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A trilogia de Nova York

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Paul Auster é um escrito singular em suas narrativas, em que bica falar muito sobre identidade em suas histórias, que nem sempre terminam de forma esperada, pois o autor busca terminar suas tramas de maneira surpreendente, buscando abordar sempre o lado psicológico dos seus personagens. Em "A trilogia de Nova York", temos três contos sobre investigação, que acabam se conectando entre si, não tanto por conta da linha narrativa, mas pela forma que os contos se conectam, pois ambas falam a respeito de crises piscológicas e de identidade. O livro é difícil no início, mas logo com o desenrolar das páginas, entendemos a escrita e modelo de Paul, e terminamos a obra satisfeitos com os contos apresentados.


O primeiro conto do livro se chama "A cidade de vidro", que nos leva a vermos um homem passando uma transformação em sua própria vida, personalidade e identidade, tendo o tema detetive e investigação em sua história. O enredo nos apresenta o escritor chamado Quinn, que relata ter escrito diversos livros policias ao longo de sua vida, mesmo perdendo o filho e a esposa. Sua vida muda quando por engano recebe uma ligação de uma mulher procurando o detetive Paul Auster, tendo um trabalho para ele. Quinn fica instigado a ver esse caso e entra no personagem, se passando assim por Paul Auster, sendo contratado por Peter Stillman para vigiar o seu pai, que o abusou na infância. Quinn passa assim a entrar dde cabeça no caso e acaba por abandonar até mesmo sua própria identidade, vindo a se perder no personagem Paul Auster, que mas tarde,também acaba aparecendo. Quinn chega a virar mendigo, perde sua casa para acabar descobrindo que o velho Stillman cometeu suicídio a muito tempo. Por fim, Quinn acaba indo morar na casa vazia do Peter, mas já nem mais sabe quem ele próprio é, fazendo desse caso uma jornada de transformação e perca de identidade, tendo em mãos apenas um pequeno caderno vermelho deixado por Peter.

O segundo conto se chama "Fantasmas", que acaba sendo o mais travado do livro,ao tratar os personagens apenas com nomes de cores. Blue é um detetive contratado por White para investigar Black em um apartamento em Nova York, seguindo todos os seus passos. A trama em uma virada, pois apesar de Blue seguir Black, na verdade o próprio Black estava espionando Blue. Na verdade, Blue deduz que Black e White são a mesma pessoa, e em um surto de raiva, o mata, fugindo do local. O melhor conta é o último, chamado "O quarto fechado", que nos mostra um narrador que assume o lugar do amigo Fanshawe, que deixou suas obras literárias para trás. O narrador acaba se casando com a esposa do amigo, assume o filho dele e publica as obras de Fanshawe, ganhando grana e fazendo do nome do amigo um sucesso literário. O drama acontece quando Fanshawe manda uma carta dizendo que esta vivo, mas não quer ser encontrado. Essa noticia cria um fantasma por anos na vida do narrador, que vive perturbado, entra em crise no casamento e se vê na França atrás de respostas. Ele acha Fanshawe, que vive trancado em um quarto, e lhe entrega um caderno de escritos. O narrador joga fora, pois quer se libertar de vez de Fanshawe, voltando a sua vida com a esposa. Os contos acabam se conectando por serem uma mesma variação por uma busca existencial, mostrando assim a profundidade da escrita de Paul Auster, que foge do comum para entregar algo profundo.

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