lembrado a cada domingo de manhã, onde sentimos falta de suas voltas mais rápidas, de suas ultrapassagens fantásticas e de suas vitorias emocionantes. O Brasil sente sua falta até hoje, a formula 1 nunca mais foi a mesma depois dessa perca e notamos que Senna foi um cara que marcou a historia do automobilismo.


Faz alguns meses que Michael Schumacher sofreu um grave acidente em suas férias quando estava esquiando na neve, e desde então o alemão esta em estado de coma e a probabilidade é de que ele nunca mais volte a ser a mesma pessoa. O que Schumacher e Senna possuem comum? Uma paixão pela adrenalina, por ser sempre o melhor e superação de limites. Senna tinha a fama de viver para a formula 1, só queria saber de treinar, de vencer e de ser campeão. Schumacher sempre quis viver a adrenalina em uma máxima potencia, pois ele foi campeão nos anos 90 da formula 1, na década seguinte ganhou diversos títulos com a Ferrari e então seria o fim, não é mesmo? Não, porque o alemão resolveu disputar corridas de moto e ainda retornou ao circuito da formula 1. É ou não um cara alucinado por velocidade?


Infelizmente tanto Senna como Schumacher acabaram sofrendo acidentes graves, um para o fim da vida e o outro para a luta pela vida. Para aqueles que andam sempre no limite acidentes acabam por ser inevitáveis. Uma pena que não tivemos nas pistas uma disputa entre os dois por muitos anos, essa seria uma briga que iria incendiar a formula 1 dos anos 90, que acabou se tornando chata depois da morte de Senna.  Com cada um aprendemos lições importantes, pois campeões sempre possuem algo para ensinar. De Senna sentimos saudade, muitas saudades, quanto Schumacher torcemos por ele, que possa sim vencer a sua luta pessoal como um vencedor que sempre foi.


O trem nosso de cada dia

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ir pro trabalho hoje foi demais! Uma verdadeira delicia, eu diria! Pegar trem e metrô pra ir ao trabalho é uma experiência nova a cada dia, não há mesmice. E digo mais, é um misto de emoções, cheiros e odores também! Tem gente bonita e cheirosa pela manhã, mas também tem aqueles que suam e fedem logo cedo! Hoje eu dei uma de esperto na hora de pagar o trem, atravessei e fui pra plataforma do meio uma vez que notei que todo mundo desce pela esquerda fui pro outro lado! Entrei no trem sem maiores dificuldades. Mas eu não sabia o que me esperava no metrô. Chegando tive uma visão, pensei que fosse uma visão espiritual do caldeirão do CAPIROTO. Tinha muita gente. Pra terem noção de como estava cheio chegou uma hora em que eu queria coçar a boca e não tinha como levantar o braço. Detalhe: eu nem tinha entrado no trem, eu ainda estava na plataforma.


Aí passou um trem do metrô e não conseguir embarcar, claro! No segundo também, no terceiro sim! Sabe quando uma pessoa está espremendo um furúnculo com toda a força até sair toda aquela sujeira? Então, fizeram isso comigo só que pra dentro do vagão. Fui jogado pra dentro com tanta força e rapidez que tive que dar um salto para não cair de cara no chão porque se eu quisesse dar um passo de cada vez não ia dar certo. Dentro do vagão fiquei perto daquele ferro que todo mundo segura, tinha um cara de vermelho ao meu lado, tinha tanta gente que eu fiquei com a cara praticamente dentro do sovaco dele.

Eu estava agoniado! Como se isso não bastasse, conforme o trem acelerava o pessoal soltava todo o peso, e eu tinha que agüentar o peso da galera pra não entrar de cara no sovaco alheio e também para não ser espremido com a crave o peito no ferro de apoio nos vagões! Quando será que isso vai acabar?

