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Crônicas da Copa- Brasil 3x0 Haiti

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Pela primeira vez eu dormi em uma partida do Brasil em Copa do mundo. Eu jamais achei que isso poeria acontecer, mas existe todo um contexto envolvido em torno dessa partida. Confesso que não estou confiante que iremos vencer o torneio, o que me permite que eu não me ilude ou crie uma expectativa irreal. Com isso, o adversário também não ajudava. Era obrigação vencer o Haiti, e sem dificuldades, pois somos o Brasil, enquanto nosso adversário não possui história no mundo do futebol, Era a grande chance de apagar a imagem ruim da estreia. Nosso treinador italiano, que a cada dia esta mais mal humorado, fez mudanças, que fizeram nossa seleção melhorar, mas nada que me impedisse de cair no sono nos minutos finais do jogo.


Nada como um adversário mais fraco para resgatar a confiança nacional e enganar todo mundo achando que as coisas melhoraram. Mas vamos lá, nem tudo é problema, alias, mesmo em meio aos problemas é possível encontrar soluções. Ancelotti colocou Matheus Cunha como titular no lugar do tronco Igor Thiago, e trouxe anilo para lateral na posição do perdido Ibañez. O time se portou melhor e com mais liberdade, encontrou em Paqueta um ótimo passador, levando Raphinha e Vinicius Junior a poderem aproveitar as chances pelas pontas. Raphinha teve um gol anulado e perdeu um gol, mas se maior drama foi sua saída por contusão. Essa Copa do mundo para mim é diferente, pois com um criança de dois anos em casa, tudo tem que ser bem cronometrado. Conseguirmos colocar a pequena para dormir exatamente na hora da partida, e isso me leva a pensar que ela já sabendo que teríamos um jogo chato, foi para a cama mais cedo. E o que dizer do delay da Cazé TV. Eu ouvia os gritos do vizinho e sabia que após um minuto, o Brasil faria o gol. Isso quebra o clima, e atrapalhou minha experiência com a Copa, que me fala muito sobre emoção e espontaneidade. A Cazé é boa, mas me triou a emoção do gol.

O Haiti jogou fechado, mas com a famosa linha burra, que se soubéssemos aproveitar, iriamos fazer gols nas ultrapassagens dos nossos atacantes. Porém o primeiro gol veio com Matheus Cunha quase por acidente. Depois ele aproveitou a bola livre e chutou no ângulo. Nosso camisa nove estreava e já guardava dois gols. Isso é suficiente para acharmos que tudo estava melhorando. Quando Vini Junior fez o terceiro, o Brasil sorriu, mas logo foi descansar. Talvez buscando poupar os atletas, tivemos um segundo tempo fraco, sem muita criatividade e que demorou a passar. Talvez esse tenha sido o motivo de eu cair no sono. Ainda assim, deu tempo para ver Endrick entrar e ter um gol sendo anulado. O Haiti não é parâmetro para nada, e nossa vitória também não revela nada, apenas nos ajuda a ganhar três pontos. Seguimos vivos e com vaga para a próxima fase. Minha esperança segue sendo Neymar. Parece loucura, mas em terra de cego, que tem um olho é rei. Talvez ele seja o olho que esta faltando para um Brasil cego de criatividade. Quando acordei, estava vendo Matheus Cunha dando entrevista, e percebi que não perdi muita coisa, pois nada aconteceu no meu período de sono. Isso diz muito sobre a seleção nacional, ddiz muito sobre minhas expectativa de título. Tomara que os ventos mudem!

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