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RESILIENTES

terça-feira, 1 de julho de 2014

Não me lembro das aulas de Física, tão pouco das aulas de química, essas sinceramente eu nem sei como passei de ano nos tempos de escola. Talvez seja porque o professor gostava de mim, mas acho que não, penso que seja pelo fato dele querer estar cansado e gritar por aposentadoria. Talvez na cabeça dele eu fosse apenas um aluno que depois de três anos não sabia o que era resiliência.

Resiliência é ser forte, ser alguém resiliente é ser uma pessoa que da a volta por cima, não importa o quão forte tenha sido a pancada. O que isso tem a ver com a Física ou com a química? Eu não me lembro, ou para falar a verdade não sei mesmo. Mas como eu disse, eu até hoje não sei como passei nessas matérias nos tempos de escola. E espero que meus professores não estejam lendo isso, só o de português, é claro.

Durante a vida já ouvi muitas historias, sejam elas tristes ou felizes, as historias estão presentes em nossa vida diariamente, e até mesmo você já deve saber de cor muitas delas. Mas tem um tipo de historia que meche conosco, as historias verdadeiras, daqueles que estavam no chão, com o rosto na lona, mas que conseguiram se levantar e dar a volta por cima. Esses são os resilientes, gente forte, pessoas com fibra. Não por serem melhores do que os outros, mas por se levantarem primeiro do que muitos.


Acredito que agora nós já estejamos falando a mesma língua, acredito que tanto você quanto a minha pessoa já sabemos o que significa tal palavra, ainda que se caísse perguntas sobre química e física em uma prova a nossas notas provavelmente seriam vermelhas. Bingo! É isso que os resilientes fazem, saem do vermelho, buscam extrair forças das fraquezas. Já ouvi historias de pessoas que estavam enfermas e prontas para morrer, mas conseguiram arrancar forças para vencer a doença e hoje estão de pé. Tem pessoas que venceram percas, roubos, desilusões e traições. Para essas eu deixo os meus aplausos e a minha admiração.

Vejo mulheres fazendo comida para seus filhos em busca de um futuro melhor, vejo crianças buscando água para a família que sofre com o serviço de água cortado, na esperança de que amanhã haverá banho pra se limpar e água para se tomar. Ainda andando nas lembranças da vida vejo uma senhora implorando para a imobiliária não fazer o despejo da sua família e o senhor chorando por não conseguir dar uma situação melhor para sua esposa e seus filhos. Meus olhos se enchem de lagrimas, mas não antes de eu me lembrar que esse tipo de gente é única, é batalhadora e procura esperar sempre o melhor. Por essas pessoas eu não paro, por essas pessoas eu sigo em frente, acreditando que depois da curva vem coisa boa por ai, afinal, ainda que minhas notas fossem baixas na escola, eu dei a volta por cima e me tornei resiliente.

AMIGOS, APESAR DE TUDO

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ninguém gosta de trabalhar, ninguém mesmo, ainda que apareça algum engraçadinho falando que tem prazer no trabalho, que o trabalho engrandece o homem, isso é tudo conversa. Existem dias de estresse, dias em que você não quer ver ninguém, nem mesmo levantar da cama, ainda mais ver aqueles velhos camaradas do dia a dia, que batalham junto conosco, cada um buscando o que é seu, no caso dinheiro, lógico. E sério, encontrar o Fabio naquele dia não seria legal, não mesmo, já fazia dias em que não estávamos nos falando.

Começa o dia, olho para o relógio, mas besteira, ele já estava gritando antes de me levantar, e eu ainda vou quebrar esse celular que fica apitando um barulho chato avisando que eu tenho que trabalhar, como se eu não soubesse. E assim vou eu, a rotina de sempre, o mesmo ônibus, os mesmos passageiros, o mesmo sono de cada dia. Espero que ninguém nunca me veja dormindo, não é uma boa visão logo assim tão cedo.

