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P.A Entrevista #13 - Leandro Iamim

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Nesta semana nosso Blog entrevista o jornalista Leandro Iamim, um cara apaixonado por futebol, além de ser torcedor fanático do Palmeiras. Leandro também participa da rede de podcast da Central 3, onde apresenta programas sobre futebol, falando tanto de noticias atuais, como relembrando de grandes times do passado.


1-) Como surgiu a sua paixão pelo jornalismo esportivo?
Curiosamente, devo muito ao rival do meu time de coração. Meu primo atuava na categoria de base daquele clube e eu o acompanhava nos treinos, e ficava assistindo os profissionais treinando. Fazia isso ao lado dos jornalistas e assistir aquilo, perto deles, foi decisivo para mim escolher como profissão aquilo que adorava fazer e consumir: escrever e ler. Trabalhei com muita coisa antes de chegar  ao que chamamos de jornalismo esportivo, que, por fazer parte de meu universo afetivo desde sempre, se tornou mais simples de várias formas.

2-) Qual a sua visão do jornalismo esportivo no Brasil hoje?
Pobre, anacrônico, rendido a pautas superficiais e cometendo o gravíssimo erro de alimentar o lado colérico de um público que poderia ser estimulado de outro modo. Perdido com o novo momento do mercado e suas exigências, as demandas virtuais, as intersecções midiáticas que a internet promove e as narrativas híbridas possíveis. Geralmente é um ciclo que não fecha saudável e se renova cada vez pior. Ma a conjuntura crítica não pode ignorar a dois pólos da comunicação. Temos um público médio que compra pouco a briga do bom jornalismo esportivo. O dinheiro já não banca. Enfim, a fase não é nada boa e as pesquisas daqui 50 anos sobre futebol de hoje serão caóticas, praticamente só encontrarão confetes.

3-) Como surgiu a ideia da rede de Podcast esportivo na Central 3?
A Central 3 não nasceu como canal esportivo. Nasceu como Web Rádio que se tornou, depois, um estúdio de Podcasts. Pela natureza de seus fundadores, era natural que a programação esportiva tivesse destaque , mas ao passo que abrigamos na C3 novos parceiros, essa percepção de "canal esportivo" não é muito verdadeira. De toda forma, nossa produção autoral de conteúdo esportivo é reflexo de nosso desejo por contextos mais históricos e conjunturais(programa sobre cultura de arquibancada, times do passado, etc). A ideia surgiu da vontade de ter um canal de conteúdo independente, e o desafio era não ser apenas mais um entre milhares de iniciativas semelhantes.

4-) Quais são os três melhores times e jogadores da história do futebol em sua opinião?
Muito difícil de responder só três. O critério acaba sendo complicado, mas vamos lá: os melhores times que eu já vi foram o Palmeiras efêmero de 1996, o Arsenal de 2004 e o Corinthians de 1999. Os melhores jogadores que eu vi foram Berkamp, Romário e Riquelme. O principal critério para estes 6 foi a capacidade de me dar fantasia ao assistir.

5-) Quais são os jornalistas que inspiram você?
Falar em inspiração no jornalismo é um perigo, pois não são como jogadores de futebol, é outro tipo de relação que devemos ter com estes profissionais. Muitos que me inspiraram em alguma fase da vida, Marcelo Rezende e seus textos para a Placar por exemplo, hoje não me inspiram nada. Enfim, aos nomes, só 3 para casar com a pergunta acima: Claudio Zaidan, Flavio Gomes e José Trajano.

Dando a volta por cima

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Na vida nós passamos por altos e baixos. Ninguém passa pela vida tendo eterno sucesso e nenhum problema. Na vida teremos sim problemas, e as vezes eles batem muito forte e então precisamos ter resiliência para se levantar e seguir em frente. Na hora do problema teremos que ter muita perseverança e coragem pra continuar andando. Vou mostrar algumas pessoas que passaram por crises terríveis mas no final deram a volta por cima:

1-Herbert Vianna


Em 2001 Herbert Vianna estava pilotando um Ultraleve junto com a sua esposa a bordo, mas um acidente aconteceu e ela acabou morrendo, enquanto Herbert acabou ficando paraplégico. Herbert teve que enfrentar a dor de perder a esposa e mãe de seus três filhos, além de também ficar preso a uma cadeira de rodas. Mas ele seguiu em frente, e mesmo com a dor da perca seguiu compondo musicas e fazendo shows, usando a sua arte para canalizar toda a dor que sentia. 

