Bola de um lado e para o outro, e enquanto essa bolinha amarela vai para lá e para cá, as minhas emoções acabam tomando conta. Tem vezes que paro de fazer algo até o ponto ser finalizado. Tem momentos em que abro a boca, outras em que deixo a torneira ligada e tantos outros momentos em que paro de fazer uma atividade apenas para ver se o ponto vai ser mesmo nosso. Tudo isso acontece quando assisto uma partida do tenista brasileira João Fonseca. Sim, estou fonsequizado. Mas não começou de ontem para hoje, mas de uma soma de sentimentos de um apaixonado por tênis, que dessa vez pode não apenas ver os lances, mas torcer por cada bolinha amarela, que eu sempre torço para que caia do lado do adversário. O ponto é nosso, próximo ponto, vamos lá!
Acompanho tênis já faz muito tempo, mas me lembro até hoje a primeira vez que vi uma quadra. Foi no clube da Ford em São Bernardo do campo. Achei bonita aquelas quadras e fiquei feliz em saber que em casa tinha duas raquetes, pois me padrasto jogava, apesar de nunca ter visto. Um dos meus desejos sempre foi de jogar tênis, e sem ter raquete ou alguém para me levar, me contentava com uma raquete de brinquedo e uma bolinha jogando contra a parede, em que eu fingia ser o Gustavo Kuerten, e criava na minha mente que estava jogando os grandes torneios do mundo e a famosa Copa Davis. E o que falar da época em que Guga estava no seu auge? Foram dias felizes, pois os brasileiros estavam carentes de ídolo, e ter Kuerten envolvido e entre os melhores foi uma alegria enorme. Me lembro da inesperada noticia de quando ele ganhou o primeiro Roland Garros, mas claramente me recordo do ano 2000, quando ele ganhou pela segunda vez em Roland Garros. Foi uma batalha que não acabava nunca, com o brasileiro vencendo e no final fazendo um coração na quadra. Parecia não ter limites para Guga, pois no mesmo ano foi o número um do mundo.
Um salto no tempo, já em 2008, e volto a acompanhar tênis. Guga já esta se aposentando, seu corpo não aguenta mais e ele termina sua carreira precocemente, uma pena. Comecei a assistir um anime de tênis chamado "The Prince of tennis", e assim, a minha paixão pelo jogo retornou, tanto que pela primeira vez joguei uma partida na vida. E olha, eu me sai muito bem. Voltei a acompanhar o circuito e pude ver a Era de ouro do esporte, com o Big 3 formado por Federer, Nadal e Djokovic. Sim, mosquito do esporte me picou mais uma vez. Mais um salto, agora para 2020, em que comecei a jogar mais vezes com meu amigo Leandro. A gente se divertiu bastante, mas no fim ele seguiu com aulas e eu, para outro hobbie. as desde o ano passado o tênis mudou para mim, voltando a ter gosto de infância. O motivo? Ter um tenista brasileiro para torcer, vibrar, reclamar e comemorar juntos. Assistir um jogo do João Fonseca é emocionante e busco assistir todos que posso. Esse ano bati o recorde, vendo ele jogar no Rio Open, em Miami e outros grandes palcos. A sensação é a mesma, de torcedor de verdade, O ápice veio com Roland Garros, onde vibrei demais vendo ele virar partidas que pareciam perdidas, principalmente contra Djokovic. Que alegria ter um cara como João para torcer, pois o futuro parece brilhante. Agora, além de jogar e assistir, posso vibrar. Obrigado João, o garoto de onze anos de 1998 agradece!

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