Entro na empresa, os mesmos “bom dia”, o mesmo apertar de mão e o mesmo trabalho de cada dia, e ali esta ele: o Fabio. Nós somos amigos, mas não estamos nos falando, e já faz alguns dias, e isso, bem, isso é chato. Imagine só ficar sem falar com seu amigo, são anos de amizade. E sabe o que é chato em uma amizade? Quando você vê o cara todo dia, e o mais chato? Ele trabalha com você.


- Oi, bom dia – digo para ele

- Bom dia - ele me responde

Nós dois queríamos dizer mais, queríamos falar do fim de semana, do que fizemos, das encrencas em que nos metemos, dos gols do fim de semana, do nosso time que perdeu mais uma. São tantas coisas, e a minha mente vai trabalhando assuntos para conversar, mas a minha língua não se move e a minha boca não expressa nada. Deve ser esse meu orgulho besta que não quer dar o braço a torcer. Mas o Fabio também não diz nada, ele segue quieto, mas eu sei que ele esta louco para puxar assunto, nós fazemos isso a três anos, mas não hoje, não agora.

- Me passa essa ferramenta – ele me pede algo relacionado ao trabalho

- Beleza, ta na mão – muito pouco para uma amizade, é meu pensamento

O dia vai passando, e olha só, a manhã passa e nem percebemos, isso é uma mágica que acontece na vida daqueles que trabalham o dia inteiro e acabam por não verem o tempo passar, e ele passa, e como passa rápido. Neste passar de tempo, já são três anos, e são três anos de amizade, e alguns dias sem falar nada. O motivo da briga? Nem me lembro, mas não posso ceder, ele se quiser que peça desculpas, mas eu nem sei o que desculpar, logo, nem sei por que estamos brigados. Coisa de amigo, mas esta demorando para o silencio acabar, eu queria contar para ele da menina que estou gostando, ah, tenho certeza que ele ficaria muito feliz em dar palpite e me zoar, mas parece que não será hoje.

Chega o período da tarde, depois daquele almoço gostoso, hoje no caso a bela e boa feijoada. Volto para o mesmo lugar e o Fabio também.  Pega a peça, coloca na caixa, fecha a caixa e a deixa de canto para fazer a próxima. Achou estranho? O nome disso é rotina. Agora faltam dez minutos para o fim do dia, vou falar algo, puxar assunto. Ele pega as peças, eu pego a caixa, então ele coloca as peças na caixa e chega a minha vez de fechá-la.  As coisas não saem como o esperado. Fechei errado, as peças ficaram tortas e então um inicio de risada surge na boca do Fabio, e na minha também. Eu não falo nada, nem ele, mas nem precisa, somos amigos e amigos se entendem, mesmo com uma risada.

- Falou, até amanha – ele me diz na hora de embora

- Até amanhã- eu respondo.

Eu vou embora sabendo que amanhã tem mais, e ele também sabe que amanhã tem mais. Mais caixas, mais peças, mais rotina e mais risadas, ou seja, mais amizade!


A COPA E MINHAS HISTORIAS

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Já estamos em clima de Copa do mundo, parecia que os brasileiros iriam rejeitar o torneio, apesar de alguns ainda serem contra. Eu também não concordo com diversas coisas que foram feitas ao longo dos anos, não concordo com a corrupção, com os roubos e com os estádios desnecessários. Mas a Copa começou, e assim começa também a minha torcida, pois mesmo sendo 100% contra a corrupção eu sou 100% a favor da Copa do mundo e da seleção brasileira. Eu irei torcer a cada lance, gritarei gols com muita vontade e reclamarei da arbitragem com muita energia. Sim eu sou brasileiro e brasileiro torce pelo Brasil, assim eu penso!