2-Steve Jobs


Conhecemos Steve Jobs como o grande criador da Apple, aquele que revolucionou e inovou a tecnologia criando o Iphone, Ipad , além de ser também responsável pela Pixar. Mas poucos sabem que Steve chegou a ser mandado embora da empresa que criou ficando em crise. Isso poderia ter abalado o seu talento, mas ele continuou inovando. Partiu para investir na Pixar e assim depois de sucesso com filmes retornou para a Apple onde lançou o Iphone e o resto como sabemos, é historia.

3-Robert Downey Jr


O hoje famoso interprete do Homem de ferro tinha uma historia parecida com a do magnata Tony Stark. Quando jovem, Robert era uma cara envolvido em muitas polemicas. Ele vivia bêbado, tinha envolvimento com drogas, já foi preso e seu nome sempre estava nos jornais envolvido em alguma situação ruim. Mas Robert percebeu que a sua vida estava indo para o caminho errado e decidiu mudar. E ao se tornar o principal nome da Marvel, o seu Homem de ferro conquistou os fãs e assim Robert voltou a fazer filmes de sucesso e recuperou novamente o seu prestigio.

4-Wimona Ryder


Ela já era uma atriz famosa nos anos 80 e 90, o que acabou levando ela a ser exposta a grande procura da Mídia. Com isso, Wimona acabou desenvolvendo problemas de ansiedade e depressão, além de se envolver com drogas. Anos mais tarde ela também começou a ter cleptomania, onde roubava bolsas em lojas. Depois de tantos problemas psicológicos a promissora atriz foi perdendo prestigio e convites para filmes. Quando parecia o fim, ela se recuperou e esse ano voltou a fazer sucesso participando da série Stranger Things da Netflix, sendo muito elogiada pelo seu papel.

5-Nelson Mandela


Os tempos na Africa do sul não eram fáceis na época de Nelson Mandela, onde havia um forte preconceito contra os negros, e Mandela teve uma forte luta para tentar mudar isso. Acontece que ele acabou sendo preso e ficou na prisão por 27 anos. Mesmo assim Mandela não guardou ódio e nem mágoa e passou assim seus anos na cadeia escrevendo e se planejando para o que viria seguir. Mandela ao ser solto se candidatou a presidente da Africa do sul e ao vencer as eleições colocou um fim em toda briga entre as classes do país. Mandela se tornou um dos homens mais importantes do mundo, por sua resiliência, coragem e perseverança.





O bom mesmo é ser criança

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A infância, uma época tão boa da vida. O negócio é brincar, correr e se divertir. Não importa muito o tempo, até porque parece que na infância o tempo nunca passa. Crianças vivem uma bela aventura que parece que nunca vai acabar, mas infelizmente ela acaba. Quando somos crianças o que mais queremos é ser adulto. Claro, a criança é proibida de ver certos filmes, não pode ir a certos lugares e ainda tem que ir todos os dias para a escola. A criança não vê a hora de parar de estudar para começar a ganhar dinheiro com um trabalho. Ledo engano crianças, ledo engano.

Bom mesmo é ser criança, bom mesmo é brincar, porque quando a gente se preocupa a vida começa a ficar chata, os sentimentos se afloram, alguns ficam mais pesados. Na fase adulta conhecemos o prazer e a dor de amar o sexo oposto. Alguns até sofrem mais do que deviam, uma pena. Quando criança o sexo oposto era inimigo, era rival, mas a magica acontece na fase adulta, tudo se transforma. Não me lembro ao certo quando isso mudou, não me lembro como me apaixonei, como cresci, se lembrasse acho que pirava. As vezes da vontade de entrar em uma capsula do tempo e voltar a ser criança. Dormir abraçado com a minha mãe, brincar com os meus primos, dar risada na escola.


