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P.A Entrevista #4 - Filipe Teixeira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Nesta semana a entrevista será com Filipe Teixeira. Ele é um cara apaixonado por viagens e por conhecer histórias. O Filipe mora em Medelín na Colômbia e apresenta o podcast "O nome disso é mundo", onde ele entrevista brasileiros que moram em diversos países pelo mundo.


1-) Como surgiu a idéia do Podcast "O nome disso é mundo"?
Foi em 2013, eu morava em Portugal já a um ano e meio, depois de ter vivido 5 meses na Colômbia. Já vinha escutando muitos podcast e decidi fazer o meu próprio. Como tinha conhecido muitos brasileiros expatriados durante esse tempo eu decidi fazer um podcast que reunisse as historias dessas pessoas.

2-) Qual é o perfil dos entrevistados do Podcast?
Qualquer pessoa que seja brasileira e que more ou tenha morado no exterior. Depois de um tempo criamos "o Nome disso é Brasil" em que entrevistamos brasileiros que tenham mudado de cidade dentro do território nacional ou estrangeiros que moram ou tenham morado em nosso país.

3-) O que você tem aprendido com as experiências das pessoas ao redor do mundo?
Uma das principais lições que aprendi depois de tantas entrevistas é que não importa o quanto você saiba sobre um lugar, ele sempre vai surpreender.

4-) Por quê toda pessoas deveria fazer uma viagem na vida?
Porque ao conhecer outras pessoas, outras culturas, outros lugares você acaba se conhecendo também. A transformação que você passa ao viajar a turismo, mas principalmente para morar torna você mais tolerante e ponderado. Não que você não possa ser assim sem viajar, mas acredito que ao viajar esse processo é acelerado.

5-) Morando na Colômbia você poderia dizer qual é a sua visão do país?
Encontrei minha casa na Colômbia. Aqui as pessoas são muito amáveis e prestativas. Ainda há muitos problemas, como violência e desigualdade social, porém é possível ver avanços nessas e em outras áreas dia a dia. 



P.A Entrevista #3 - Pablo de Assis

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Nesta semana entrevistamos o Psicólogo e professor universitário Pablo de Assis. Hoje vivemos em um mundo onde as doenças mais frequentes tem atingido a mente das pessoas, pois não é raro hoje ouvir que alguém esta com depressão ou síndrome do pânico. Sendo assim, nesta entrevista o Psicólogo Pablo de Assis nos traz uma visão sobre estes problemas e como é a vida de um Psicólogo.


1-) Por que você escolheu Psicologia?
Quando eu estava no final de ensino médio eu precisava escolher um curso. Eu queria Física, Filosofia ou Direito, mas não queria nenhum deles especificamente. Eu gostava de todas as áreas, mas sabia que queria trabalhar com pessoas, e assim eliminando as que não teriam esse rumo acabei caindo na Psicologia. No decorrer do curso eu percebi que esse era de fato o meu caminho.

2-) Por que hoje em dia os problemas psicológicos são mais destacados que antigamente?
Os problemas psicológicos sempre tiveram destaque, o problema é que só agora eles são reconhecidos como psicológicos. Eles já foram tidos como intervenção dos deuses, possessões demoníacas até mesmo como consequência de problemas sociais. Hoje em dia com o avanço da ciências psicológicas temos melhores condições de mostrar o que são esses problemas, como eles funcionam e como podemos lidar com eles.

3-) Remédios ou terapia? Qual é o melhor caminho para a cura de depressões, ansiedades e síndrome do pânico?
Essa é uma resposta capciosa, pois ela induz a uma resposta e não resolve o problema, e precisamos compreender o problema antes de querer propor respostas. O problema esta no sofrimento que vivemos, onde um tempo atrás, no final do século XIX sofrer não era tido como um problema ou uma doença. Sofrer não era errado ou indesejado, pelo contrário, o sofrimento era visto como uma possibilidade de construção de força e caráter. Foi só no século XX que sofrer passou a ser sinônimo de doença. Tanto a terapia quanto os remédios tem o mesmo objetivo: diminuir o sofrimento. Mas porque devemos diminuir o sofrimento? Qual o problema de viver frustrações, erros, luto? Nossa sociedade desaprendeu a lidar com sentimentos negativos e as igualou a doenças. Sofrimento não é doença, sofrimento é um sinal de que estamos vivos, de que temos um corpo e nos relacionamos com outras pessoas. Partindo desse ponto sabemos que a terapia pode nos ensinar a lidar com esse sofrimento, não só diminuí-lo, e os remédios só diminuem o sofrimento. Eu defendo que a terapia é o melhor caminho, não para curar de ansiedades e depressão, mas sim para cuidar das pessoas, independente da forma que elas venham sofrer.