Escrito por: Cléber Cavalcante

CRITICA: ROBOCOP

sábado, 29 de março de 2014

Um grande sucesso dos anos 80 ganha o seu Remake nas mãos do diretor brasileiro José Padilha, que foi consagrado com os filmes Tropas de elite 1 e 2. A premissa do filme continua a mesma, onde vemos a historia do policial Murphy que após sofrer um atentado acaba tendo todo o seu corpo comprometido, onde para poder continuar vivendo é submetido a uma intervenção médica onde é inserido nele uma armadura de ferro onde ele acaba se tornando agora o Robocop, para poder proteger a cidade de Detroit com a mais alta tecnologia.


O filme ganhou uma grande leva de críticos por ser um Remake, onde muitos fãs não queriam que a historia fosse reproduzida, mas mesmo com muitas barreiras Robocop consegue ser um filme muito bom, e sim, José Padilha fez um trabalho muito bom, trazendo para o filme a mensagem que o diretor sempre traz em seus filmes: a violência urbana. A direção esta muito boa e com uma equipe de brasileiros em partes importantes na parte técnica do filme levando assim o filme a possuir uma alma brasileira. A ação esta presente na trama, mas o filme não é violento, muito por conta da sua classificação de censura.

O roteiro traz a discussão de podermos ou não confiar em uma policia composta por robôs para protegerem a nossa cidade e também a questão de termos um humano com uma armadura permanente para ser tal símbolo desta policia. O drama que vemos é a situação de vermos Murphy sendo controlado pelos fabricantes da armadura, onde vemos a cada momento Murphy perdendo o seu livre arbítrio para fazer totalmente a intenção da policia, e aos poucos Murphy vai perdendo os seus sentimentos humanos até vir a se tornar um robô completo, programado apenas para resolver crimes. O enredo é bom, mas o problema é a falta de uma ação mais violenta. Na trilha sonora temos o resgate da trilha original do primeiro filme, além de ouvirmos uma trilha muito boa na cena de treinamento do Robocop.


Os atores estão muito bem escalados, realmente foi uma ótima escolha, onde cada ator consegue dramatizar bem o seu papel, apesar de eu não ter gostado tanto do ator que interpreta o Robocop. Samuel L Jackson da um show, interpretando um apresentador de programa policial, nos lembrando muito nossos programas brasileiros como Cidade Alerta. Através De Samuel L Jackson notamos como a mídia busca influenciar a sociedade. Michael Keaton faz o dono da empresa da armadura do Robocop e para a minha surpresa cumpre muito bem o seu papel, onde vemos também como a publicidade busca influenciar as pessoas. Por fim o melhor ator do filme é Gary Oldman como um doutor responsável por criar o Robocop, e é ele quem vive toda a crise de transformar Murphy em Robocop o levando a perder todos os seus sentimentos.

Enfim, Robocop contém um novo visual, a armadura preta caiu bem para nossa atual geração, mas trouxe criticas dos fãs mais saudosistas. Robocop traz temas como corrupção, e influencias através da mídia e política. 




NADAL E SUA VONTADE DE VENCER

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Rafael Nadal, um dos melhores jogadores de Tênis do mundo, um cara cheio de garra e de vontade de vencer, essas são as características deste atleta que esta fazendo historia. A Espanha sempre teve diversos tenistas entre os melhores do mundo, mas nenhum deles chegou aos pés de Nadal, que é conhecido como o rei do saibro, que já venceu o famoso torneio de Roland Garros oito vezes, sim, ele é o maior vencedor do torneio, e quase imbatível no piso de saibro.


Nadal poderia até tirar o pé do acelerador, disputar menos torneios e poupar mais o seu corpo, mas o espanhol conhecido por sua garra não para de disputar torneios e atualmente é o primeiro do ranking mundial de Tênis. Nesta ultima semana o jogador veio ao Brasil para disputar o Rio Open, onde se sagrou campeão e foi muito aplaudido pela torcida. Em cada jogo Nadal demonstrou garra, vontade e perseverança. O que me chamou atenção foi a sua comemoração ao se tornar campeão, pois para um cara que já ganhou tantos títulos, pensei que ele teria uma comemoração fria. Pelo contrario, Nadal comemorou muito feliz, parecia até que tinha vencido mais um Roland Garros.

