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Brasil 70: A saga o Tri

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Em ano de Copa do mundo, a Netflix traz um lançamento muito especial, falando sobre a conquista do tri campeonato da seleção brasileira, uma época de ouro do futebol nacional. Contando com nomes como o do Rodrigo Santoro e Bruno Mazzeo no elenco, mergulhamos por seis episódios em uma trama que não fala apenas sobre o futebol, mas também sobre anos difíceis no Brasil, já que estávamos passando pela Ditadura militar, e o governo buscava usar o triunfo nacional para ser uma ferramenta de marketing para o governo liderado pelos militares. A série é revolucionário, já que traz filmagens muito boas das partidas, sem parecer algo irreal ou fantasioso. De fato, "A saga do Tri" é um documento muito interessante o futebol brasileiro, mesmo com algumas liberdades criativas.


Tudo começa com a eliminação da seleção brasileira da Copa de 1966, com Pelé deixando o gramado machucado após dura falta sofrida, prometendo não vestir mais a camisa do Brasil e nem jogar uma Copa, já que tem várias lembranças traumáticas da competição. É nesse contexto que perto da Copa de 1970 que o jornalista João Saldanha, conhecido como "João sem medo", assume a seleção nacional e resolve montar uma equipe e craques, da qual acaba seno conhecida como "As feras do Saldanha". Seu primeiro convite é na Vila Belmiro, onde me meio a uma forte chuva, Saldanha convence Pelé a retornar para a seleção. Com os treinamentos, vemos a intervenção militar, que acompanha de perto os treinamento. Quando o presidente pede a presença de um jogador no time, João da entrevista dizendo que quem cuida do time é ele. No dia seguinte, o personagem interpretado muito bem por Rodrigo Santoro, é demitido. Além da demissão, Saldanha estava com conflitos com o próprio Pelé. O rei do futebol tem uma participação importante, sendo o jogador protagonista da série.

Para o lugar de João, a CBD contrata Zagallo, interpretado por Bruno Mazzeo. Nos treinamentos para a Copa, Zagallo precisa ganhar a confiança dos seus atletas, tendo Tostão pedindo passagem para ser um dos titulares, e mesmo com o problema no olho, se torna um dos protagonistas a Copa. Pelé sofre conflitos, entre apenas jogar bola ou também ser uma voz em meio a Ditadura. O rei do futebol decide responder apenas com seu futebol. Vemos a seleção brasileira passando da primeira fase da Copa, e com João seno comentarista da televisão, dando pitacos ácidos sobre o time, além de falar contra a Ditadura militar. O Brasil vence o Peru treinado pelo craque Didi, e espanta o trauma contra o Uruguai, em uma vitória emocionante, com Zagallo e Pelé motivando todos contra o fantasma uruguaio. Por fim temos a emocionante vitória do Brasil contra a Itália, com nossa seleção se tornando a primeira tri campeã da história do futebol, e Pelé se tornando o rosto do futebol brasileiro para o mundo, sendo o craque da Copa. De fato, o seriado acaba sendo um documento especial para aqueles que assistiram a Copa e 70 na época, mas também para os novos fãs, que acabam por ter um registro de um momento marcante do futebol brasileiro.

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