Mas bem, o assunto é outro, quero falar das copas do mundo e suas lembranças. Faça esse exercício, tente se lembrar a onde você estava nas ultimas Copas do mundo, com quem assistiu, qual era o momento que você estava passando na sua vida. Eu me lembro das Copas que eu já assisti, gosto até de brincar dizendo que a nossa vida é dividida por Copas do mundo.Me lembro onde assisti os jogos, com quem eu estava assistindo e situações da minha vida e a situação do nosso país naquela época. Vamos viajar:

1994 -  É tetra, é tetra, é tetra


Eu tinha apenas sete anos de idade, mas me lembro claramente de todos os jogos do Brasil, de cada gol, de cada narração empolgante do Galvão Bueno, pelo menos naquela época ele era empolgante, rs. Foi o ano da morte do Senna, onde o Brasil perdia o seu herói, mas ganhava outro: Romário. O baixinho jogou demais e o resultado nós sabemos, tetracampeão do mundo depois de vinte e dois anos sem vencer uma Copa. O país também vivia tempos de incertezas, aonde vínhamos da crise em nossa moeda e a chegada do Real. E em todo esse ambiente estava eu, uma criança ainda, que nada sabia dos anos de fila da seleção, mas que teve a oportunidade gritar campeão tão novo, assim a seleção já me deixava mal acostumado.

1998- A seleção me fez chorar


Realmente eu estava mal acostumado com a seleção, onde eu tinha certeza que ganharíamos aquela Copa. Nosso time era fantástico, Ronaldo era o melhor do mundo, estávamos bem, fizemos uma Copa excelente, até aparecer a França e Zidane. Aquela final me levou a ter raiva da seleção, pois era inacreditável perder assim daquele jeito, por isso todos até hoje dizem que a Copa foi comprada. Naquele dia eu chorei, e não foi de alegria ou tristeza, mas foi de raiva. O país, bem, em 98 as coisas estavam melhores, com muito menos desconfiança e mais esperança, e eu com onze anos tinha como grandes batalhas as provas da escola e a preocupação de passar de ano sem recuperação.

2002 – A madrugada virou dia


Acordar de madrugada nunca foi tão bom como nessa Copa, e olha que eu acordava todos os dias as três da manhã para poder assistir todos os jogos, desde os do Brasil aos do Japão. Era divertido chegar na escola e poder discutir sobre os jogos com os amigos, sim, bons tempos da adolescência, onde eu estava com quinze anos e estava em uma cidade e escola nova, era na verdade um recomeço para mim, assim como também era um recomeço para Ronaldo e companhia. Era o inicio da modernidade e globalização no planeta e nada mais justo que a Copa fosse na Ásia. A seleção brasileira jogou muito e eu torci muito pela recuperação do Ronaldo, que vinha de sérias contusões no joelho. O meu primo estava sempre em casa e vimos vários jogos dessa Copa juntos, e em outro momentos eram os meus tios. Tudo isso de madrugada. E a final? Que emocionante, pela segunda vez grito campeão com a seleção, e desta vez pude me divertir com meu tio em um churrasco na vila dele. Foram momentos de muita alegria.

2006 – Festas e bagunça


Se a Copa de 98 foi uma tristeza, essa de 2006 foi uma raiva gigante. Tínhamos tudo para ganhar novamente, tínhamos o famoso quadrado mágico composto por Ronaldo, Ronaldinho, Kaka e Adriano. Mas o quadrado quebrou e perdemos novamente para a França, novamente para o Zidane. Ali aprendi que não vale nada talento se não houver disciplina e treinamento. Os jogos eu assistia em família e outros com amigos, e como sempre todo jogo era uma festa e uma bagunça divertida. Eu agora com dezenove anos entrava no mercado de trabalho e tinha que me acostumar com as cobranças que o mundo nos faz, era o tempo de responsabilidades na minha vida. Detalhe, se alguém vir o Ronaldinho por ai avise que o showman do Barcelona ficou devendo nessa Copa, e olha que eu torci muito por ele neste ano.

2010 – O general Dunga


Em 2010 o povo queria uma seleção de estrelas, mas Dunga montou a sua seleção, com jogadores que ele confiava. Sendo assim não teve espaço para bagunceiros como Ronaldinho e Adriano e la fomos nós para essa Copa com o coração na mão. Foi difícil torcer por esta seleção, eu nem mesmo guardo bons momentos dela, pois era estranho, tinha muito cara ruim, mas entendo o Dunga, ele chamou os seus soldados, mas infelizmente eles perderam a guerra. Os únicos craques eram Robinho, Kaka e Luis Fabiano, muito pouco para quem queria o titulo. Eu me lembro de assistir os jogos com os amigos e foi muito legal, tanto que até no jogo que o Brasil perdeu nós fizemos festa. Eu já estava com 23 anos, vivendo na pele o quanto era dificultoso viver no planeta das dividas e problemas, mas mesmo assim seguindo em frente.