Na escola e na vida da criança existe uma pergunta principal: o que você vai ser quando crescer? Eu queria ser Astronauta, conhecer o espaço e outros planetas. Hoje não tenho coragem nem de andar em uma montanha russa. As vezes me pergunto quantas pessoas conseguiram realizar seu sonho de infância. Devia ser obrigatório, todo adulto deveria ser aquilo que ele sonhava na infância. Vai entender né, a gente fica adulto, fica chato e reclama de muita coisa. O tão sonhado ganhar dinheiro no trabalho não é fácil. Quando criança vivi a mágica de não entender os problemas da vida, as contas a pagar ou problemas familiares. Mas não tem jeito, eles te pegam em alguma fase da vida. 

O bom mesmo é ser criança, é ser inocente, é ser motivo de esperança na família. Existe a história do Peter Pan que vivia em um lugar onde nunca ninguém crescia. Nunca entendi esse menino bobo que queria viver assim para sempre. Hoje te entendo Peter, mas ainda não concordo muito, me desculpe. Crescer também é bom e necessário. Pode ser até difícil, mas é bom casar, é bom trabalhar, é bom viajar e ser livre. A liberdade vem, mas vem com um alto preço. Insisto, se pudesse congelar uma época da vida seria a minha infância, pois foi um tempo bom, um tempo divertido, um tempo inesquecível. Se inventarem a máquina do tempo é para la que eu vou, porque o bom mesmo é ser criança.

Diários roubados - Diário do Michel Temer

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Agora sim o poder é meu. Agora tudo o que planejei deu certo. Não Diário, não fale sobre golpe, isso não existe, foi apenas uma jogada que deu certo, como em um jogo de baralho. Sim Diário, eu venci. Agora deixa comigo, esse País vai mudar, aliás vou mudar tudo sem perguntar para ninguém. Primeiro vou fazer algumas viagens para mostrar para o mundo que o Brasil agora possui um novo Presidente. Chega desse negócio de Presidenta, nunca vi isso em todos os meus anos de vida. E olha que já vivi muitos anos nessa terra. Vou até dar uma enganada no povo, vou fingir que sou um pai perfeito, que busca o filho na escola. E não quero nem saber se isso vai atrapalhar a rotina do Michelzinho, eu quero é jornais batendo fotos de mim e meu rosto estampando as capas dos jornais.


Diário eu também preciso trabalhar, ou você esta achando que ser Presidente é apenas sair viajando pelo mundo e descansando, não, você esta enganado. Acontece que eu não tenho mais paciência pra ficar fazendo reunião, colhendo opinião, ouvir os especialistas. Comigo é na caneta, e você sabe bem disso né Diário, pois eu escrevo em você faz muitas décadas. Então eu vou é passar a caneta. Primeiro vou mudar as leis do trabalho, levando o nosso povo trabalhador a trabalhar mais, pois eu sei que eles gostam de ganhar dinheiro. E sabemos que dinheiro vem com trabalho. Depois vou mexer também na educação. Os professores? Eles não precisam saber ou opinar, eles vão é aceitar e trabalhar. Eu sou a mudança do Brasil. Bom querido Diário, vou ali mudar mais algumas coisas sem perguntar a opinião de ninguém. Depois eu volto para te contar!

A historia do homem que tinha medo

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Era uma nova manhã, um dia ensolarado, mas ele tinha medo. Ao se levantar tinha medo de cair na cozinha, sem saber se estava com fome ou se estava passando mal. Estava na hora de ir trabalhar, mas um medo tomava conta dele, era algo que o assaltava de uma forma inesperada. Tinha medo das brincadeiras dos colegas, tinha medo de perder a condução, tinha medo do Ônibus quebrar, do chefe brigar com ele, medo de ser mandado embora e ficar sem emprego. Dessa forma o medo assumia um novo ciclo, pois tinha medo de desempregado ficar na sarjeta, sem nunca arrumar um emprego de novo, na fila eterna das agências da cidade.

O pior foi quando ele começou a gostar da Bruna, pois mesmo muito apaixonado tinha medo de ir conversar com ela. Tinha medo de levar um fora, medo de gaguejar, medo de não ser correspondido. O pior é se ela realmente gostasse dele e quisesse algo a mais. Ele tinha medo de se relacionar, de dar presentes, de conversar, de não ser tudo aquilo que ela esperava. Acreditava que se relacionar era um problema, pois ele tinha medo de tudo dar errado e não ser tudo aquilo que ela esperava que ele fosse. Os amigos riam desse medo, a família mandava ele procurar um médico, o patrão não aguentando mais tanto medo estava louco para mandá-lo para a rua.



