Essa série lançada em 2019 me impactou bastante em seus seis episódios, mostrando um mundo distópico em decadência, mostrando como a humanidade foi se destruindo, causando um impacto na economia, área da saúde e ambiental. O interessante é que tudo se passou antes da pandemia da Covid-19, já mostrando como viveríamos em um mundo em colapso, para anos depois vivermos uma situação de crise. A trama nos mostra a vida da família Lyons, de 2019 até 2034, vivenciando tempos turbulentos no planeta, ao mesmo tempo que a empresária Vivienne Rock cresce e se torna uma grande influencia politica. Cada membro da família Lyons nos mostra uma personalidade e como eles agiram e reagiram, com Muriel, a analítica matriarca da família.
Daniel é funcionário público, que acaba se envolvendo com um imigrante ucraniano e vive uma perseguição por isso. Stephen é um contador de classe média, e acaba sendo o que mais sofre com as dificuldades financeira que abala o país britânico. Edith é uma ativista radical que busca divulgar os crimes governamentais. Por fim temos Rose, uma mulher cadeirante mãe de dois filhos, que acaba gostando do discurso populista da empresária Vivienne. Ao longo does episódios vamos vendo os anos passando e como cada membro da família lida com as incertezas e desafios que o novo mundo proporciona. Uma das cenas mais dramáticas é quando Daniel acaba morrendo no mar ao tentar atravessar para trazer o amigo imigrante ao Reino Unido. Vivienne vai crescendo na politica e em cargos e chega a criar campos de concentração disfarçados, com o intuito de limpar a sociedade daqueles que ela acha que atrapalham o avanço a humanidade. Ao mesmo tempo a natureza também se manifesta, com fortes chuvas trazendo inundações em cidades inglesas. Vemos em cada episódio que as coisas não melhora, pelo contrário, pioram e muito.
No ano de 2025, Edith acaba sofrendo as consequências da radiação por cona de uma bomba nuclear, e tem seus anos de vida diminuída, mas esconde da família. A inteligencia artificial começa a tomar empregos, e assim quem sofre é Stephen, pois sua esposa perde o trabalho e afamilia vive uma crise financeira, além de ter que lidar com a filha, que faz escolhas que sempre chocam toda família. Com isso, Stephen e sua família acaba indo morar na casa de Muriel, que é bem ruim. Vivienne segue causando o mal contra seus opositores, e com leis que não ajudam o povo, apenas uma alta classe. Vemos na série temas que estamos vivendo hoje, como a guerra entre Russia e Ucrânia, inteligencia artificial e crises financeira que abalam bancos. Stephen acaba encontrando Vivienne, e vê que na verdade ela não é pelo povo, mas uma politica fascista. Em 2029 o mundo sofre com uma pandemia, lembrando que no ano seguinte do lançamento do seriado, explodiu a Covid-19 no mundo. Stephen se separa da esposa Celeste, e vê sua família ruir cada vez mais, enquanto Muriel acusa sua própria família e a humanidade pelos problemas do mundo. Vivenne acaba presa, pois a família Lyons consegue provar as coisas ruins que ela fez contra a humanidade. A trama se encerra em 2034, em que vemos que toda a história foi contada por Edith, que está em processo de transferir sua mente para um banco de dados. Por fim, toda a família fica em volta de Muriel, sem saber se de fato a mente de Edith foi para a nuvem de dados mesmo, mostrando a incerteza dos tempos em que vivem.


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