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O Natal acabou?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A familia voltava de viagem após passarem o Natal com os familiares. O casal voltava muito feliz por poderem ter a oportunidade de visitar os familiares mais um ano, de tantos corridos na cidade grande. As vezes era bom respirar um ar puro e diferente em uma cidade menor. O casal de filhos voltavam no banco de trás, hora dormindo, hora acordados brincando com os filhotes de cachorrinhos que os divertiam. Em um desse momentos de lucidez o filho mais velho começou a conversa

- O Natal acabou né papai?

- Sim meu filho, hoje já é dia 27 e agora será a festa de ano novo

-Não papai, você não me entendeu, o Natal acabou para sempre. Não teve fogos esse ano, não teve ninguém vestido de Papai Noel. Eu nem vi muitos pisca pisca na cidade.

Por um momento o pai ficou calado, procurando alguma resposta. Foi então que a mãe entrou na conversa

- Filho nós estavamos numa cidade menor e por isso as pessoas gastam menos dinheiro com essas coisas.

- Mas aqui em São Paulo também diminuiu o numero de pessoas felizes no Natal.

- Filho você tem só tem doze anos, não conhece tanto assim sobre essa época do ano - continuou a mãe - vão ter outros natais e você vai acabar se divertindo.

- Acho que ele tem razão Marta.- disse o marido- Lembra de quando éramos pequenos? As familias se reuniam, trocavam presentes, era uma data tão mais feliz. Só faltava nevar para parecer os natais dos filmes.


- Pode até ser, mas acho que por sermos crianças tudo para nós era alegria e novidade.

- O Caio tem só doze anos e não fica encantado.

- Talvez a culpa seja da tecnologia, que deixa as crianças ansiosas com a próxima mensagem e não com o momento maravilhoso do Natal.

- Mas Marta, observe as pessoas a nossa volta. Não tem mais amor, pessoas bondosas são poucas. É Caio, estou concordando com você, o Natal acabou, e acho que já faz tempo.

Caio soltou um sorriso enquanto brincava com o cachorrinho, enquanto a sua irmã Patricia continuava dormindo como sempre fazia. Melhor assim, pelo menos desta vez ela não iria ficar reclamando do forte calor enfrentado na estrada. O silêncio no carro durou pouco, logo Marta retomou a conversa.

- Quer dizer que você vai assassinar o Natal em nossa familia?

- Não é isso Marta, eu apenas desanimei com o Natal, e acho que já faz tempo, eu só não tinha percebido ainda.

- Sabe João, para mim o Natal sempre foi um momento de alegria e de estar em familia. Até hoje eu sinto isso e gosto de estar com nossos familiares. Eu traduziria Natal em uma única palavra. Familia.

- Eu entendo, mas olhe para as ruas, olhe o consumismo maluco pelas ruas atras de presentes para apenas fingir que a data não passou em branco.

- Mas o Natal é mais que isso João, e cabe a nós não deixar o Natal morrer na nossa familia e ensinar os nossos filhos quais são as bases dessa festa. Vamos ensiná-los que enquanto houver amor, bondade, alegria e principalmente familia o Natal continuara vivo para sempre.

- É Marta, você tem razão, ainda podemos viver o verdadeiro Natal, independente do que as pessoas fazem de errado.

O clima no carro voltava a ser alegre e Marta agradecia mentalmente por ter a sua familia, de poder rever familiares e viver mais um Natal. João entendeu que o Natal não era chato, e para ser um ano melhor que o outro bastava ele manter o foco na mensagem principal do Natal: familia.

- Caio - disse João - acorde a sua irmã porque você e eu estavamos errados. O Natal não acabou!

Diários roubados- Diário do Grinch

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ei Diário você caiu nas minhas mãos e não foi por acaso, he, he. Você seria enviado para algum imbecil apaixonado pelo Natal. Parece que seria um presente do velhinho para o tal imbecil, mas como você acaba de perceber, não é mais. Agora você é meu. Como é divertido poder destruir o Natal de mais uma pessoa, imagina só a cara de bobo do imbecil esperando pelo Diário, he, he. Os meus planos ainda não acabaram, ainda quero roubar outros presentes. Aliás fiquei sabendo de uma carga de brinquedos que irá chegar para as crianças da vila e já estou me preparando para quebrar todos eles e ouvir divertidamente o choro delas, rá,rá,rá!!!


