Podemos dizer que esse é de fato o álbum de estreia da banda Indigo la End, já que o primeiro que falamos aqui no blog era um EP. Lançado no ano de 2013, temos as lindas melodias da banda encaixadas com a ótima voz do vocalista Enon Kawatani. O lançamento fez com que a banda viesse a ter sucesso no Japão, principalmente no cenário underground, já que pelo disco ter sido lançado em um selo independente, não explodiu logo de inicio. Já nessa produção temos ritmos marcantes e canções que já eram bem conhecidas pelos fãs mais fervorosos do inicio da carreira deles. Enfim, o álbum de estreia é ótimo para ouvir o Indigo la End.
As canções buscam abordar temas como a solidão, amor e memórias, com um tom mais noturno e bastante emotivo, que atinge em cheio as pessoas. Enon buscou estruturar o disco baseado em um conceito de uma trilogia da noite, onde a atmosfera noturna funciona como um espelho e amplificador de sentimentos humanos profundos. A primeira música é "Sweet spider", que busca usar a teia de aranha como uma metáfora da dependência emocional. Ela conta com um solo de guitarra muito bom e é bastante melódica. Em seguida temos "She", que consegue ser ainda mais emotiva, com o riff dela sendo de cortar o coração, com o vocal de Enon se encaixando muito bem, com uma letra que fala sobre saudade da mulher que ama. A música "Daitenden no yoru ni" é sobre revelação dos sentimentos na escuridão, sendo mais experimental. "Kanoku no soudan" é muito boa de se ouvir, com um tom leve e ritmo muito bom, com riffs muito bem trabalhados, com a letra falando sobre o amor não correspondido.
O álbum segue com "Spoon de kampai", que é mais um pop rock, com Enon cantando a respeito do conforto que encontramos na simplicidade das coisas. A música "Dakishimete" é muito bonita e emotiva, com lindos solos de guitarra, e uma letra sobre vulnerabilidade emocional. A canção "Swell" já inicia com um solo de guitarra e é sobre instabilidade emocional, usando de várias metáforas para abordar o tema. Com um estilo mais rock a banda apresenta "Fake street", que toca em temas urbanos, criticando a vida na cidade grande. "X day" volta com o tema mais emotivo que só o Indigo la End sabe fazer, abordando a tensão de um relacionamento que está prestes a terminar. Por fim, o disco se encerra com a bonita música "Ame no mahou", que consegue juntar catarse, aceitação e recomeço, falando que a chuva pode ser um elemento de limpeza em nossa vida. O álbum foi tão bem aceito que logo em seguida a banda assinou um contrato com a Warner music, preparando aquilo que seria o grande sucesso da banda nos anos seguintes.

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