Ei Diário você caiu nas minhas mãos e não foi por acaso, he, he. Você seria enviado para algum imbecil apaixonado pelo Natal. Parece que seria um presente do velhinho para o tal imbecil, mas como você acaba de perceber, não é mais. Agora você é meu. Como é divertido poder destruir o Natal de mais uma pessoa, imagina só a cara de bobo do imbecil esperando pelo Diário, he, he. Os meus planos ainda não acabaram, ainda quero roubar outros presentes. Aliás fiquei sabendo de uma carga de brinquedos que irá chegar para as crianças da vila e já estou me preparando para quebrar todos eles e ouvir divertidamente o choro delas, rá,rá,rá!!!
Diários roubados- Diário do Grinch
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Diários roubados- Diário do viciado em WhatsApp
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Diário eu estou muito nervoso hoje, sei que eu não escrevo por aqui faz tempo mas eu precisava desabafar com alguém. Acredita que o WhatsApp saiu do ar? Ah você não sabe o que é? É aquele aplicativo do celular que coloquei no seu lugar na minha vida. Mas veja bem, você não consegue se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo, não consegue criar grupos e nem consegue manter a minha ansiedade controlada. É Diário, foi por isso que eu te larguei. Mas cara, o WhatsApp saiu do ar e isso é o fim do mundo!!! Daqui apouco eu também vou escrever no Face e no Twitter para reclamar.
Como é que eu vou combinar com os meus amigos o rolê de sexta feira? Como é que eu irei xavecar aquela gatinha la da escola? E os grupos? Como vou viver sem os grupos do WhatsApp? Meu mundo acabou. A minha mãe fica olhando para mim e ela me acha estranho, mas Diário, eu que acho ela estranha. Eu nem sei o que conversar com ela. Hoje também conheci meus vizinhos, faz seis anos que eles moram aqui e eu nunca reparei neles. Pois é, esse mundo esta muito estranho, gente nova, gente que conversa. Mesmo assim eu não paro de olhar para o meu celular, quem sabe ele vai vibrar anunciando uma mensagem nova. Só que eu já olhei mais de cem vezes e até agora nada. Pois é, a vida esta difícil. São dois dias sem WhatsApp, mas parece que vai ser uma vida inteira, por isso quem sabe eu retorno para escrever mais alguma coisa. Peraí, acho que meu celular vibrou!
Diarios roubados - Diario do Batman
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Diário, eu não gosto de escrever, mas o Alfred vive dizendo que eu sou anti social, que gosto de ficar calado e escondido em uma caverna. Ele sugeriu que eu escrevesse meus pensamentos em um caderno, mas não sei se isso é bom, pois pode cair em mãos erradas, como na do maluco do Coringa. Ai já viu né, a vida já era, vai acabar caindo na boca do povo. Vão dizer "olha lá o morcegão, todo sério e escreve em um diarinho". Vai ser a grande piada da comunidade de Gotham. "Batman escreve no diário". Já to vendo isso se espalhar por todos os lugares, até em Metrópolis vai surgir a noticia, e só para me zuar aquele certinho do Clark vai me chamar para trabalhar no Planeta diário.
Eu tenho uma fama para manter, não posso sair por ai escrevendo meus pensamentos, até porque eles são escuros e sombrios. Ai você me diz que não é para ser assim, mas vou fazer o que? Já deu uma olhada em Gotham? Só tem maluco fantasiado pulando em prédio, ops...é eu sei, eu também sou um fantasiado pulando em prédios. Mas voltando ao assunto principal, eu não posso mais escrever em um Diário, isso é coisa para o Robin, ele sim, um garoto mais saudável, mais animado. E digo mais, se ele descobrir que eu tenho um caderno desses, ai que u perco o respeito por aqui! Bom, o Alfred que me desculpe, não vai rolar, ele que se preocupe apenas em me servir e cuidar da casa. Bom Diário, vou te queimar, eu sou o Batman!!!