Por que eu faço isso? Eu odeio o Natal, eu odeio as luzes nas casas e todo esse clima de bondade falsa. Uma vez disseram que eu não gosto do Natal porque sofri no passado, mas eu não quero falar sobre isso. Eu me escondo o ano inteiro na minha caverna e decido sair para fora somente nessa época para estragar essa festa chata. Eu procuro por esse bom velhinho de vermelho por anos e nunca o encontrei, então eu roubo os presentes que seriam enviados por esse velhinho de vermelho. Nunca vi ele, você já viu? Pois é, e mesmo assim o povo da vila insiste nesse papo de Papai Noel, de presentes e festas. Eu nunca ganhei presente, nunca participei de uma mesa cheia de comidas e gente alegre. E então, cadê o Papai Noel? Se eu não tive um bom Natal então ninguém vai ter. Bem, Diário, daqui a pouco eu volto para contar sobre as luzes das casas que estraguei e dos presente que roubei, rô,rô,rô!

Diários roubados- Diário do viciado em WhatsApp

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Diário eu estou muito nervoso hoje, sei que eu não escrevo por aqui faz tempo mas eu precisava desabafar com alguém. Acredita que o WhatsApp saiu do ar? Ah você não sabe o que é? É aquele aplicativo do celular que coloquei no seu lugar na minha vida. Mas veja bem, você não consegue se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo, não consegue criar grupos e nem consegue manter a minha ansiedade controlada. É Diário, foi por isso que eu te larguei.  Mas cara, o WhatsApp saiu do ar e isso é o fim do mundo!!! Daqui  apouco eu também vou escrever no Face e no Twitter para reclamar.


Como é que eu vou combinar com os meus amigos o rolê de sexta feira? Como é que eu irei xavecar aquela gatinha la da escola? E os grupos? Como vou viver sem os grupos do WhatsApp? Meu mundo acabou. A minha mãe fica olhando para mim e ela me acha estranho, mas Diário, eu que acho ela estranha. Eu nem sei o que conversar com ela. Hoje também conheci meus vizinhos, faz seis anos que eles moram aqui e eu nunca reparei neles. Pois é, esse mundo esta muito estranho, gente nova, gente que conversa. Mesmo assim eu não paro de olhar para o meu celular, quem sabe ele vai vibrar anunciando uma mensagem nova. Só que eu já olhei mais de cem vezes e até agora nada. Pois é, a vida esta difícil. São dois dias sem WhatsApp, mas parece que vai ser uma vida inteira, por isso quem sabe eu retorno para escrever mais alguma coisa. Peraí, acho que meu celular vibrou!

Diarios roubados - Diario do Batman

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Diário, eu não gosto de escrever, mas o Alfred vive dizendo que eu sou anti social, que gosto de ficar calado e escondido em uma caverna. Ele sugeriu que eu escrevesse meus pensamentos em um caderno, mas não sei se isso é bom, pois pode cair em mãos erradas, como na do maluco do Coringa. Ai já viu né, a vida já era, vai acabar caindo na boca do povo. Vão dizer "olha lá o morcegão, todo sério e escreve em um diarinho". Vai ser a grande piada da comunidade de Gotham. "Batman escreve no diário". Já to vendo isso se espalhar por todos os lugares, até em Metrópolis vai surgir a noticia, e só para me zuar aquele certinho do Clark vai me chamar para trabalhar no Planeta diário.


