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O restaurante no fim do universo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Chegamos ao segundo volume da série de livros escrito pelo autor Douglas Adams, seguindo os acontecimentos do livro anterior, quando Arthur Dent acabou saindo da Terra junto com o alienígena Ford, enquanto o nosso planeta estava sendo destruído. Douglas Adams segue com o padrão de escrita que conhecemos, usando de criticas sociais e um humor ácido através dos seus personagens, que fazem uso do famoso humor britânico. Temos um desenvolvimento muito legal na amizade entre Arthur e Ford, com diversos diálogos inteligentes. Mas se você espera uma narrativa concisa, esse não é a obra, já que aqui temos uma narrativa caótica e desfocada.


Tudo começa com novos personagens entrando em cena, como por exemplo Zophod, que esta em fuga após ter roubado a nave Coração de ouro. Ao se unir e Arthur e Ford, começa a dizer que algo foi feito m seu cérebro, ficando paranoico. Gosto que ele diz que na verdade ele é apenas um laranja no universo, que apesar de ter um cargo, na verdade é apenas um fantoche, sendo pessoas maiores que estão no comando. Outras duas pessoas estão com Zaphod, sendo a humana Trillian, que deixou a Terra antes da destruição da Terra. Também temos o androide chamado Marvin, que apesar de não ser humano, é extremamente depressivo. Temos dois temas principais nesse segundo volume. Primeiro que a tripulação está atras do lendário restaurante no fim do universo, e o segundo tema é a busca de Zaphod para descobrir quem realmente controla o universo. O interessante a respeito do restaurante é que ele funciona fora do tempo, exatamente no acontecimento chamado de fim do universo, em que pessoas de todas as eras vão até lá para assistir o fim de tudo enquanto saboreiam um belo jantar. Aqui temos uma critica social vinda do autor da obra, ao dizer que pessoas ricas assistem a desgraça alheia enquanto desfrutam de suas vidas.

A trama também acaba sendo bastante filosófica, com Arthur começando a refletir sobre o sentido da vida e sua insignificância. Zaphod foge do grupo e inicia uma jornada sozinho para entender quem de fato é, e acaba conhecendo Zarniwoop, um burocrata de um pequeno planeta, que diz que Zaphod foi manipulado para roubar a nave. Juntos eles encontram o Homem que governa o universo, mas o isolado ser revela que ele mesmo não sabe quem governa o universo. Arthur, Ford, Trillian e Marvin chegam no restaurante e percebem que o local é luxuoso, mas o androide acaba ficando ainda mais depressivo ao ser ignorado. Zaphod acaba tendo a certeza de que quem governa são os burocratas anônimos, não o governante oficial. A tripulação acaba assistindo o fim do universo, e em seguida, o tempo se reinicia e todos podem escapar do local. Arthur e Ford acabam indo parar em um planeta primitivo e acabam sendo confundidos com deuses. Ao ensinar ciência ao povo, toda informação é distorcida e vira religião. Enquanto Ford aceita o absurdo do universo, Arthur se sente desconfortável por não encontrar sentido. Temos a resposta sem sentido para o sentido da vida e universo, o número 42, que não explica nada, mostrando o como é caótico a vida que vivemos, mostrando o tom niilista do escritor Douglas Adams. O livro termina com Arthur e Ford presos nesse novo planeta, sem grandes resoluções, reforçando o tom existencial da franquia.

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