Ainda existe amor a camisa
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Carlitos Tevez esta de volta ao seu time de coração, o Boca juniors. Sim, em um tempo onde os jogadores de futebol não possuem mais ligação com um clube, o atacante argentino resolveu voltar para casa. O motivo? Ser feliz. Então você poderia dizer que ele só voltou por estar em fim de carreira ou machucado, querendo ganhar os últimos milhões que o futebol teria para lhe oferecer. Mas não, pois Tevez esta no auge, foi campeão italiano com o Juventus e chegou a final da Champions League, além de ter retornado para a seleção Argentina. Isso mesmo, Tevez decidiu voltar por se sentir melhor no Boca e estar com a sua família. Para ele parece que futebol não é apenas dinheiro, mas também amor a camisa.
O futebol não apresenta mais tantos jogadores com essa mentalidade, no Brasil então menos ainda. O sobrevivente dessa categoria é o goleiro Rogerio Ceni no São Paulo, só que por outro lado temos Ronaldinho gaúcho que a cada semestre esta em um time diferente. Logo ele que dizia que jogaria pelo Grêmio até de graça. Pois é, até agora o Grêmio ainda não viu a cara dele novamente. O mundo do futebol é movido pelo dinheiro e quando vemos um jogador como Tevez tomar uma decisão como essa é motivo para comemorar, pois não é todo dia que vemos isso, nos mostrando que ainda existe amor no futebol.
Entendo a situação dos jogadores brasileiros, onde na sua maioria eram pessoas pobres que ao verem surgir uma oportunidade de ganhar dinheiro logo foram para Europa, Oriente Médio ou China. O problema é que não existe mais identificação com um clube ou com uma camisa. Não se pode mais dizer como antigamente, onde era dito que Zico era do Flamengo e Pelé do Santos. Pelo menos a torcida do Boca hoje pode gritar: Tevez é do Boca Juniors, e por amor!
Não é sobre Dinossauros. É sobre relacionamentos!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Quando eu era criança estreou o
filme Jurassic Park, um fenômeno de bilheteria que eu não pude assistir no
cinema por não ter idade. Ah como eu queria ter visto esse filme na tela
grande. Mas depois de mais de vinte anos uma nova oportunidade aparece, esse
ano estreou Jurassic World, que também se transformou em um fenômeno de
bilheteria com salas lotadas em todo o Brasil e pelo mundo. E então você é uma
dessas pessoas com muita vontade de ver os dinossauros atacando e tomando
vários sustos. Isso acontece? Sim, acontece, mas não é apenas um filme sobre
dinossauros.
Jurassic World consegue
ultrapassar o limite dos dinossauros, ele fala de relacionamentos. Durante o
tempo do filme nós vemos o irmão mais velho tendo que se relacionar com o irmão
mais novo, onde os dois estão prestes a ver os pais se separarem e precisam
aprender a lidar com isso. Em outro momento vemos o personagem principal tendo
que se relacionar com os Velociraptors, mostrando que o respeito se conquista e
não é algo imposto. É interessante vermos como ele consegue dominar pelo
respeito animais violentos e carnívoros.
Não é apenas isso, temos uma tia
aprendendo a ter um relacionamento real com os sobrinhos, deixando de ser
superficial, tendo a clareza de que a vida não é só trabalho, é muito mais
família! Jurassic World traz tudo o que o grande publico gosta, trazendo muita
ação, muita aventura, uma fotografia fantástica e um ótimo roteiro. Mas se você
buscar olhar com mais profundidade ira encontrar algo mais do que isso: ira
encontrar seres humanos aprendendo a se relacionar, seres humanos aprendendo a
viver fora da sua própria caixa para seguir sobrevivendo. É isso, se relacionar
é viver!
