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Minhas Copas do mundo- A Copa de 2018

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Mais quatro anos se passaram e novamente estávamos reunidos para assistir a Copa, e no meu caso, com trista e uma nos, mais maduro na vida, mas passando por muitos problemas pessoais. Na verdade, nada de forma externa, porém, os níveis de stress e ansiedade estavam altos em 2018, e cada dia era uma luta, tendo que trabalhar em um setor e horário que faziam a ansiedade aumentar ainda mais. Dessa vez, depois de várias Copas, estava trabalhando e teria que conciliar as partidas do Brasil com o ambiente de trabalho. Em dias dificeis, o torneio mundial acabou sendo um escape muito bom para mim, pois eram momentos em que eu podia desligar a minha mente e apenas me divertir com o futebol.


A única partida que assisti fora do trabalho foi a estreia, e da mesma forma que terminamos em 2014, começávamos 2018, assistindo com os amigos na casa do Tiago a estreia do Brasil contra a Suíça. Claro, meu tradicional grito de "A Copa é nossa" estava presente, assim como a confiança e o desejo de apagar as sequelas deixadas pela goleada contra a Alemanha quatro anos antes. Logo de cara, nosso craque Neymar estava com o cabelo loiro e um penteado que parecia uma Calopsita, já chamando a atenção e fazendo muito a gente torcer a cara. Sim, nosso camisa dez estava apostando fortemente  o marketing nessa Copa. A partida foi tensa e terminou com o gosto amargo de um empate em 1 a 1. O segundo jogo eu vi no meu trabalho, mas não no meu setor ou com o povão na Sitel. Eu fui no setor da Epson, ver com meus amigos de anos em um pequeno corredor. A partida foi contra a Costa Rica, com nossa seleção jogando de azul. Foi angustiante, pois a bola não entrava, Neymar estava descontrolado contra a arbitragem e parecia que iriamos empatar de novo. Nos acréscimos finais dois gols, um de Coutinho e outro de Neymar, para espantar qualquer zebra.

A ultima partida da primeira fase foi contra a Sérvia, e novamente vi com a galera do corredor da Epson. Estávamos mais leves e parece que os jogadores também, e assim ganhamos por 2 a 0 e garantimos a classificação. Naquela Copa eu consegui ver os outros jogos pela televisão da empresa, que ficava ligada sem som, mas isso logo corrigi, pois com um fone de ouvido ia ouvindo a narração pelo rádio. Me lembro naqueles dias de pegar trem e metro lotado e o que diminuía a angustia era poder ouvir o podcast com Leandro Iamim e Paulo Junior sobre o torneio mundial. Outro jogo de muita angustia que tivemos foi contra o México, e mais uma vez estava la no trabalho, e o que me dava raiva era meu amigo Renan torcendo contra nossa seleção amarela. Neymar era cada vez mais criticado e chamando de cai cai por todos, manchando sua imagem. Ainda assim, ele e Firmino fizeram os gols da vitória. Nas quartas de final enfrentaríamos a Bélgica, mas era para ter sido o Japão, que perder dos europeus de virada de forma traumática. Enfim, era uma equipe europeia e voltava o medo de uma goleada. E já no começo, gol da Bélgica. Em seguida, mais um gol. Será que teríamos uma uma derrota vergonhosa. Não, o Brasil foi para cima, foi valente e fez com Renato Augusto. Depois disso, muita agonia, pois o Brasil chutava, mas a bola não entrava e o goleiro belga Courtois pegou muito e acabamos sendo eliminados. A tristeza bateu, pois tínhamos chances de irmos mais longe, mas jamais e esquecerei daquela Copa em que vi com colegas de trabalho no corredor da Epson.

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