Sem duvida ele é um atleta fantástico, mostrando muito profissionalismo e vontade de vencer. Podemos aprender com as atitudes de Nadal, usando essa vontade de vencer para cada desafio em nossa vida. Devemos ser perseverantes, não importa o tamanho do problema ou a grandeza do desafio, você sempre pode vencer. Nadal é um jogador feroz, com garra, e essas são características que devemos possuir para os desafios do dia a dia, por isso, não desista, seja perseverante, tenha vontade de vencer, pois só conquistam grandes vitorias aqueles possuem grande vontade de vencer.


DESLIZAMENTOS DA VIDA

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A vida é um segredo, a cada dia somos surpreendidos, e é isso que faz dela algo maravilhoso, o fato de não saber o que vai acontecer. O problema é que existem momentos de lutas, momentos de desespero, momentos em que queremos sair correndo e nos esconder. É meu amigo, tem fases que é difícil, mas percebo com o passar dos anos que são fases necessárias para aprendizado e crescimento.


Isso aconteceu na vida do casal Marcelo e Claudia Repetto, onde em 2010 passaram por um momento de perder o chão, de cair o mundo. Houve um deslizamento em Angra dos reis onde o casal estava com duas filhas e o casal de tios em uma das casas do local do deslizamento. Naquele dia morreram ali 53 pessoas, e entre as pessoas estavam as duas filhas do casal e seus tios. Esse é um momento terrível, o casal com certeza ficou paralisado e em choque, pois perder duas filhas assim não é fácil.


Depois de muita luta, depois de muito choro o casal resolveu levantar a cabeça e seguir em frente. Por já serem de uma idade um pouco avançadas fizeram uma inseminação artificial, e o resultado foi uma gravidez de trigêmeos. A luta continuava e as crianças nasceram prematuras, mas graças a Deus sobreviveram. A mãe relata o ocorrido e como se levantou:

“Sempre fui muito apaixonada por ser mãe, por ter filhos, por isso que eu digo graças a Deus eu pude acompanhar e vivenciar a vida das minhas filhas de uma forma tão intensa, e que talvez seja isso que me traga tanta saudade, mas me enche, me preenche tanto, que eu consiga levar uma vida de uma forma, sem cair no baixo astral, né?”

O médico responsável pela inseminação disse:
“Eles pra mim são o símbolo da superação. Pra mim, eles são duas pessoas que vão mostrar para o mundo que é possível recomeçar uma nova vida”

Essa é uma historia que nos emociona, uma historia de superação e recomeço. A gente não consegue responder o porquê de tudo isso, porque tal tragédia e porque tal vitoria ao vermos o casal ganhar três novos filhos, mas podemos entender outras coisas. Na vida existem momentos de deslizamentos, onde em algum momento passaremos por problemas, passaremos por derrotas, por dias ruins. Mas precisamos ter forças para seguir em frente, para levantar a cabeça e dar a volta por cima. Ta difícil? Continua lutando. Dói? Vai com dor mesmo, mas não pare. Houve um deslizamento em alguma área da sua vida? Se reerga, limpe a sujeira e comece a construção tudo de novo. Você consegue, Deus te ajuda e te fortalece, por isso ainda que pareça ser o fim, lembre-se que é apenas o começo.



EU E O RELÓGIO

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Parece loucura, mas eu e o relógio não somos amigos. Como ser amigo de alguém assim? Como entrar em acordo com alguém não para nunca, que não volta para traz quando eu quero e também nem pensa em ir para frente quando eu desejo que ele fosse, nem que por alguns minutinhos. Ah relógio, já não sei mais o que fazer com você, e olha que já pensei em te jogar pela janela ou então destruir você completamente. Mas não, isso não adianta, eu sei que você vai aparecer de novo, eu sei que você vai me perturbar com aquele barulho irritante que você sabe qual é.