4-) Como você administra como Psicólogo os diversos problemas que recebe das pessoas?
Existe uma recomendação dada pelo psicólogo e psiquiatra suíço Carl Jung que todos que pretendem cuidar das pessoas precisam também ser cuidados. E ao lidar com vários casos e várias demandas, o melhor é buscar terapia pessoal para aprendermos a lidar com os nossos próprios problemas , sem misturá-los com os problemas dos outros. Sempre desconfie de um psicoterapeuta que não tenha feito psicoterapia.

5-) Como uma pessoa pode ter uma qualidade de vida sem dar espaços para problemas mentais?
Quando falamos de problemas mentais, o senso comum associa isso com ansiedades e depressão, e o senso comum também diz que não devemos dar espaço para isso, como se fosse possível escolher um caminho sem problemas. Problemas sempre existiram e sempre existirão. Não acredito em doenças mentais, pois todos os nossos eventuais problemas não são doenças, e por isso não precisam ser eliminados ou curados. E problemas mentais devem ser lidados da mesma forma que lidamos com problemas não mentais, ou seja, tentando resolvê-los. Todos os problemas psicológicos são relacionais, ou, no mínimo estão na forma como o individuo lida com a relação com os outros e com o ambiente onde vive. Então, o maior problema psicológico que enfrentamos é o isolamento, o egoismo e a individualidade que precisam ser lidadas com as relações e a empatia. Sempre vamos sofrer, mas podemos aprender com o sofrimento a ser pessoas melhores, nos relacionando de forma mais positiva com as pessoas e o mundo que nos rodeia.


A jornada do herói

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Você sabia que a maioria dos roteiros para filmes, livros e seriados seguem um padrão? Sim, e esse padrão de se escrever historias possui o nome de Jornada do Herói, que foi mostrada pelo escritor Joseph Campbell. Vários filmes possuem muita semelhança entre si, e tudo isso é uma estratégia para conseguir a atenção e a empatia do público. Vamos então ver quais são os pontos dessa teoria e os filmes que a utilizam:


1- Mundo comum
É quando o herói é mostrado no seu mundo, o seu local de convívio, onde ele esta habituado a viver. Temos  como exemplo o Frodo vivendo a sua vida normal no Condado, Neo em "Matrix" vivendo sua vida normal em seu trabalho, Luke em "Star Wars" vivendo uma vida normal no seu planeta de origem, Harry Potter vivendo com os tios em um sótão

2- Chamado a aventura
Chega um momento em que algo acontece que faz com que o herói saia da sua rotina, um chamado para cumprir a missão. Frodo é levado a destruir o anel, Neo é chamado para sair da Matrix, Luke é levado a se aventurar no mundo Jedi, Harry Potter encara a aventura no mundo dos bruxos.

3- Recusa ao chamado
Se você observar na maioria dos filmes o herói sempre recusa o primeiro chamado para a aventura.  Frodo não achava certo um Hobbit sair para uma aventura, Neo a principio não se aceitava como o salvador, Luke não queria virar Jedi, Harry Potter é proibido pelo tio de ir para Hogwarts.

4- Encontro com o mentor
Todo herói precisa de alguém para levá-lo a subir de nível e aprender algo novo. Gandalf ensina Frodo a ser forte, Neo tem Morpheus como mentor, Luke é ensinado por Yoda a ser Jedi, Harry Potter tem o amigo Hagrid para ajudá-lo.

5- Travessia para a aventura
É quando o herói é levado a atravessar como que um portal para começar a se aventurar. Frodo parte com a sociedade do anel para a missão, Neo toma as pilula para sair da Matrix, Luke entra no meio da guerra espacial, Harry Potter atravessa o beco diagonal.

6- Testes, aliados e inimigos
A aventura se inicia e então o herói passa por testes, encontra aliados e os inimigos tentam impedi-lo de cumprir a missão. Frodo entra em uma equipe e enfrenta inimigos na jornada, Neo entra na equipe de Morpheus e tem o agente Smith como inimigo, Luke se torna amigo de Han solo e Leia e ainda tem que lutar contra o império, Harry Potter se junta a Hermione e Ron e tem que lutar contra Voldemort.

