O The Strokes surgiu sendo colocada como a banda que iria salvar o rock, que com seu som de garagem traria um novo estilo de comportamento e música para a nova geração. Após dois álbuns muito bons, um terceiro regular e um quatro disco ruim, os nova iorquinos tinham a missão de encerrar o contrato com a RCA com uma quinta produção musical. Com o clima ruim entre os integrantes, os Strokes decidiram mudar, e gravas canções que fugiriam totalmente do estilo original da qual fizeram sucesso. Em "Comedown Machine" as guitarras de garagem saíram de cena, e entraram sintetizadores, experimentações e um som mais industrial, que agradou alguns e desagradou a muitos.
Apesar da mudança de som e estilo, não podemos afirmar que o disco é ruim, pelo contrário, é o mais puro e sincero com aquilo que a banda queria fazer, trazendo assim equilíbrio e produções leves, contando com criticas positivas. É fora dos Strokes que conhecíamos? Totalmente, mas ainda assim, um bom trabalho musical, um renovo para os integrantes. O álbum começa com "Tap out", que já mostra as mudanças, com o uso de um som mais sintético na guitarra. A letra nos fala sobre se entregar ou desistir de algo que está acontecendo. "All the time" traz ainda mais experimentações sonoras, confundido qualquer fã da banda. A letra é filosófica, falando sobre como estamos vivendo uma vida acelerada. O single do disco acabou sendo "One way trigger", que nos lembra o estilo de música dos anos oitenta, tendo uma grande semelhança ao grande sucesso da banda A-Ha. A letra é sobre decisões que tomamos e as consequências que elas nos trazem. Seguimos com "Welcome to Japan", que é bem leve.
Uma canção do disco que acho chata se chama "80 comedown machine", que é bem longa, esquisita e com diversas experimentações sonoras. A música que mais nos lembra do antigo Strokes é "50/50", que finalmente traz as guitarras de garagem que estávamos acostumados. A letra fala das imperfeições e problemas que passamos ao longo da vida. "Slow animals" é um som mais intimista, com um som sintetizado e uma letra que fala sobre as pressões sociais que sofremos ao longo da nossa jornada. "Partners in crime" é dançante e mais animada. A música "Happy ending" também segue com o mesmo tom animado e com guitarras indicando um som mais futurista e industrial, longe daquela guitarra crua que tínhamos nas primeiras produções da banda. O disco termina com "Call itt fate call it karma". sendo mais romântica, misturando diversos estilos sonoros no som. A letra fala de como pessoas acreditam que tudo já faz parte do destino. Com esse álbum, os Strokes finalizaram o contrato e a etapa de produção com a RCA.

Nenhum comentário:
Postar um comentário