Eu tenho uma fama para manter, não posso sair por ai escrevendo meus pensamentos, até porque eles são escuros e sombrios. Ai você me diz que não é para ser assim, mas vou fazer o que? Já deu uma olhada em Gotham? Só tem maluco fantasiado pulando em prédio, ops...é eu sei, eu também sou um fantasiado pulando em prédios. Mas voltando ao assunto principal, eu não posso mais escrever em um Diário, isso é coisa para o Robin, ele sim, um garoto mais saudável, mais animado. E digo mais, se ele descobrir que eu tenho um caderno desses, ai que u perco o respeito por aqui! Bom, o Alfred que me desculpe, não vai rolar, ele que se preocupe apenas em me servir e cuidar da casa. Bom Diário, vou te queimar, eu sou o Batman!!!

Ainda existe amor a camisa

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Carlitos Tevez esta de volta ao seu time de coração, o Boca juniors. Sim, em um tempo onde os jogadores de futebol não possuem mais ligação com um clube, o atacante argentino resolveu voltar para casa. O motivo? Ser feliz. Então você poderia dizer que ele só voltou por estar em fim de carreira ou machucado, querendo ganhar os últimos milhões que o futebol teria para lhe oferecer. Mas não, pois Tevez esta no auge, foi campeão italiano com o Juventus e chegou a final da Champions League, além de ter retornado para a seleção Argentina. Isso mesmo, Tevez decidiu voltar por se sentir melhor no Boca e estar com a sua família. Para ele parece que futebol não é apenas dinheiro, mas também amor a camisa.

O futebol não apresenta mais tantos jogadores com essa mentalidade, no Brasil então menos ainda. O sobrevivente dessa categoria é o goleiro Rogerio Ceni no São Paulo, só que por outro lado temos Ronaldinho gaúcho que a cada semestre esta em um time diferente. Logo ele que dizia que jogaria pelo Grêmio até de graça. Pois é, até agora o Grêmio ainda não viu a cara dele novamente. O mundo do futebol é movido pelo dinheiro e quando vemos um jogador como Tevez tomar uma decisão como essa é motivo para comemorar, pois não é todo dia que vemos isso, nos mostrando que ainda existe amor no futebol.
Entendo a situação dos jogadores brasileiros, onde na sua maioria eram pessoas pobres que ao verem surgir uma oportunidade de ganhar dinheiro logo foram para Europa, Oriente Médio ou China. O problema é que não existe mais identificação com um clube ou com uma camisa. Não se pode mais dizer como antigamente, onde era dito que Zico era do Flamengo e Pelé do Santos. Pelo menos a torcida do Boca hoje pode gritar: Tevez é do Boca Juniors, e por amor!

Não é sobre Dinossauros. É sobre relacionamentos!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Quando eu era criança estreou o filme Jurassic Park, um fenômeno de bilheteria que eu não pude assistir no cinema por não ter idade. Ah como eu queria ter visto esse filme na tela grande. Mas depois de mais de vinte anos uma nova oportunidade aparece, esse ano estreou Jurassic World, que também se transformou em um fenômeno de bilheteria com salas lotadas em todo o Brasil e pelo mundo. E então você é uma dessas pessoas com muita vontade de ver os dinossauros atacando e tomando vários sustos. Isso acontece? Sim, acontece, mas não é apenas um filme sobre dinossauros.

Jurassic World consegue ultrapassar o limite dos dinossauros, ele fala de relacionamentos. Durante o tempo do filme nós vemos o irmão mais velho tendo que se relacionar com o irmão mais novo, onde os dois estão prestes a ver os pais se separarem e precisam aprender a lidar com isso. Em outro momento vemos o personagem principal tendo que se relacionar com os Velociraptors, mostrando que o respeito se conquista e não é algo imposto. É interessante vermos como ele consegue dominar pelo respeito animais violentos e carnívoros.


Não é apenas isso, temos uma tia aprendendo a ter um relacionamento real com os sobrinhos, deixando de ser superficial, tendo a clareza de que a vida não é só trabalho, é muito mais família! Jurassic World traz tudo o que o grande publico gosta, trazendo muita ação, muita aventura, uma fotografia fantástica e um ótimo roteiro. Mas se você buscar olhar com mais profundidade ira encontrar algo mais do que isso: ira encontrar seres humanos aprendendo a se relacionar, seres humanos aprendendo a viver fora da sua própria caixa para seguir sobrevivendo. É isso, se relacionar é viver!



