Chegamos ao segundo volume da série de livros escrito pelo autor Douglas Adams, seguindo os acontecimentos do livro anterior, quando Arthur Dent acabou saindo da Terra junto com o alienígena Ford, enquanto o nosso planeta estava sendo destruído. Douglas Adams segue com o padrão de escrita que conhecemos, usando de criticas sociais e um humor ácido através dos seus personagens, que fazem uso do famoso humor britânico. Temos um desenvolvimento muito legal na amizade entre Arthur e Ford, com diversos diálogos inteligentes. Mas se você espera uma narrativa concisa, esse não é a obra, já que aqui temos uma narrativa caótica e desfocada.
Tudo começa com novos personagens entrando em cena, como por exemplo Zophod, que esta em fuga após ter roubado a nave Coração de ouro. Ao se unir e Arthur e Ford, começa a dizer que algo foi feito m seu cérebro, ficando paranoico. Gosto que ele diz que na verdade ele é apenas um laranja no universo, que apesar de ter um cargo, na verdade é apenas um fantoche, sendo pessoas maiores que estão no comando. Outras duas pessoas estão com Zaphod, sendo a humana Trillian, que deixou a Terra antes da destruição da Terra. Também temos o androide chamado Marvin, que apesar de não ser humano, é extremamente depressivo. Temos dois temas principais nesse segundo volume. Primeiro que a tripulação está atras do lendário restaurante no fim do universo, e o segundo tema é a busca de Zaphod para descobrir quem realmente controla o universo. O interessante a respeito do restaurante é que ele funciona fora do tempo, exatamente no acontecimento chamado de fim do universo, em que pessoas de todas as eras vão até lá para assistir o fim de tudo enquanto saboreiam um belo jantar. Aqui temos uma critica social vinda do autor da obra, ao dizer que pessoas ricas assistem a desgraça alheia enquanto desfrutam de suas vidas.
A trama também acaba sendo bastante filosófica, com Arthur começando a refletir sobre o sentido da vida e sua insignificância. Zaphod foge do grupo e inicia uma jornada sozinho para entender quem de fato é, e acaba conhecendo Zarniwoop, um burocrata de um pequeno planeta, que diz que Zaphod foi manipulado para roubar a nave. Juntos eles encontram o Homem que governa o universo, mas o isolado ser revela que ele mesmo não sabe quem governa o universo. Arthur, Ford, Trillian e Marvin chegam no restaurante e percebem que o local é luxuoso, mas o androide acaba ficando ainda mais depressivo ao ser ignorado. Zaphod acaba tendo a certeza de que quem governa são os burocratas anônimos, não o governante oficial. A tripulação acaba assistindo o fim do universo, e em seguida, o tempo se reinicia e todos podem escapar do local. Arthur e Ford acabam indo parar em um planeta primitivo e acabam sendo confundidos com deuses. Ao ensinar ciência ao povo, toda informação é distorcida e vira religião. Enquanto Ford aceita o absurdo do universo, Arthur se sente desconfortável por não encontrar sentido. Temos a resposta sem sentido para o sentido da vida e universo, o número 42, que não explica nada, mostrando o como é caótico a vida que vivemos, mostrando o tom niilista do escritor Douglas Adams. O livro termina com Arthur e Ford presos nesse novo planeta, sem grandes resoluções, reforçando o tom existencial da franquia.


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