Já tentei entrar em um acordo com o relógio, eu não entro no espaço dele e assim ele também não iria me atazanar em horas que eu não quero, mas para a minha tristeza não adiantou nada. Esses dias pensei em dormir até mais tarde, mas de repente antes do sol nascer o relógio já estava fazendo aquele barulho chato para me lembrar que eu tenho que ir trabalhar. Mas assim tão cedo? Não é justo. Você acha pouco isso? Vou te contar outro caso. Um outro dia que eu queria ficar até mais tarde na rua aproveitando uma boa conversa com os amigos, eu então meio sem querer acabei dando uma pequena atenção para o fulano relógio, e você sabe o que ele me respondeu? Esta tarde, você tem que ir trabalhar no outro dia, vai para casa descansar.

E os finais de semana que passam tão rápido que eu nem percebo. Ma é claro, o relógio sai correndo feito um louco. Durante a semana ele enrola, é devagar, quase parando, até penso que ele vai desabar. Ma não, ele apenas quer aproveitar cada minuto, logo nos dias em que eu gostaria que ele corresse, assim como ele faz de sábado e domingo. Não sei se ele é meu amigo, mas sei que ele é inconveniente. Agora mesmo enquanto eu escrevo ele fica me avisando que tenho que parar, vejam só, esse tal relógio já me arrumou outra coisa para fazer. Tento argumentar, mas ele não para, segue correndo e assim vou eu parando de escrever para ir dar uma atenção para outra responsabilidade do dia, claro, até que ele me chame outra vez.



FILMES QUE LIDERES PRECISAM ASSISTIR

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Acredito que existem varias formas de inspiração, varias maneiras de estarmos motivados a fazer algo, por isso separei aqui alguns filmes que nos motivam a liderar, personagens que nos inspiram a exercemos a função de lideres. Com estes filmes podemos aprender sobre trabalho em equipe, sobre lealdade e unidade. Enfim são filmes obrigatórios para lideres, não importa onde lideram, não importa o numero de pessoas que lidera. Se você é líder, corra atrás desses filmes e se inspire:

1- 300


Como não aprender coma forte liderança do rei Leônidas? Neste filme vemos uma forte liderança, onde Leônidas com apenas 300 homens enfrenta o poderoso e numeroso império Persa. Podemos aprender a sermos fortes como Leônidas, firme nas decisões e sem medo de desafios. Leônidas sempre derrubou com sua equipe os gigantes que tinha no caminho, sempre colocando a prova o poder do inimigo. Como lideres temos que aprender a não ter medo dos desafios, devemos ser motivadores e homens cheios de garra e paixão por aquilo que fazemos. Por fim, Leônidas produziu valentes, pois era um valente, então lembre-se, apenas valentes podem produzir uma equipe de valentes.

2- Rei Arthur


Neste filme aprendemos sobre aliança, pois Arthur acaba tendo uma ultima missão a cumprir e precisa da ajuda de seus companheiros que sem demora dizem sim para o projeto e juntos partem na sua jornada. Lideres possuem grandes desafios pela frente, mas sozinhos não conseguiram alcançar nenhum deles, precisam de uma equipe. No filme vemos em diversas cenas um membro ajudando outro, fazendo de tudo para não deixar ninguém morrer, o nome disso é aliança, é trabalho em equipe.

3- Cruzada


O filme conta a historia da luta entre os muçulmanos e israelitas pela cidade de Jerusalém e assim enfrentam lutas constantes por toda a historia, até o dia que o atual rei de Israel morre, então a luta toma outra proporção. Podemos aprender sobre o aspecto de aliança, onde um dos homens que poderia se tornar rei de Israel abdica do trono para apenas lutar no exército de Israel e defender as terras do rei. Lideres devem ter em sua equipe pessoas dispostas a defendê-lo, a lutar as suas guerras. Mas dentro da equipe em qual o líder é liderado, também deve buscar ser aliançado a aquela pessoa que o lidera. As cenas de guerra também nos ajudam a lembrar de vivemos uma guerra constante diariamente e precisamos ter força para lutar.

