Para quem gosta de história em quadrinhos sabe que existem os mais diversos estilos e gêneros ao redor do mundo. Enquanto o mercado norte-americano é especialista em comics e tramas de super heróis e os europeus apostam em tramas mais sérias e humanas, o mercado japonês apostou em serializações semanais com o nome de mangá, com os desenhos sendo feito em preto e branco, além da leitura ser ao contrário do que estamos acostumados no ocidente. Dentro do mangá existem as mais diversas demografias, em que os japoneses separam em gêneros, como por exemplo o shonen para os homens e o shoujo com história voltada as mulheres. Mas vamos entender como tudo isso começou.
Apesar dos mangás serem altamente bem sucedidos nos dias atuais, tudo começou a muitos anos antes, tendo origens milenares, com desenhos sendo realizados no século oito ao dezenove. Ou seja, os desenhos já faziam parte da vida dos japoneses a muito mais tempo do que imaginamos. Esse período da história japonesa diz respeito ao período Nara, onde havia teatro de sombras e lendas sendo ilustradas em rolos de papel chamado Emakimono. Esses rolos combinavam textos e imagens em sequência, criando assim uma base para a narrativa visual japonesa. Mesmo com a arte já estando presente na vida oriental, as histórias em quadrinhos produzida pelos japoneses só foram publicadas a partir da década de vinte de dois séculos atrás, mais precisamente em 1814, com o termo mangá sendo popularização pelo artista Katsushika Hokusai, que publicou uma coleção de desenhos livres e caricaturas. A transição para a modernização ocorreu entre 1899 a 1945, com as caricaturas começando a aparecer em tiras de jornais.
A influencia veio por conta das tirinhas publicadas em jornais pelos ocidentais, o que trouxe uma explosão nos jornais japoneses, algo que durou até a segunda guerra mundial, quando os mangás passaram a sofrer de censura, com os militares usando os quadrinhos muitas vezes como propaganda de guerra. O mangá moderno como conhecemos começou a partir de 1945, com Osamu Tezuka, que revolucionou a forma de desenhar com traços expressivos, com os personagens ganhando os famosos olhos grandes, criando personagens famosos como "Astroboy" e "A princesa e o cavaleiro". Na década de sessenta começaram a surgir revistas antológicas, como por exemplo a famosa Shonen Jump. Nos anos setenta os mangás conquistaram o público jovem, surgindo assim as demografias como conhecemos. Além do estilo shonen e shoujo, também surgiram histórias mais sérias chamadas de seinen e josei. Com o sucesso dos quadrinhos japoneses, a industria da animação começou a fazer adaptações, levando os mangás a ganharem seus animes. Hoje em dia existem mangás sobre os mais variados assuntos, espalhados por diversas revistas, inclusive de forma on line. O mangá explodiu no mundo inteiro e se tornou um fenômeno mundial, mostrando que a arte japonesa é muito importante.

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