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Na Estrada

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Um dos livros mais marcantes do anos cinquenta acabou sendo escrito por Jack Kerouac, em que o autor fez um registro de suas viagens em apenas três semanas, em 1951, mas a sua publicação oficial foi feita apenas em 1957, levando assim seis anos para ser editado e aceito por uma editora. O livro é um representante da famosa geração Beat, formado por um grupo de amigos e escritores, que foi a base da contracultura norte-americana, sendo os antecessores do movimento hippie. A obra nos mostra as viagens do jovem Sal Paradise, que é inspirado no próprio Kerouac, que fica fascinado com a energia frenética do Dean Moriaty, inspirado em Neal Cassady. Eles cruzam os Estados Unidos em busca de liberdade e auto conhecimento pelas estradas norte-americanas.


O livro é dividido em cinco partes, mostrando jazz, drogas, amizade e um desejo por liberdade e sentido, sendo uma obra que veio a inspirar diversos viajantes ao redor do mundo. Tudo começa quando Sal acaba conhecendo Dean em Nova Iorque e decide cair na estrada após se inspirar na fome por experiências vindo de Moriarty. Sendo assim, pela primeira vez o jovem Sal cruza os Estados Unidos de carona e ônibus, conhecendo os mais varados tipos de pessoas, e é quando chega em Denver que encontra outros amigos Beat, e assim começa a sair com Dean em festas, bebedeiras e muitas conversas frenéticas. A vida de Dean é uma bagunça, e vemos que ele é impulsivo, fala sem parar, muda de planos e sempre busca viver intensamente. Quando Sal tenta viver a vida comum como trabalhador, percebe que não pertence aquela estabilidade. É então que Sal e Dean viajam juntos rumo a Nova Orleans e a amizade se aprofunda, com Dean sendo um tipo de profeta da liberdade, e Sal um observador fascinado. A convivência mostra o lado cruel de Dean, que abandona mulheres ao longo do caminho, inclusive algumas delas gravidas, e a viagem se encerra de forma desgastante, com Sal querendo parar.

O novo reencontro entre os dois amigos só acontece em Nova Iorque, com Dean estando cada vez mais perdido, obcecado por movimento. Eles voltam a viajar juntos pelos Estados Unidos e dirigem sem parar, até que Sal fica doente, levando Dean a se sentir incapaz de lidar com a situação. Sal percebe que o amigo não sabe amar e cuidar, apenas correr. O ápice das viagens entre os dois ocorre quando viajam para o México, sendo tudo muito intenso, caótico e libertador. Sal se conecta com o local e fica bem até ser acometido por disenteria, sendo abandonado por Dean, que segue sua viagem, deixando o amigo para trás. Quando retorna para Nova Iorque, Sal finalmente decide buscar estabilidade, mas novamente o ciclo se repete, com Dean surgindo desestruturado e falando sem parar, querendo mais viagens, mais experiências e mais aventuras. Dessa vez, Sal não acompanha o amigo, e o observa partir sozinho para a estrada. O final acaba sendo melancólico, com Sal contemplando o Oeste e tudo o que viveram, mas sabendo que não consegue mais viver esse estilo de vida. O livro nos apresenta várias aventuras, como as noites de jazz, e os diálogos entre os dois, e a obra nos mostra um retrato de uma geração que quis viver tudo, mas percebeu que isso exige um preço. Vemos também o quanto que pessoas que admiramos pode na verdade serem cheias de erros, como foi na relação entre Sal e Dean. Apesar de tudo isso, "Na Estrada" é um clássico a literatura, em que Jack Kerouac apresentou suas aventuras da juventude.

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