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Ela

domingo, 18 de janeiro de 2026

Quando acorda, começa o dia. Chorando as vezes, outras vezes com falas bonitinhas, e a cada dia temos sons diferentes, mostrando a evolução constante. Coo é bom ouvir uma criança de um ano acordando, meio sonolenta, meio acordada. Ela não sabe o que tem no dia, não possui ansiedades, não possui medos, apenas vive confiante que tudo vai dar certo. Ela acredita que o pai vai pegar ela no berço nos primeiros sons, que vai segurar no colo com segurança, dar aquele leite gostoso e o abraço caloroso. Ela confia que a mãe a ama e ponto. Criança não desconfia, não busca confronto, são leves e dispostas a viver cada segundo do dia que acontece.


Ela brinca de muitas coisas, que fazem parte do mundo dela. Só ela entende, mas se acha e se encanta dentro dele. São brinquedos no chão, vários ursinhos e bonecas, que se contam histórias que podemos embarcar juntos. Tudo é tão simples, mas ao mesmo tempo é tudo tão belo. Aliás, olhar o mundo pelos olhos de uma criança faz com que tudo seja novo. A praia não é mais a mesma, o sol não é igual, o céu fica mais azul. É muito bom mostrar quando chove, quando está frio, quando o sol arde. Antes, era apenas paisagem, hoje é encanto. É tudo ovo, é tudo através dos olhos dela. Existe uma frase tão verdadeira nessa fase, de que os dias são longos, mas os anos são curtos. É isso mesmo, um dia do lado de uma criança parece que vai durar vinte oito horas, mas quando piscamos, ela já fez cinco, oito, quinze anos. Acabou, fica saudade. Hoje ainda não, hoje é descoberta, hoje é ensino, hoje a caminhada é bem juntinho.

A hora de dormir é ver tudo se acalmar, ou ma tentativa de acalmar o mundo dela, tão agitado na luz do sol, que ela acha que o agito precisa seguir a noite. Nada disso, pensa os pais, é hora de dormir. Mas ali naquele momento se esquece os problemas, é apenas eu e ela, e muita força no braço e paciência na cabeça. O escuto, um brilho de luz e o balançar dos braços é o nosso momento. Sim, o mundo todo cabe nos meus braços. Protejo ela, cuido dela, amo ela. Os olhos da pequena se fecham e o dia termina. Sim, os ponteiros do meu relógio estão de acordo com a vida dela. Ela dormiu e começo a juntar os brinquedos. Nesse momento agradeço, como é bom ter criança em casa, pois tem vida, tem alegria, é movimento. Sim, a vida bateu na minha porta quando ela nasceu. São dias que não voltam, por isso congelo cada segundo desses dias com o meu olhar, buscando guardar tudo na minha memória, que um dia vou me sentar no sofá para recordar dos bons momentos com ela. Hoje vivo o simples ato de desfrutar. É ela! Eu te amo filha!

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