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Asian Kung-Fu Generation- Magic Disk

sábado, 6 de junho de 2026

Em 2010 a banda japonesa deu um novo passo em sua sonoridade, buscando um estilo de som mais conceitual e experimental, com novos instrumentos sendo adicionados. Se antes a banda liderada por Gotoh era puro rock com muitas guitarras agitando tudo, em "Magic Disk" eles escolheram serem mais contemplativos e emocionais. As músicas são mais leves, mas com um tom muito bom e melodias muito bonitas. As letras tocam em assuntos importantes como a maturidade da juventude japonesa, mostrando também a própria evolução da banda. Temos aqui também uma parceria entre Gotoh e o mangaka chamado Ino Asano, que escreveu uma letra para uma das músicas mais famosas do AKFG.


Com experimentações sonoras e uma melodia muito bonita o disco se abre com "Shonseiki no love song", que já começa com Gotoh cantando diferente, sem gritos, mas como se estivesse lendo algo, com a letra sendo uma critica á superficialidade moderna e a defesa pela empatia, sendo uma das canções mais legais do disco. Os riffs de guitarra surgem em "Magic disk", falando como a música tem o poder de transformar as pessoas. "Soushiyou" é bastante trabalhada sonoramente, e busca em sua mensagem tratar sobre crescimento e amadurecimento. A canção "Sayonara lost generation" tem um tom bastante emocional com uma melodia muito bonita, com Gotoh cantando um adeus para aquela sensação de se sentir perdido, falando sobre seguir em frente mesmo em meio a desilusão. A música "Maigoinu to ame no beat" também segue falando sobre a perseverança e a recusa de desistir, sendo mais animada e com uma vibe mais para cima. Com "Aozora to kuroi neko" percebemos que a banda deixou aquela energia mais rock para ser mais leve, mas contendo solos de guitarra bonitos, com a letra falando sobre aceitarmos as contradições da vida.

A música "Kakuu seibutsu no blues" tem o destaque para o novo estilo de cantar do Gotoh, sem gritaria, mas com uma performance simples e bonita, tratando sobre a questão de muitas vezes se sentir uma pessoa deslocada. "Last dance wa kanashimi wo nosete" traz uma melodia da qual gosto muito, seguindo com ótimas experimentações sonoras, sendo animada e tendo um final muito bom. A canção trata sobre despedidas inevitáveis e que devemos aceitar o fim dos ciclos. "Michophone" conta apenas com Gotoh e um simples riff de guitarra, tratando sobre a necessidade de fala e ser ouvido. A música "Rising sun" é sobre renascimento. A canção que mais se aproxima do Asian do inicio de carreira é "Yes", sendo mais agitada e forte, falando sobre escolher agir ao invés de ficar parado. Gotoh mostra a sua maturidade com "Daidai", que fala sobre nostalgia e passagem do tempo. Por fim, temos a clássica e marcante "Solanin", que faz parte da trilha sonora do filme, baseado em um mangá de Ino Asano, que escreveu a letra da canção. A menagem dela é sobre o medo de desperdiçar a própria vida, falando sobre jovens adultos presos em sonhos e realidade cotidiana. O álbum fez sucesso, mesmo com a mudança de estilo,mostrando que o Asian Kung-Fu Generation não era apenas uma banda comum, mas que evoluía conforme a idade e seu público.

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