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FM 84- Atlas

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Um dos gêneros de musica que comecei a ouvir e gostar se chama Synthwave, que busca ter músicas que nos trazem um tom de nostalgia, nos trasportando para anos oitenta,e muitas vezes nos colocando na noite com luzes,as também com o sol de verão de uma cidade praiana como Miami. Dentro de várias bandas, uma das que marcaram uma geração sem dúvidas temos que falar do FM-84, que lançou apenas um único disco, mas o suficiente para se tornarem uma lenda do movimento Synthwave e Retrowave. O FM-84 é uma criação do músico e produtor escocês chamado Col Bennett,que se mudou para Califórnia,onde se inspirou na criação de suas canções.


O álbum consiste em dois tipos de canções, a instrumental que nos absorvem e nos levam a vários pensamentos e ambientes, e as que possuem um vocal, que acabam sendo as melhores do disco. Essa junção faz com que "Atlas" se torne de fato um objeto de estudo para o gênero Synthwave. Col Bennett buscou fazer do disco um conceito de amadurecimento, como se fosse um filme dos anos oitenta. Logo de inicio temos uma música instrumental chamada "Everytthing", que traz um clima de cidade noturna, com muito uso de sintetizadores no som. É uma preparação para aquilo que o álbum vai nos apresentar. Em seguida temos "Running in the night", sendo cantada por Ollie Wride, sendo uma música clássica do Synthwave, o hino do movimento. A letra nos fala sobre pegar um carro e dirigir sem rumo durante a noite, esquecendo-se de todos os nossos problemas. "Tears" volta a ser instrumental, sendo bem etérea e futurista, como se estivéssemos olhando pela janela e apenas pensando. A canção "Chasing yesterday" segue sendo instrumental e trata sobre a obsessão pelo passado e a incapacidade do desapego.

O álbum prossegue com a música "Let's talk", que conta com a presença vocal do Josh Dally e do Timecop 1983, uma outra banda do gênero. Ela é bem emotiva e nos transporta para lembranças do passado, com uma letra que fala sobre a dolorosa tentativa de salvar um relacionamento em ruínas. A canção "Arcade Summer" conta apenas com instrumentos e trata sobre a inocência da infância e inicio da adolescência, com um som que nos coloca em uma tarde de verão jogando vídeo game. Tendo Ollie Wride novamente cantando, a canção "Wild ones" tem um estilo mais anos noventa, com o vocalista usando autotune na voz, sendo um manifesto das pessoas que não se encaixam na sociedade. "Don't want to change your mind" volta com o som etéreo e Ollie Wride cantando sobre saber aceitar o fim das coisas. A canção "Júpiter" é futurística e instrumental,passando a mensagem sobre vastidão do futuro e imensidão da vida. "Goodbye" é muito bonita e emotiva, tendo Clive Farrington como vocalista, e somos levados em uma máquina do tempo para os anos oitenta. A letra trata sobre despedidas e uma gratidão pelas memórias construídas. O disco foi impactante e um sucesso absoluto, se tornando um marco histórico do gênero Synthwave.

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