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Só mais um dia em SP

sexta-feira, 3 de março de 2017

Marcos levanta cedo todo dia, sai correndo da cama inda sonolento, louco para continuar naquela cama quentinha. Ele preferia que fosse sábado, mas seu despertador esta ali para garantir que é segunda feira, e começa a sua semana. Marcos engole o café da manhã, escova os dentes correndo e ao pegar as coisas parte para a jornada de trabalho. 

- Até mais tarde mãe! - é o que diz correndo, sem saber de fato se ela realmente escutou o que ele disse.

Ali com a galera de sempre, a turma da rotina, Marcos espera o Ônibus chegar. É o velhinho que sempre fala do tempo que era mais novo, é a jovem toda maquiada forçando não parecer estar com sono, os meninos e meninas de mochila nas costas e cabelos despenteados partindo para a escola. Nada diferente, apenas mais um dia normal em São Paulo. Ao subir no Ônibus esta o motorista que sempre parece animado, nem parece que dormiu pouco. Sera que tomou comprimido para ficar acordado, se pergunta Marcos.

- E ai cara tudo bem? - sim, Marcos também possui amigos que pegam o mesmo ônibus que ele, algo que ele não gosta, pois preferia ir dormindo até o trabalho.

- Opa, tudo certo cara, bora para mais uma semana?

- Ah sim, e que chegue logo o fim de semana.

E a conversa segue por todo o caminho, conversas triviais e cotidianas. Falam sobre a rodada de futebol da semana, sobre as meninas do trabalho, sobre o chefe chato. Enfim, nada diferente, pois nos outros bancos as conversas seguem em um tom bem parecido com a deles, mudando apenas os nomes dos envolvidos.


Marcos sai do Ônibus e corre para pegar o trem sem entender ao certo porque corre tanto. Ele sabe que o trem vai estar lotado, que alguns estarão ali fedendo, que ele vai torcer a cada segundo para descer daquele trem. Mas mesmo assim ele corre, pois um trem perdido é salario perdido, pois chegara atrasado no seu emprego. E depois vem o alivio, entra no Metrô, onde existe o ar condicionado e uma magica acontece, onde as pessoas que eram feias no trem se tornam agradáveis no Metrô. Vai entender como isso acontece.

No trabalho é a correria de sempre, papeis, planilhas de Excel para montar, metas para bater. Marcos não desanima, sabe que precisa do emprego e do dinheiro oferecido ali. Se não fosse por essa rotina não haveriam viagens no fim do ano, não teria festa com os amigos. Nessa troca de favores com a rotina Marcos prefere nem pensar quem esta ganhando, apenas prefere seguir o jogo. Mas no dia de hoje Marcos tem uma baita surpresa, o céu fica cinza e chove como nunca antes, talvez nem o dilúvio tenha sido desse jeito. 

- Quero nem pensar em como vai ser a volta para a casa hoje - Marcos fala para os colegas de trabalho.

E assim no fim do expediente Marcos vai embora cansado para a casa e aquela chuva caindo de maneira nunca vista. Ensopado ele espera ter uma viagem tranquila para a casa. Mas São Paulo bate forte e o Metrô fica lotado, e o que seria um percurso de dez minutos se transforma em algo de uma hora. Marcos vê mulheres chorando, pessoas com rostos sofridos, gente chorando por dentro e loucos para sair daquele ambiente. A viagem termina com todos vivos, graças a Deus. Suspirando Marcos segue com um lento Trem, para depois pegar um ônibus e chegar em casa pedindo por uma boa janta e uma cama bem quente. Mas não tem problema não, Marcos renova as suas forças e já aguarda o dia seguinte. Assim é São Paulo, a cidade cinzenta e frenética.

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