7- Aproximação do objetivo
O herói se aproxima do objetivo da missão, mas acontecem tensões e conflitos que deixam tudo indefinido. Frodo e a equipe lutam com os inimigos, Neo inicia seu treinamento com Morpheus, Luke passa por combates no espaço, Harry Potter passa pelos desafios em Hogwarts.

8- Provação máxima
Quando o conflito chega no nível máximo e o herói é posto a prova. Frodo se ve sozinho e tendo que lidar com Smigol, Neo vê Morpheus ser raptado e agora tem que resgatá-lo, Luke tem que enfrentar Darth Vadder, Harry Potter tem que lutar com Voldemort.

9- Conquista da recompensa
Depois de vencer o desafio o herói acaba por receber a sua recompensa. Vemos Frodo destruir o anel, Neo derrotando Smith e salvando Morpheus, Luke se torna Jedi e derrota o império, Harry Potter encontra a pedra filosofal e derrota Voldemort.

10- Caminho de volta
Em alguns filmes essa parte pode até não existir, é a parte mais curta do roteiro. é quando o herói retorna para o seu mundo original. Frodo retorna para o Condado, Neo volta da batalha como o salvador, Luke retorna como um Jedi, Harry Potter volta para o mundo dos trouxas.

11- Depuração
É quando depois do fim do arco principal o herói ainda tem que resolver alguma coisa que tinha deixado para trás, como uma trama secundária. No caso de Harry Potter ele ainda tinha que vencer a disputa entre as casas de Hogwarts e Luke resolver a questão do triângulo amoroso entre ele, Leia e Han Solo.

12- O retorno transformado
O herói volta para a casa, mas desta vez ele esta transformado, as lutas o fizeram ser alguém mais forte. Frodo volta mais experiente e forte depois da jornada do anel, Neo agora é o salvador e a esperança dos humanos, Luke um cavaleiro Jedi, Harry Potter retorna ansioso para voltar a Hogwarts e sabendo da sua origem.

Perceberam algo em comum? Pois é, é assim que funciona a jornada do herói e vemos isto em diversos filmes. Aqui usamos como exemplo Senhor dos anéis, Matrix, Star Wars e Harry Potter, mas você pode fazer essa análise com diversos outros filmes.
  

P.A Entrevista #2 - Jorge Cerqueira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A entrevista da semana é com Jorge Cerqueira, um homem que desafia o seu corpo através das corridas de rua. Jorge é Ultramaratonista, onde ele já correu corridas de 24 horas. Além de correr essas corridas de longa distância ele também já participou de diversas corridas, indo de 5 km até 42 km, ou seja, as famosas maratonas. Jorge também é sargento da força área e possui um blog de corridas de rua chamado jmaratona.


1-) Como começou a sua paixão pela corrida de rua?
Foi depois de um processo de emagrecimento, pois no passado era magro e odiava correr, ai depois que entrei no quartel era obrigado a correr. Depois de já ser antigo no quartel eu dava um jeito e não corria mais, até que quando cheguei a 35 anos de idade estava sedentário e cheguei a 100 quilos, onde quase enfartei. Indo ao médico ele me orientou a fazer dieta e voltar a praticar as corridas, onde emagreci 35 quilos. Em 2001 passou na televisão um comercial falando da meia maratona do Rio e aquilo me despertou e resolvi me inscrever para correr os 21 km. Os meus amigos diziam que eu não iria conseguir, mas na largada pedi a Deus para completar a corrida e quando soou a corneta tudo para mim era novidade. Completei os 21 km em 1h55 min muito feliz da vida e mostrei para todos que com determinação é possível conseguir tudo e então a partir dessa corrida não parei mais de correr.

2-) Quais são os seus maiores obstáculos em uma corrida? (mente,corpo,clima)
Para mim é o clima, pois não estou acostumado com o frio. Aqui no Rio é só calor, mas na Ultramaratona de 24 horas em 2013 em Santa Maria, no sul do Brasil, chegou a fazer 7 graus e eu sofri um pouco.

3-)Por que correr Ultramaratonas?
Sempre tive dentro de mim a sensação de testar os meus limites nas longas distâncias. Na Ultras os objetivos que me dão prazer são as distâncias e as dificuldades acrescidas. Conquistar km após km, etapa após etapa e superar cada dificuldade e concluir a Ultra para mim é uma vitória. O que importa é que esse objetivo exista e que sirva para me manter motivado a fazer ainda mais e melhor. E se no caminho podermos ajudar nem que seja motivando, outra pessoa a fazer o mesmo, então essas dificuldades passam a ter um significado ainda mais especial.