4- 47 Ronins


Até onde você vai por um desafio? Até onde você esta disposto a ir para resgatar alguém? Neste filme um grupo de apenas 47 Ronins partem em uma jornada para resgatar a princesa da província, tendo assim que enfrentar o exercito inimigo que possui um numero superior de samurais. Como lideres aprendemos neste filme sobre perseverança e foco, pois devemos estar concentrados naquilo que queremos e perseverar em busca do desafio, ainda que as dificuldades sejam grandes.

5- Anjos da vida


Mais um filme que nos inspira a liderar, onde vemos aqui a historia de uma equipe que trabalha no resgate de pessoas que estão no alto mar prestes a se afogarem. Vemos que estes homens colocam em risco a própria vida para salvar outras. Nós líderes temos que ter a disposição destes homens, paixão pelo projeto e disposição de nos entregarmos pela vida de outros, afinal, servir é uma das qualidades de ótimos lideres. Um filme emocionante que mostra que não existe limites quando se trata de salvar a vida de alguém.






47 RONINS

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O filme é baseado na historia real dos 47 ronins, homens que eram muito corajosos e leais que lutaram na época do Japão feudal. Nesta versão nós vemos Kai, interpretado por Keanu Reaves sendo um mestiço e rejeitado pela classe de samurais da província de Ako. Mas após a morte do senhor de Ako, a sua filha Mika é obrigada a ter que se casar com o arrogante Kira, enquanto os samurais são rebaixados a ronins, tudo uma armadilha feita por Kira e sua feiticeira. Agora os Ronins liderados por Oishi e junto com Kai partem em uma jornada para matar Kira e resgatar Mika.


O filme tinha tudo para ser épico, com uma fotografia muito bonita retratando perfeitamente o Japão feudal, além de usar muito bem o figurino com roupas de samurais. Mas o problema é a falta de profundidade, pois a idéia é boa, mas faltou aprofundar melhor os personagens, trazer respostas mais concretas, como por exemplo, contar quem é a feiticeira e quais eram as suas motivações ao ajudar Kira. Faltou também explicar de forma mais profunda quem eram aqueles que ensinaram Kai a lutar e o que são aquelas criaturas. O mercenário tatuado que parecia ter grande destaque nos pôsteres na verdade tem uma atuação bem pequena no filme.

Keanu Reaves até que cai bem no papel de Kai, sendo um cara rejeitado pela sociedade, bem parecido com ele na vida real, mas ele não segura o filme como protagonista, muitas vezes fazendo parecer que ele é o ator coadjuvante do filme. Diferente do ator Hiroyuki Sanada, que interpreta Oishi e da um show de interpretação, se mostrando um forte samurai e um forte líder. A atriz Rinko Kikuchi interpreta a feiticeira muito bem, sendo bastante irônica e a cada aparição consegue se sair muito bem. A historia do casal Kai e Mika têm um ar de conto de fadas, onde a princesa acaba se apaixonando pelo plebeu que nunca é aceito pela sociedade.


As cenas de lutas são muito boas, com uma ação muito real e cenas de lutas com espadas sensacionais. A cena onde Kai esta lutando com escravos no navio é de arrepiar, onde ele mostra suas técnicas. Outra cena interessante é aquela onde Kai enfrenta a feiticeira e ela se torna um dragão, tendo um efeito visual bem feito, apesar de dar um gosto de quero mais nesta luta. 47 Ronins fala de lealdade, fala de honra, fala de coragem e perseverança, qualidades fortes que encontramos no povo japonês.


 

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