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Diarios roubados - Diario do Batman

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Diário, eu não gosto de escrever, mas o Alfred vive dizendo que eu sou anti social, que gosto de ficar calado e escondido em uma caverna. Ele sugeriu que eu escrevesse meus pensamentos em um caderno, mas não sei se isso é bom, pois pode cair em mãos erradas, como na do maluco do Coringa. Ai já viu né, a vida já era, vai acabar caindo na boca do povo. Vão dizer "olha lá o morcegão, todo sério e escreve em um diarinho". Vai ser a grande piada da comunidade de Gotham. "Batman escreve no diário". Já to vendo isso se espalhar por todos os lugares, até em Metrópolis vai surgir a noticia, e só para me zuar aquele certinho do Clark vai me chamar para trabalhar no Planeta diário.


Eu tenho uma fama para manter, não posso sair por ai escrevendo meus pensamentos, até porque eles são escuros e sombrios. Ai você me diz que não é para ser assim, mas vou fazer o que? Já deu uma olhada em Gotham? Só tem maluco fantasiado pulando em prédio, ops...é eu sei, eu também sou um fantasiado pulando em prédios. Mas voltando ao assunto principal, eu não posso mais escrever em um Diário, isso é coisa para o Robin, ele sim, um garoto mais saudável, mais animado. E digo mais, se ele descobrir que eu tenho um caderno desses, ai que u perco o respeito por aqui! Bom, o Alfred que me desculpe, não vai rolar, ele que se preocupe apenas em me servir e cuidar da casa. Bom Diário, vou te queimar, eu sou o Batman!!!

Ainda existe amor a camisa

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Carlitos Tevez esta de volta ao seu time de coração, o Boca juniors. Sim, em um tempo onde os jogadores de futebol não possuem mais ligação com um clube, o atacante argentino resolveu voltar para casa. O motivo? Ser feliz. Então você poderia dizer que ele só voltou por estar em fim de carreira ou machucado, querendo ganhar os últimos milhões que o futebol teria para lhe oferecer. Mas não, pois Tevez esta no auge, foi campeão italiano com o Juventus e chegou a final da Champions League, além de ter retornado para a seleção Argentina. Isso mesmo, Tevez decidiu voltar por se sentir melhor no Boca e estar com a sua família. Para ele parece que futebol não é apenas dinheiro, mas também amor a camisa.

O futebol não apresenta mais tantos jogadores com essa mentalidade, no Brasil então menos ainda. O sobrevivente dessa categoria é o goleiro Rogerio Ceni no São Paulo, só que por outro lado temos Ronaldinho gaúcho que a cada semestre esta em um time diferente. Logo ele que dizia que jogaria pelo Grêmio até de graça. Pois é, até agora o Grêmio ainda não viu a cara dele novamente. O mundo do futebol é movido pelo dinheiro e quando vemos um jogador como Tevez tomar uma decisão como essa é motivo para comemorar, pois não é todo dia que vemos isso, nos mostrando que ainda existe amor no futebol.
Entendo a situação dos jogadores brasileiros, onde na sua maioria eram pessoas pobres que ao verem surgir uma oportunidade de ganhar dinheiro logo foram para Europa, Oriente Médio ou China. O problema é que não existe mais identificação com um clube ou com uma camisa. Não se pode mais dizer como antigamente, onde era dito que Zico era do Flamengo e Pelé do Santos. Pelo menos a torcida do Boca hoje pode gritar: Tevez é do Boca Juniors, e por amor!

Não é sobre Dinossauros. É sobre relacionamentos!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Quando eu era criança estreou o filme Jurassic Park, um fenômeno de bilheteria que eu não pude assistir no cinema por não ter idade. Ah como eu queria ter visto esse filme na tela grande. Mas depois de mais de vinte anos uma nova oportunidade aparece, esse ano estreou Jurassic World, que também se transformou em um fenômeno de bilheteria com salas lotadas em todo o Brasil e pelo mundo. E então você é uma dessas pessoas com muita vontade de ver os dinossauros atacando e tomando vários sustos. Isso acontece? Sim, acontece, mas não é apenas um filme sobre dinossauros.