4-) Como funciona o seu processo de treinamento para as corridas?
No meu caso que corro Ultras, os treinos diários são na parte da manhã e a tarde. Quando estou me preparando para alguma Ultra nos finais de semana tem treino a madrugada inteira. Tudo isso para adaptar o meu corpo a correr seja de dia ou de noite ou até de madrugada. No sol e na chuva.

5-) Quais foram as corridas mais importantes que já participou?
foram as cinco corridas a seguir:
-Meia Maratona do Rio em 2001, a primeira que eu participei
- Duas Ultramaratonas de 12 horas em Macaé, no Rio de janeiro, onde sou bi campeão e o recorde da prova é meu com 126 km.
- Duas Ultramaratonas de 24 horas em Santa Maria, no sul, onde sou bi campeão e o recorde da prova é meu com 208 km.


Melhores filmes e melhores séries de 2015

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O ano de 2015 já acabou e 2016 já esta na área, mas ainda da tempo de dar uma olhada em quais foram os melhores de 2015. Vamos começar pelos melhores filmes de 2015:

1- Mad max


Por quê? O filme entregou aquilo que prometeu, mostrando um filme com um ritmo alucinante, com muita ação e cenas de tirar o fôlego. Max e Furiosa correm pelo deserto para salvar mulheres de um ditador louco que é o único que possui a água do planeta. Se possui um bom roteiro? Não, mas compensa com efeitos visuais e muita ação.

2- Star Wars - o despertar da força


Por quê? É simplesmente o retorno de um clássico do mundo nerd. É a continuação da trilogia original onde temos o retorno de personagens clássicos e de novos que fazem muito bem o seu papel. Para alivio dos fãs este sétimo filme da série é muito bom, com uma ótima montagem e cenas de lutas muito boas. Além claro da surpresa mais esperada no final do filme.

3- Jurassic World


Por quê? É o retorno dos Dinossauros no cinema, a retomada da magia e aventura de Steven Spielberg, a oportunidade de ver novamente o parque sendo aberto. Neste filme o roteiro foi bem feito, os atores caíram como uma luva nos seus papeis e os dinossauros estão muito bem feitos, levando os espectadores a levarem alguns sustos no filme.

E também vamos as melhores séries de 2015:

1- Mr. Robot


Por quê? Essa série surpreendeu muita gente, estreando em um canal que não possui muito crédito em séries. Apesar disso Mr Robot é sensacional, mostrando um jovem Hacker com problemas mentais, mas muito inteligente que começa a investigar uma grande empresa do país. O roteiro engana o telespectador e a todo momento, causando suspense e muito mistério. A melhor do ano sem dúvida.

2- Demolidor


Por quê? Netflix meus amigos, onde a Netflix tem colocado as mãos as coisas tem dado certo. Demolidor é um herói das ruas de Nova York criado pela Marvel. Nesta primeira temporada tivemos mostrada a sua origem e a luta dele para combater o Rei do Crime. Os seus capítulos são bem montados, o roteiro é ótimo e as cenas de luta são de fato violentas.

3- The Flash


Por quê? Olha, essa série surpreendeu, pois a DC não tem tido muito sucesso com seus heróis na televisão, mas Flash juntou diversos fatores interessantes e conquistou o grande publico. Os atores são muito bons e possuem química e o roteiro nos trouxe uma pitada de humor e uma temporada de mistério e suspense até o fim, além da sempre bem aceita viagem no tempo.

P.A Entrevista #1- Rob Gordon

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A entrevista da semana é com Rob Gordon, que é Publicitário e Escritor. Rob possui livros publicados, escreveu a HQ "Terapia", além de escrever em seus blogs pessoais(Championship Vinyl, Championship Chronicles) diversas crônicas . No site Papo de Homem Rob Gordon escreve também "As crônicas de Adão". Nesta entrevista Rob fala de como é a vida de escritor e dá dicas para quem quer aprender mais sobre a arte da escrita.


1-) Como foi que você percebeu que era apaixonado pela arte de escrever?

