Que tal uma imagem no tempo? A ideia dessa série de textos é mostrar como era o mundo no século passado, mais precisamente o Brasil. Assim nós iremos nos lembrar do pensamento da época, a tecnologia, vestimentas e cultura. Com o tempo teremos um material comparativo, e assim poderemos ver como o nosso país evoluiu ao longo dos anos. Vamos começar a falar de 1900, do nosso Brasil daqueles tempos, que só tinha apenas 78 anos de vida, sendo uma nação muito nova, com muito potencial a ser desenvolvido, mas também com muitas coisas a serem melhoradas, ainda mais que havia apenas onze anos que o país havia se tornado uma republica.
Por ser inicio da República no país, havia muita adaptação, e também com isso também tínhamos muitas desigualdades e corrupções na politica, como por exemplo fraude eleitorais. Vemos que as questões dos problemas na politica não começaram hoje, mas seguem uma estrutura ruim desde o seu inicio. A nação estava avançando e havia um contraste entre o avanço urbano com a vida rural, que ainda era a maioria no Brasil. Com uma estrutura ruim, a área da saúde não era boa, e a expectativa de vida das pessoas da época no Brasil era de apenas vinte e nove anos, já que havia muitas epidemias, como por exemplo a febre amarela e a tuberculose, que ceifou muitas vidas. As pessoas moravam em muitos cortiços, as famosas reuniões de casas pequenas em um determinado espaço, o que aumentava o número de doenças. Sendo assim, o governo brasileiro entrou em ação para poder realizar grandes reformas urbanas nas cidades de grande porte. O motor da economia nacional era o café, que estava concentrado no Estado de São Paulo, fazendo com que milhares imigrantes, principalmente os italianos, viessem a morar no Brasil.
O Brasil também possuía a sua elite burguesa, que buscava seguir a moda e as tendencias da França, com esse grupo frequentando operas e cafés, enquanto o povo de modo geral vivia de forma precária e com pouco saneamento básico. Nossa nação era um arquipélago de regiões isoladas, e viajar era quase impossível, e apenas os mais ricos conseguiam sair de suas localidades, através de ferrovias e até mesmo embarcações marítimas a vapor. O Brasil não estava no mapa do turismo, vindo para cá apenas naturalistas, cientistas e imigrantes em busca de oportunidades no novo mundo. Algumas novidades começaram a aparecer em grandes cidades, como a luz elétrica e automóveis, sendo algo ainda mais raro. Não havia estradas como temos hoje, com as ruas sendo de paralelepípedos ou terra. Para termos uma ideia, demorava-se 33 dias para ir do Rio de Janeiro para São Paulo. A música ganhava espaço, com ritmos europeus ganhando ritmos brasileiros nos quintais dos cortiços, surgindo assim o choro no Rio, assim como também havia um enorme destaque para a cantora Chiquinha Gonzaga. O Brasil deixava de reproduzir a cultura europeia para encontrar o seu próprio estilo. Na parte social, a palavra de um homem e sua reputação valia muito, e antes de casar, o casal investia no cortejo antes do sonhado casamento. Homens e mulheres conviviam em locais separados e o respeito e etiqueta eram seguidos.

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