Jurassic World consegue ultrapassar o limite dos dinossauros, ele fala de relacionamentos. Durante o tempo do filme nós vemos o irmão mais velho tendo que se relacionar com o irmão mais novo, onde os dois estão prestes a ver os pais se separarem e precisam aprender a lidar com isso. Em outro momento vemos o personagem principal tendo que se relacionar com os Velociraptors, mostrando que o respeito se conquista e não é algo imposto. É interessante vermos como ele consegue dominar pelo respeito animais violentos e carnívoros.


Não é apenas isso, temos uma tia aprendendo a ter um relacionamento real com os sobrinhos, deixando de ser superficial, tendo a clareza de que a vida não é só trabalho, é muito mais família! Jurassic World traz tudo o que o grande publico gosta, trazendo muita ação, muita aventura, uma fotografia fantástica e um ótimo roteiro. Mas se você buscar olhar com mais profundidade ira encontrar algo mais do que isso: ira encontrar seres humanos aprendendo a se relacionar, seres humanos aprendendo a viver fora da sua própria caixa para seguir sobrevivendo. É isso, se relacionar é viver!



Geração 7 a 1

sábado, 11 de julho de 2015

Os entendidos do assunto sempre tentar dar um nome para uma geração. Você com certeza já ouviu falar de geração Z, geração Y e outras letras. Mas observando o comportamento de muitos jovens no Brasil percebo que esta geração tem um nome: a geração dos 7 a 1. Não acredito que tenha sido apenas uma partida de futebol, apenas um apagão como disse o treinador Felipão, mas penso que essa goleada sofrida pelo Brasil representa também o comportamento do povo brasileiro e da nossa nação de modo geral.

Nunca vimos a nossa seleção ser tão humilhada como foi na ultima Copa, ainda dói lembrar daqueles momentos, como perdermos um jogo desse de forma tão humilhante? Ainda jogando em casa. Mas como podemos ter também pessoas que aceitam as goleadas da vida? Todos nós sabemos que a vida bate forte e não avisa o momento, mas alguns aceitam tais goleadas, aceitam perder, aceitam fracassar, aceitam as coisas da maneira como estão.


Poucos são aqueles que colocam as mangas de fora e vão para o ataque, que procuram reverter o placar, que não aceitam ficar para trás. Muitos jovens não procuram melhorar de vida, se acostumam em ter o mesmo emprego, o mesmo salário, o mesmo tipo de formação. Onde estão aqueles que farão uma faculdade? Onde estão aqueles que vão pegar a bola do jogo e virar a partida?  Onde estão os novos empresários? E os novos milionários?

O Brasil como país vive uma situação difícil, mas isso não é desculpa para aceitarmos a goleada e darmos desculpas. Crise são momentos de oportunidades. Infelizmente a nossa seleção de futebol não aprendeu com a ultima porrada na Copa, mas você não precisa ser igual, você pode reverter, você pode mudar. Fazem parte da geração 7 a 1 aqueles que são desanimados, aqueles que não conquistam nada, que ficam chorando nos momentos mais importantes. Não é proibido chorar, é proibido chorar na hora da decisão, na hora em que você tem que avançar. Não aceite ser uma pessoa sem sonhos, o placar da sua vida não reflete quem você é, você pode mudar a situação. 



Menina de ouro

domingo, 4 de janeiro de 2015

Um filme muito bonito sobre perseverança e superação de problemas. Clint Eastwood nos entrega um filme muito bonito e com muito coração, nos levando a nos questionar em diversos aspectos. Frank é um velho treinador de boxe que acaba sendo convencido pela garota Maggie a treiná-la para que ela possa vir a ser uma campeã de boxe. Morgan Freeman faz um papel de narrador da historia enquanto acompanha tudo de perto. No final entendemos que a narração não é para nós, mas sim para a filha de Frank que não tem contato com o pai. Sem duvidas as atuações dos atores são excelentes, com um show de Hilary Swank, onde vemos uma transformação de Hilary Swank, se tornando máscula e com um coração muito bondoso. Clint Eastwood se mostra firme na sua atuação.


