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Crônicas da Copa- Brasil 2x1 Japão

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Um jogo entre Brasil e Japão me traz muitos pensamentos e reflexões sobre quem eu acho que merece passar de fase. Sou um fã da cultura japonesa desde pequeno, gosto das músicas japonesas e de toda a cultura do país. Até mesmo acompanho de perto a seleção deles. Mitoma, Kubo, Endo e Ueda não são nomes esquisitos para mim. São nome dos jogadores da melhor geração do Japão. Ao me lembrar de Tsubasa e o anime "Super Campeões", começo a ficar em dúvida sobre quem torcer. Mas no final, isso é tudo ilusão da minha cabeça, pois quando vejo os jogadores do Brasil entrar em campo, o hino nacional tocando e as pessoas na minha rua gritando e buzinando, eu tenho uma certeza. Aqui é Brasil, e que o Japão vá a chorar do outro lado do mundo!


Cada jogo do Brasil nesse ano tem sido diferente para mim, pois como eu disse, minha filha em apenas dois anos, e nem tem ideia do significado de uma Copa do mundo. A escola tem, e assim, cancelou o dia letivo, e agora eu tinha uma missão pela qual iria precisar de um Genjutsu do anime Naruto. Desculpe a piada, mas não tem como falar de Japão e não falar de anime. Ah, Genjutsu é um golpe de ilusão contra o inimigo. Depois da pausa explicativa, vamos ao jogo, e sim, consegui fazer a pequena dormir meia hora antes do apito inicial, e fui torcer pela nossa camisa amarela. O time entrou bem, dominando as ações, no campo dos japoneses, que estavam nos respeitando, jogando na defesa, esperando um erro nosso. E o erro veio, pois Danilo deu um passe errado pelo centro, os japas pegaram a bola e correram pelo meio. Quem estava perseguindo? Casemiro. E com a velocidade de uma lesma, ele viu Sano chutar de longe, abrindo o placar para o Japão. Eu lembrei, e você também lembrou. O mesmo chute no canto do Allison, e que assim como em 2018 contra a Bélgica e 2022 contra a Croácia, aceitou o chute de longe. Eu fiquei em silêncio e toda a minha rua também. Não é possível que vamos ser eliminados para o Japão.

O Brasil voltou diferente, afundou o Japão na defesa, que claramente acabou se acovardando, tanto que eles mal tiveram chances de gols contra nós. Endrick entrou com aura enorme, com todo mundo o incentivando. Acontece que a bola não entrava e o tempo ia passando. Até que finalmente a bola entrou, com Casemiro de cabeça. Não pensem que vou elogiá-lo, longe disso, ele jogou mal demais. Fez um gol e jogou melhor na segunda etapa porque os japoneses só se defenderam. Todo mundo estava esperando pelo Neymar, enquanto os minutos iam passando e a prorrogação chegava. Nosso velho Ancelottti pensa diferente, e colocou Gabriel Martinelli em campo. Ninguém entendeu nada, e todo mundo só ficava se perguntando sobre quando o nosso dez entraria em campo. Ele não entrou, não deu tempo. O que ocorreu nos minutos finais foram marcantes. O Brasil pressionou a defesa japonesa e roubou a bola. Bruno Guimarães, que está fazendo uma Copa sensacional, tocou para Martinelli. Gol. Explosão nas ruas. Minha filha já havia acordado, e mostrei para ela o que era uma Copa do mundo. Com nós dois vestidos de amarelo, gritando na sacada do prédio, junto com tantos outros espalhados nas sacadas de outros edifícios. Isso é jogo do Brasil, conexão entre um povo, que para tudo apenas para assistir noventa minutos de uma partida de futebol. Passamos para as Oitavas de final, e a Copa vai ganhando a nação, e mesmo que Neymar não tenha atuado, estamos fechados com a nossa camisa amarela, e ponto!

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