Geração 7 a 1

sábado, 11 de julho de 2015

Os entendidos do assunto sempre tentar dar um nome para uma geração. Você com certeza já ouviu falar de geração Z, geração Y e outras letras. Mas observando o comportamento de muitos jovens no Brasil percebo que esta geração tem um nome: a geração dos 7 a 1. Não acredito que tenha sido apenas uma partida de futebol, apenas um apagão como disse o treinador Felipão, mas penso que essa goleada sofrida pelo Brasil representa também o comportamento do povo brasileiro e da nossa nação de modo geral.

Nunca vimos a nossa seleção ser tão humilhada como foi na ultima Copa, ainda dói lembrar daqueles momentos, como perdermos um jogo desse de forma tão humilhante? Ainda jogando em casa. Mas como podemos ter também pessoas que aceitam as goleadas da vida? Todos nós sabemos que a vida bate forte e não avisa o momento, mas alguns aceitam tais goleadas, aceitam perder, aceitam fracassar, aceitam as coisas da maneira como estão.


Poucos são aqueles que colocam as mangas de fora e vão para o ataque, que procuram reverter o placar, que não aceitam ficar para trás. Muitos jovens não procuram melhorar de vida, se acostumam em ter o mesmo emprego, o mesmo salário, o mesmo tipo de formação. Onde estão aqueles que farão uma faculdade? Onde estão aqueles que vão pegar a bola do jogo e virar a partida?  Onde estão os novos empresários? E os novos milionários?

O Brasil como país vive uma situação difícil, mas isso não é desculpa para aceitarmos a goleada e darmos desculpas. Crise são momentos de oportunidades. Infelizmente a nossa seleção de futebol não aprendeu com a ultima porrada na Copa, mas você não precisa ser igual, você pode reverter, você pode mudar. Fazem parte da geração 7 a 1 aqueles que são desanimados, aqueles que não conquistam nada, que ficam chorando nos momentos mais importantes. Não é proibido chorar, é proibido chorar na hora da decisão, na hora em que você tem que avançar. Não aceite ser uma pessoa sem sonhos, o placar da sua vida não reflete quem você é, você pode mudar a situação. 



Menina de ouro

domingo, 4 de janeiro de 2015

Um filme muito bonito sobre perseverança e superação de problemas. Clint Eastwood nos entrega um filme muito bonito e com muito coração, nos levando a nos questionar em diversos aspectos. Frank é um velho treinador de boxe que acaba sendo convencido pela garota Maggie a treiná-la para que ela possa vir a ser uma campeã de boxe. Morgan Freeman faz um papel de narrador da historia enquanto acompanha tudo de perto. No final entendemos que a narração não é para nós, mas sim para a filha de Frank que não tem contato com o pai. Sem duvidas as atuações dos atores são excelentes, com um show de Hilary Swank, onde vemos uma transformação de Hilary Swank, se tornando máscula e com um coração muito bondoso. Clint Eastwood se mostra firme na sua atuação.


Apesar de ser um filme de boxe, o esporte é apenas um pano de fundo para a trama, pois o roteiro nos traz temas muito mais profundos. Maggie é uma mulher que apanhou muito da vida, o que nos faz lembrar do filme Rocky. Quando o drama entra em cena de forma surpreendente somos levados a diversas questões médicas e pessoais sobre o que é a vida, sobre até que ponto vale a pena continuar vivendo. É nesses momentos que Clint Eastwood e Hilary Swank arrebentam nas atuações. A família de Maggie é mostrada como um bando de interesseiros que só querem o dinheiro da filha, mostrando como o ser humano pode ser sujo e egoísta. Vemos um relacionamento muito bonito como se fosse pai e filha, e Maggie a cada luta nocauteia seus adversários assim como nocauteou os problemas da vida. A maquiagem do filme também é perfeita, trazendo angustia ao expectador nas cenas de luta e sofrimento. Menina de ouro é profundo, é dramático e muito bonito, um belo quadro pintado por Clint Eastwood.

Nota: 5

OBS: As notas são de 0 a 5.

 

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