Apesar de ser um filme de boxe, o esporte é apenas um pano de fundo para a trama, pois o roteiro nos traz temas muito mais profundos. Maggie é uma mulher que apanhou muito da vida, o que nos faz lembrar do filme Rocky. Quando o drama entra em cena de forma surpreendente somos levados a diversas questões médicas e pessoais sobre o que é a vida, sobre até que ponto vale a pena continuar vivendo. É nesses momentos que Clint Eastwood e Hilary Swank arrebentam nas atuações. A família de Maggie é mostrada como um bando de interesseiros que só querem o dinheiro da filha, mostrando como o ser humano pode ser sujo e egoísta. Vemos um relacionamento muito bonito como se fosse pai e filha, e Maggie a cada luta nocauteia seus adversários assim como nocauteou os problemas da vida. A maquiagem do filme também é perfeita, trazendo angustia ao expectador nas cenas de luta e sofrimento. Menina de ouro é profundo, é dramático e muito bonito, um belo quadro pintado por Clint Eastwood.

Nota: 5

OBS: As notas são de 0 a 5.

Êxodo - deuses e reis

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em um ano de filmes bíblico vemos em Êxodo um filme que tenta ser épico, mas em alguns momentos ele falha por faltar emoção e um pouco mais de paixão colocada pelo diretor Ridley Scott. É difícil de explicar com palavras, mas parece que ficou faltando alguma coisa no filme. A trama é baseada no livro bíblico de Êxodo, que conta a trajetória de Moisés que de príncipe do Egito se transforma em libertador do povo de Israel. A abertura do filme é ótima, com uma intensa cena de batalha, nos lembrando os filmes medievais. A fotografia é muito bonita, algo que o diretor sempre fez bem em seus filmes, mostrando um Egito muito bonito, ainda mais quando a câmera nos traz uma imagem por cima do país. Os efeitos especiais também estão muito bem mostrados, levando os momentos das pragas do Egito serem o ponto alto do filme.


O filme não segue totalmente o que esta escrito na Bíblia, mas isso não faz com que a trama seja abalada ou mudada no seu objetivo final, sendo muito melhor do que o filme Noé. Em muitos momentos temos a nossa fé fortalecida, principalmente na cena do mar vermelho, uma das cenas mais esperadas. Deus é representado por um garoto o que pode levantar algumas criticas, mas para mim não foi algo agressivo. Inclusive achei legal mostrar Ele presente no meio do povo, mostrando que Deus esta sempre com os seus escolhidos. As interpretações dos atores principais também estão muito boas, onde temos Cristian Bale bastante convincente e com uma atuação forte como Moisés. Joel Edgerton como Ramsés também não fica para trás, mostrando um faraó apavorado em meio ao caos, mas muito orgulhoso. O filme é longo, e com isso com altos e baixos, as vezes muito lento. Por fim, achei interessante o realismo trazido, mostrando a reação de Moises em quanto via as pragas atacando o povo do Egito.

Nota: 4

OBS: As notas são computadas de 0 a 5.

A invenção de Hugo Cabret

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Um filme fantástico e muito bonito de se assistir. É desta forma que classifico este filme de Martin Scorcese. A historia nos mostra a difícil vida do garoto Hugo Cabret que após perder o pai se torna órfão na grande Paris e passa a morar dentro do relógio da cidade, enquanto tenta arrumar um velho boneco mecânico, passando a descobrir a história do gênio do cinema George Miliés. O filme é uma homenagem clara a historia do cinema, onde em vários momentos vemos cenas de filmes antigos passando. Os atores infantis nos passam uma inocência ao filme, apesar de eu não ter gostado da interpretação dos atores.


A fotografia do filme é fantástica, onde Martin Scorcese usou toda tecnologia que o cinema oferece para nos trazer uma França muito bonita e porca, assim como era na época. Temos também momentos de humor e uma leveza de romance com um personagem policial. Tudo no filme é feito com um leve toque que transformam as cenas em algo mágico, sendo um filme muito bonito de se ver. Frases motivacionais também são encontradas no roteiro, nos levando a entender que não estamos neste mundo de passagem, mas que somos uma peça muito importante dessa maquina que é o planeta. Para os amantes do cinema somos apresentados a historia de George Miliés, o primeiro diretor de cinema da historia. A invenção de Hugo Cabret é uma viagem pelo mundo do cinema que vale a pena ser feita.

Nota: 4

 

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