Voltamos após quinze dias do nosso último texto da coluna politica. E o assunto segue sendo o mesmo, já que nossa politica nacional não se cansa de nos apresentar seus conflitos e problemas. De forma histórica, estamos vivendo um julgamento de um ex presidente, que diferente de tantos outros, não está sendo julgado por corrupção, mas poi causa de um possível golpe de Estado, devido as invasões ao planalto em janeiro de 2023. Liderado por Alexandre de Moraes, junto com a turma do STF, composto por Alexandre, Carmen Lúcia, Luiz Fux e Flavio Dino, tivemos uma semana de análise, comunicação e voto de cada um deles.
Muito se fala sobre a tentativa de golpe de Estado e o quanto Bolsonaro estava relacionado a ele. Particularmente, não tenho uma ideia fixa em mente, em que vários momentos temos discussões, analises e dados que podem levar a crença ou descrença do possível golpe. O que é certo é que de fato durante seu mandato, Bolsonaro dizia muitas coisas, inclusive de que não aceitaria o modelo de votos que temos no Brasil. Após perder as eleições, por diversas vezes vimos o ex presidente declarando em suas passeatas de que não aceitaria nada que viesse do STF ou de Alexandre de Moraes. Tempos depois até mesmo houve uma tentativa de assassinato contra o ministro. Não existe nenhuma prova contra Bolsonaro, seja em relação ao suposto golpe, como a uma tentativa de assassinato. Porém, Alexandre de Moraes coloca Jair como um mandante de crimes, assim como os mafiosos fazem. Sendo assim, após afirmar que acredita que Bolsonaro é o mentor dos ataques em Brasilia, Moares votou pela condenação do ex presidente.
Seguindo com o julgamento, veio a vez de Flavio Dino votar, e de maneira muito técnica, discorreu afirmando que mesmo sem uma prova fotográfica, acredita que Bolsonaro era sim o mentor do atentado, votando pela acusação contra ele e contra os outros nomes que também estavam sendo julgados. Quem se opôs contra a acusação foi o ministro Luiz Fux, que começou dizendo que esse caso nem deveria ser julgado pelo STF, já que Bolsonaro não era mais o presidente do país. Com um discurso de mais de treze horas de duração, apontou seu voto a favor de Bolsonaro, ao dizer que ele não é líder de uma tentativa de golpe. O voto de Fux já era algo esperado e não causou espanto, mesmo ao destoar dos seus colegas do STF. Por fim, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin seguiram com a maioria e votaram pela condenação de Jair Messias Bolsonaro, a vinte e sete anos de prisão. Muitos dizem que é uma conspiração contra o ex presidente, outros dizem que é uma punição por tentativa de golpe, mas a verdade é que estamos vivendo um momento histórico em nosso país, de forma negativa, e que mancha mais uma vez a nossa nação, mostrando que ainda temos muito a aprender a respeito da democracia.

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