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Aos 7 e aos 40

segunda-feira, 30 de março de 2026

Eu sou uma pessoa muito nostálgica, pois gosto de refletir sobre a vida, sua fase e seus acontecimentos. E este livro escrito pelo brasileiro João Anzanello Carrascoza me agradou bastante, já que ele traz crônicas pessoais que atravessam o tempo. Em um momento, ele relata sobre a infância de garoto do interior de quando tinha sete anos de idade. Em outro momento vemos relatos mais sérios, crises de casamento e situações de maturidade quando o personagem já está com seus quarenta anos de idade. Não tem como ler e não pensar em sua própria vida, suas escolhas, viajando entre nossas próprias memórias de criança em conjunto com nossas responsabilidades da vida adulta. Com escrita simples e tramas comuns, o livro me capturou bastante emocionalmente.


Com muita poesia emocional ocorrendo em cada relato, mergulhei profundamente nos temas abordados, nas imagens criadas e conectei tudo isso as minhas próprias experiências, que apesar de não serem as mesmas, é parecida, pois também vim de um tempo onde internet e a velocidade dos dias de hoje não eram nada comuns. Ao sete, vemos um menino ainda, descobrindo o mundo, vendo os problemas do adulto de longe, mesmo que consiga sentir o que está acontecendo. Gosto do relato dele jogando bola com o irmão no quintal, e as vezes a bola caia lá na casa do vizinho, até que um dia não tinha mais o velho vizinho, pois ele havia partido. Quem  nunca jogou a bola o vizinho? E se formos procurar hoje em dia, ele com certeza não estará mais por lá. Vemos ele vendo as lutas do seu pai para ganhar dinheiro para  afamilia, o tio doente e ele vendo a vida indo embora sem nada poder fazer. Me lembro de também visitar um tio que estava enfermo. Temos também a descoberta do primeiros sentimentos por uma garota, que mesmo que não vá em frente, mostra uma descoberta diferente pelo sexo oposto.

Pulamos então para a fase adulta do mesmo menino, mas com outras responsabilidades, agora aos quarenta anos de idade, e muitas pressões nas suas costas. A vida não é mais divertida como antes, mas ele encontra o prazer em uma  nova figura, o filho que nasce, a esposa com quem divide as responsabilidades. Temos uma cena interessante, em que ele vai ver o jogo de futebol com seus amigos, mas tem que ir embora, pois o filho está com febre e precisam levar ele ao hospital. Hoje, aos trinta anos, já passei por momentos assim e seu do que o autor está falando. A vida segue, e vemos o adulto passando pela separação da esposa e tendo assim que lidar com o afastamento do filho, mas a cada visita, ele se alegra em poder vê-lo, conversar, contar histórias. Até mesmo tem a nostalgia de olhar a ex esposa e se lembrar dos bons momentos, ainda que agora, não seja mais possível ficar juntos. O livro se encerra com a conexão de entre gerações. quando o adulto volta ao interior, dessa vez levando o filho, e mesmo que o menino não saiba e não perceba, o pai está ali envolvido de muita nostalgia e lembranças do passado. De fato "Aos 7 e aos 40" não é uma obra Best-Seller ou um livro que muda nossa história, mas é uma leve brisa de lembranças para pessoas nostálgicas como eu, e que ao lerem, serão levadas a esse ambiente de conexão entre a infância e a vida adulta.

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