Chegou o ano de 2014, e a historia continua sendo escrita, que possamos ter boas historias para contar, muitos gols para gritar e o grito de campeão no fim da historia. Vamos torcer sim para Neymar e companhia, e fazermos a festa, pois a Copa é em casa, por mais que pareça e seja uma Copa feita para gringos vamos nos divertir também, porque a festa é no nosso quintal. Vai Brasil!





COMPARTILHE

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Essa é uma palavra que já ficou muito conhecida e habitual em nosso meio, principalmente depois da chegada do Facebook onde tudo tem a ver com “curtir” e “compartilhar”. Mas não podemos deixar essa palavra virar algo banal e sem valor, pois compartilhar é doar, compartilhar é passar para o outro aquilo que se tem, passar aquilo que é bom para nós e aquilo que ira agregar valor para o outro assim como agrega a nós. Ufa, compartilhar é tudo isso e um pouco mais como veremos a seguir.


Certa vez ouvi uma historia de um homem que acabou encontrando 10 euros no chão das ruas de Portugal onde morava, então ele tentou compartilhar o ganho com seu amigo que estava ao seu lado. Os dois foram comer um lanche e aquele homem tentou pagar um lanche para seu amigo com o dinheiro encontrado, mas o amigo não quis dizendo estar sem fome. Sendo assim após apenas um lanche ser pedido a garçonete veio receber a conta e para a sua surpresa aquele homem pagou 5 euros no lanche e deu os outros 5 euros de gorjeta para ela, que ficou muito feliz, pois era uma gorjeta muito alta. Aquele homem em poucos segundos compartilhou com a garçonete uma alegria que ele tinha sentido momentos antes, além de compartilhar metade do dinheiro encontrado. Uma historia simples, mas que nos ensina muitas coisas.

Nós devemos compartilhar aquilo que temos, pois quanto mais nós compartilhamos algo mais acabamos recebendo em troca. Todos possuem algo para compartilhar, você não esta fora disso, eu tenho certeza. Você pode compartilhar conhecimento que você aprendeu ao longo dos anos. É fantástico ensinar alguém, levar outros a não caírem no mesmo buraco que você caiu. Você pode compartilhar solução de problemas, compartilhar alegria levando pessoas a sorrirem em momentos em que elas estão tristes. Compartilhe até mesmo dinheiro para aqueles que estão precisando, tenha certeza que você vai receber em dobro, e isso não é lorota, é a mais pura verdade. Seja um apaixonado por fazer o bem, por ajudar pessoas, por levar pessoas a níveis mais altos. Faça a si mesmo essa pergunta: o que eu posso compartilhar com alguém hoje? Respondida a pergunta não espere muito, compartilhe!

JA PERDEMOS A COPA!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O sonho de termos uma copa em nosso país acabou se tornando um terrível pesadelo, e agora a menos de um mês da competição ninguém tem certeza de como será esse torneio. Será que teremos manifestações violentas? Será que a Copa será um sucesso? A seleção brasileira será campeã. São respostas difíceis, logo aqui, no país do futebol, da turma que ama futebol, não se sabe o que vai acontecer no maior torneio de futebol do mundo. Pois é, esse é o Brasil, o país onde se fala muito, se sonha muito, mas infelizmente se trabalha pouco, muito pouco.


Mas o que houve? Como o país do futebol não esta satisfeito com a oportunidade de sediar tal evento? Pois é, as pessoas não estão assim tão contentes com a competição, e não é por chatice ou birrice, até porque o brasileiro é apaixonado por futebol e sempre sonhou com a copa do mundo vir ser realizada nas nossas terras tupiniquins. O problema é que infelizmente o nosso governo não cumpriu com tudo aquilo que prometeu em relação as obras, já que de inicio as obras seriam todas feitas com dinheiro privado, mas acontece que as obras tiveram dinheiro publico envolvido, ou seja, o meu e o seu dinheiro. Estamos patrocinando a Copa e o mais maluco é que nós não iremos assistir aos jogos das cadeiras do estádio.