Geração 7 a 1
sábado, 11 de julho de 2015
Os entendidos do assunto sempre
tentar dar um nome para uma geração. Você com certeza já ouviu falar de geração
Z, geração Y e outras letras. Mas observando o comportamento de muitos jovens
no Brasil percebo que esta geração tem um nome: a geração dos 7 a 1. Não
acredito que tenha sido apenas uma partida de futebol, apenas um apagão como
disse o treinador Felipão, mas penso que essa goleada sofrida pelo Brasil
representa também o comportamento do povo brasileiro e da nossa nação de modo
geral.
Nunca vimos a nossa seleção ser
tão humilhada como foi na ultima Copa, ainda dói lembrar daqueles momentos,
como perdermos um jogo desse de forma tão humilhante? Ainda jogando em casa.
Mas como podemos ter também pessoas que aceitam as goleadas da vida? Todos nós
sabemos que a vida bate forte e não avisa o momento, mas alguns aceitam tais
goleadas, aceitam perder, aceitam fracassar, aceitam as coisas da maneira como
estão.
Poucos são aqueles que colocam as
mangas de fora e vão para o ataque, que procuram reverter o placar, que não
aceitam ficar para trás. Muitos jovens não procuram melhorar de vida, se
acostumam em ter o mesmo emprego, o mesmo salário, o mesmo tipo de formação.
Onde estão aqueles que farão uma faculdade? Onde estão aqueles que vão pegar a
bola do jogo e virar a partida? Onde
estão os novos empresários? E os novos milionários?
O Brasil como país vive uma situação difícil, mas isso não é desculpa para aceitarmos a goleada e darmos desculpas. Crise são momentos de oportunidades. Infelizmente a nossa seleção de futebol não aprendeu com a ultima porrada na Copa, mas você não precisa ser igual, você pode reverter, você pode mudar. Fazem parte da geração 7 a 1 aqueles que são desanimados, aqueles que não conquistam nada, que ficam chorando nos momentos mais importantes. Não é proibido chorar, é proibido chorar na hora da decisão, na hora em que você tem que avançar. Não aceite ser uma pessoa sem sonhos, o placar da sua vida não reflete quem você é, você pode mudar a situação.
Menina de ouro
domingo, 4 de janeiro de 2015
Um filme muito bonito sobre
perseverança e superação de problemas. Clint Eastwood nos entrega um filme
muito bonito e com muito coração, nos levando a nos questionar em diversos
aspectos. Frank é um velho treinador de boxe que acaba sendo convencido pela
garota Maggie a treiná-la para que ela possa vir a ser uma campeã de boxe.
Morgan Freeman faz um papel de narrador da historia enquanto acompanha tudo de
perto. No final entendemos que a narração não é para nós, mas sim para a filha
de Frank que não tem contato com o pai. Sem duvidas as atuações dos atores são
excelentes, com um show de Hilary Swank, onde vemos uma transformação de Hilary
Swank, se tornando máscula e com um coração muito bondoso. Clint Eastwood se
mostra firme na sua atuação.
Apesar de ser um filme de boxe, o
esporte é apenas um pano de fundo para a trama, pois o roteiro nos traz temas
muito mais profundos. Maggie é uma mulher que apanhou muito da vida, o que nos
faz lembrar do filme Rocky. Quando o drama entra em cena de forma surpreendente
somos levados a diversas questões médicas e pessoais sobre o que é a vida,
sobre até que ponto vale a pena continuar vivendo. É nesses momentos que Clint
Eastwood e Hilary Swank arrebentam nas atuações. A família de Maggie é mostrada
como um bando de interesseiros que só querem o dinheiro da filha, mostrando
como o ser humano pode ser sujo e egoísta. Vemos um relacionamento muito bonito
como se fosse pai e filha, e Maggie a cada luta nocauteia seus adversários
assim como nocauteou os problemas da vida. A maquiagem do filme também é
perfeita, trazendo angustia ao expectador nas cenas de luta e sofrimento.
Menina de ouro é profundo, é dramático e muito bonito, um belo quadro pintado
por Clint Eastwood.
Nota: 5
OBS: As notas são de 0 a 5.
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