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Crônicas da Copa- Argentina 3x2 Cabo Verde

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A Copa do mundo acabou para o Brasil, e assim, os textos de minha autoria sobre os jogos da nossa seleção também acabaram. Mas ficaríamos órfãos de nossas crônicas? Não, o projeto estava indo bem. Mas precisaria escolher uma seleção para falar sobre, e nada mais justo que escolher a nossa vizinha Argentina. Sim, muitos vão dizer que um brasileiro não pode fazer isso, não pode falar de uma rival. Mas vamos lá, quem nos ensinou a ter tanta raiva dos argentinos? A maioria dos que dizem que a odeiam nunca foram no país dos hermanos, e tão pouco conhecem algum argentino. Tenho por escolha minha que não torço para time europeu, e sim pelos sul-americanos. Não torcerei por países colonizadores, escolhendo assim um povo de terceiro mundo, assim como nós brasileiros. Pois bem, após longo diálogo sobre os motivos de querer escrever sobre a Argentina, vamos para nossa crônica.


Quando o Uruguai não conseguiu se classificar, a chave se abriu facilmente para a Argentina, e eles iriam enfrentar o Cabo Verde, que havia ganhado um hype fenomenal por conta do seu goleiro chamado Vozinha. Já sabendo que a Argentina iria vencer, eu fui jogar o meu futebol semanal, na certeza que os hermanos iriam ganhar. Pois bem, cheguei no meu Society e antes de começar a me divertir, deu para ver vinte minutos da partida. Bola pra lá, bola pra cá, aquela Scaloneta e o famoso "Toco y me voy" costumeiro dos argentinos faziam com que o controle fosse da Argentina. O gol iria sair logo, com certeza. Eu já estava correndo de um lado para o outro, fazendo gols, quando ouvi o narrador gritando que Messi tinha feito mais um gol. Ele de novo, sempre ele, Lionel Messi. Talvez o camisa dez seja a desculpa para os brasileiros torcerem pela Argentina. A desculpa é a mesma, eles dizem "Torço para o Messi e não para a Argentina". Sério? De novo, a maioria das pessoas decidem não por elas mesmas, mas por conta de algo que alguém falou, o velho pensamento de manada.

Quando meu futebol acabou, peguei o carro em sentido a uma festa de Arraial. Sim, no Brasil, a festa julina faz muito sucesso. Ao chegar no local da festa havia um telão e fiquei admirado quando vi que Cabo Verde havia empatado. Me sentei e comecei a acompanhar a prorrogação, com muitos jovens comemorando a cada lance de Cabo Verde. Entendo a torcida por eles, não entendido a raiva pela Argentina. Mas o Messi, esse não, esse pode tudo. A camisa pesa, e sabia que a qualquer momento eles iriam fazer um gol. E ele veio, com Lisandro Martinez, acertando a bola no ângulo e mostrando aquilo que eu já sabia, esse Vozinha é marketing, não é um bom goleiro. A galera ao meu lado foi a loucura quando Cabo Verde empatou, com Lopes Cabral acertando uma bola no ângulo. Um golaço com letra maiúscula, mas sabemos, ele nunca mais vai acertar um chute desses na vida. Coisas de Copa do mundo. Mas essas coisas de Copa acontecem muitas vezes, e ocorreu para o lado argentino, pois após um escanteio, perto do jogo ir aos pênaltis, os hermanos fizeram o gol da vitória. Cara, que sufoco. Não torci como torço para o Brasil, longe disso, mas também não queria que eles perdessem, pois não tenho nenhum interesse de ver um jogo do Cabo Verde em mata-mata de Copa. Eu quero ver Messi, e teremos Messi, agora nas oitavas de final.

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