E quando ele ia no médico? Não tinha jeito, era um problema sempre. Não podia ver os aventais brancos que já queria sair correndo dali. Injeção? Desmaiava só de ver. Tirar sangue? Só de olhos vendados  e querendo sair de la para tomar Soro. Uma vez ele teve que arrancar um dente, mas quase arrancou os nervos do dentista que não aguentava tanto medo do paciente. A vida não era fácil para esse homem, que não vivia, apenas sobrevivia a cada dia que passava. Sempre achava que estava sendo perseguido, que estava doente, que estava nas últimas. Acontece que o medo de semanas se transformou em anos, e depois virou décadas o perseguindo até a sua velhice.

Quando velho achava que todos queriam roubar o seu dinheiro, não deixava o número da sua conta com ninguém. Odiava as crianças jogando bola na rua, porque elas poderiam quebrar o seu portão, além de também ter medo de ser machucado por elas. Medo de morrer ele tinha muito, mas também tinha medo de viver, pois durante toda a vida nunca aprendeu o que era viver, o que era sorrir, pois sorrindo ficava desatento aos perigos da vida. Esqueceu de viver, esqueceu de sonhar, esqueceu de conquistar. Viveu acusado, viveu com medo, viveu sem viver. Conhecido apenas como um homem que tinha medo!

P.A Entrevista #12 - Giuliano Peccilli

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Nesta semana a entrevista vai ser com Giuliano Peccilli, que é Editor do site Jwave, que fala sobre a cultura nerd e também sobre a cultura japonesa. Além dos textos do site, o Giuliano também é Podcaster. Nosso entrevistado também já morou no Japão e também trabalhou em famosas revistas do mundo nerd, como Anime- Do, Anime- Pró, Neo Tokyo e Nintendo World.

O primeiro, o segundo e o terceiro colocado

terça-feira, 23 de agosto de 2016

As Olimpíadas são sempre um bom momento para aprendermos coisas como esforço, perseverança e resistência. Mas podemos também dizer que é um ótimo momento para falarmos de caráter e comportamento humano. Na disputa de Salto com Vara tivemos o brasileiro Thiago Braz ganhando a medalha de ouro, surpreendendo a todos, conseguindo inclusive bater recorde olímpico. Tudo estaria bem, se não fosse por dois comportamentos: a do americano terceiro colocado Sam Kendricks e principalmente do francês medalha de prata Renaud Lavillenie. No fim da disputa vimos um brasileiro muito feliz, um francês magoado e um americano contente ao extremo.

O francês não aceitava a derrota, tinha um choro de mágoa por não aceitar a derrota, e além disso criticou a torcida brasileira pelas vaias, desmerecendo também o desempenho de Thiago. Mas diante disso, o que podemos aprender? Bom, essa historia nos fala de contentamento, inveja e felicidade. O brasileiro não era favorito, e então de repente surpreende a todos e conquista o primeiro lugar. O francês se achava o cara, o melhor do mundo(e era até o momento), mas ao ser derrotado não aceitou perder e chorava de mágoa por não ser o primeiro, ainda mais de perder para um desconhecido. Isso nos fala de pessoas que não aceitam ficar em segundo, não aceitam perder para alguém que acham ser inferior. Pessoas assim são egoístas, são soberbos e fracos nas relações com pessoas.

Por outro lado tínhamos o americano em terceiro lugar, que estava muito contente e satisfeito com sua medalha de bronze, pois ele sabia que tinha dado o seu melhor e que agora poderia desfrutar do que alcançou. Enquanto o segundo colocado chorava de mágoa o terceiro ria de alegria e abraçava a todos. Era o mais feliz no Pódium. O brasileiro Thiago também estava feliz, poxa, o primeiro brasileiro medalha de ouro na modalidade, não era pra menos. Tinha que gritar muito mesmo. Com essa historia podemos aprender que devemos saber perder, ainda que achemos que sejamos melhor do que o outro. Você se acha melhor? Então busque melhorar sem ofender o próximo. E com o terceiro colocado aprendemos a estar contentes com o que temos, feliz com o que foi conquistado. Ah, e não se surpreenda se por acaso você ser o primeiro, porque isso pode acontecer com qualquer um, então se prepare para tudo, tanto com o primeiro lugar, como também para ser segundo ou terceiro.

 

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