Na verdade, eu sou apaixonado por criar e contar histórias – escrever, num primeiro momento, foi a ferramenta que encontrei para isso. Mas, sinceramente, não faço ideia de quando me apaixonei por histórias, porque eu realmente consigo me lembrar de ter vivido um dia sem estar encantado com a ideia de criar mundos, inventar personagens... Na verdade, acho que todo mundo brinca de criar histórias quando é criança; eu apenas não parei de brincar. 


2-) Quais são os escritores que você se inspira para escrever?

São muitos – alguns mais, outros menos, dependendo do estilo de texto que estou fazendo. Mas alguns são influências presentes em tudo o que faço. Luis Fernando Veríssimo. Will Eisner, Terry Pratchett... Praticamente qualquer texto de ficção que eu faça, tem um pouco deles. Mas eu também tenho influências mais pontuais, que mudam de acordo com meu humor, ou simplesmente porque estão frescas na cabeça. Às vezes estou ouvindo blues e começo a prestar atenção em como a letra da música é construída, ou estou vendo uma série e começo a reparar em como o roteiro é arquitetado... E, de repente, começo a escrever algo tendo aquilo como ponto de partida. Mas acho que as principais influências de escrita, mesmo, seriam os três que citei acima.


3-) Quais são as suas motivações para seguir escrevendo?

São muitas, mas a principal delas é vontade. Se eu fico muito tempo sem escrever - e muito tempo, para mim, significa dois, três dias – eu começo a sentir falta. Quando isso acontece, não é difícil eu ligar o computador e tentar escrever uma história qualquer, mesmo sem ideia nenhuma, simplesmente para escrever. Mas às vezes a motivação vem da própria história, ou, melhor dizendo, da ideia. Estou fazendo qualquer outra coisa e tenho uma ideia, ou vejo um assunto que eu tenho algo que gostaria de dizer... Aí eu não consigo fazer outra coisa enquanto não sento e escrevo. A ideia fica me incomodando, pedindo para ser escrita.


4-) Quais são os maiores inimigos dos escritores?

A preguiça é o maior deles. Quando você não está escrevendo, é muito fácil arrumar motivos para começar o texto amanhã. E, no dia seguinte, é ainda mais fácil inventar outro motivo. O segundo deles é o medo. Medo da história não ser boa, medo de não saber como terminá-la. Se tem algo que aprendi depois de dez anos escrevendo, é que existe uma maneira de fazer com que todo texto chegue ao seu final: escrevendo.


5-) Como você enxerga o mercado literário no Brasil hoje?

Aquecido, mas ainda precisando de ajustes. Gêneros como fantasia, terror, ficção científica parecem ganhar cada vez mais leitores, mas ainda são vistos como literatura “menor”. Isso acontece em outros países, mas enquanto o cenário lá fora está mudando, aqui as coisas estão acontecendo de forma mais demorada - mesmo com o esforço muito bem vindo de editoras que apostam em novos talentos. Mas existem outros pontos positivos no Brasil, como o crescimento das alternativas de publicações independentes e financiamento coletivo. No geral, acho que tem muito a crescer... Mas isso não depende apenas de autores e editoras, mas também de leitores, que precisam valorizar os novos talentos. 

Diários roubados - Diário do Ano novo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Olá Diário, eu sou o Ano novo, e como sabe todo ano eu apareço como uma novidade e sou muito festejado. As pessoas ao me verem chegar já começam a comemorar, vestem as sua roupas brancas e fazem diversos planos para mudar de vida, além de soltarem muitos fogos e fazerem muito barulho. Todo ano é a mesma coisa, já estou acostumado. É tanto bla, bla, bla que até me da enjoo. Infelizmente as pessoas só gostam de mim no começo, porque depois elas começam a reclamar, dizem que as coisas estão difíceis e começam a implorar para mim ir embora da vida delas rapidamente. 


Acho que você também me entende, porque acho que com você é a mesma coisa, porque as pessoas começam a escrever em você muito empolgadas e logo jogam você de lado. Sei que você me entende Diário, as pessoas nos tratam da mesma forma. Eu espero que nesse ano as coisas mudem para mim, espero que desta vez as pessoas cumpram suas promessas. Espero que o brasileiro comece a agir antes do Carnaval. Espero que a politica brasileira mude, que o preço da carne e das passagens de ônibus não aumentem. Sinceramente eu torço para que as pessoas não reclamem de mim já em Março e que se esforcem para viver o melhor ano da vida delas neste 2016. Sendo assim eu aguardo com expectativa este ano, e em último caso, ano que vem estou de volta!

 

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