Outra questão que já caiu na boca do povo: “Pra que estádio no Amazonas e em Brasília?”, logo esses locais que não possuem times grandes e campeonatos fortes. Isso ainda são os menores dos problemas, os piores envolvem educação e saúde, pois temos uma fraca estrutura no Brasil nestas áreas, onde vemos pessoas morrendo por falta de cuidados e sem vagas em hospitais e uma educação onde pouco cresce e pouco se investe. O governo tem dinheiro para fazer estádio, mas não tem dinheiro para investir em áreas importantes da nação? Pois é, e ai começaram os protestos e manifestações contra a copa.


O mundo não entende o que esta acontecendo no país, a FIFA diz não ter culpa, o que é uma verdade, e o governo não sabe o que fazer para contornar a situação, sem saber o que de fato ira acontecer nos dias dos jogos. Essa é a Copa mais preocupante, não pelos estádios ou jogadores, mas pela incerteza do que ira acontecer. Espero que não ocorram mortes em manifestações, espero que o Brasil acorde sim, mas sem violência e com mais atitudes conscientes. Mas é estranho ver um sonho de criança se tornar em um evento de trevas e pouca luz. Sendo assim percebo que mesmo que a seleção brasileira vença essa Copa o país já perdeu, pois o povo não esta contente e não esta com o coração tão aberto assim para o evento.






PILOTOS, RÁPIDOS E FATAIS

sábado, 10 de maio de 2014

Neste ano é completado 20 anos da morte de Ayrton Senna, e foram produzidos ao longo desse anos diversos documentários, vídeos, revistas e livros para falar de um piloto que foi sensacional, o melhor de todos os tempos, um cara ousado e focado no seu objetivo e por isso se tornou exemplo para muitas pessoas e é lembrado a cada domingo de manhã, onde sentimos falta de suas voltas mais rápidas, de suas ultrapassagens fantásticas e de suas vitorias emocionantes. O Brasil sente sua falta até hoje, a formula 1 nunca mais foi a mesma depois dessa perca e notamos que Senna foi um cara que marcou a historia do automobilismo.


Faz alguns meses que Michael Schumacher sofreu um grave acidente em suas férias quando estava esquiando na neve, e desde então o alemão esta em estado de coma e a probabilidade é de que ele nunca mais volte a ser a mesma pessoa. O que Schumacher e Senna possuem comum? Uma paixão pela adrenalina, por ser sempre o melhor e superação de limites. Senna tinha a fama de viver para a formula 1, só queria saber de treinar, de vencer e de ser campeão. Schumacher sempre quis viver a adrenalina em uma máxima potencia, pois ele foi campeão nos anos 90 da formula 1, na década seguinte ganhou diversos títulos com a Ferrari e então seria o fim, não é mesmo? Não, porque o alemão resolveu disputar corridas de moto e ainda retornou ao circuito da formula 1. É ou não um cara alucinado por velocidade?


Infelizmente tanto Senna como Schumacher acabaram sofrendo acidentes graves, um para o fim da vida e o outro para a luta pela vida. Para aqueles que andam sempre no limite acidentes acabam por ser inevitáveis. Uma pena que não tivemos nas pistas uma disputa entre os dois por muitos anos, essa seria uma briga que iria incendiar a formula 1 dos anos 90, que acabou se tornando chata depois da morte de Senna.  Com cada um aprendemos lições importantes, pois campeões sempre possuem algo para ensinar. De Senna sentimos saudade, muitas saudades, quanto Schumacher torcemos por ele, que possa sim vencer a sua luta pessoal como um vencedor que sempre foi.


O trem nosso de cada dia

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ir pro trabalho hoje foi demais! Uma verdadeira delicia, eu diria! Pegar trem e metrô pra ir ao trabalho é uma experiência nova a cada dia, não há mesmice. E digo mais, é um misto de emoções, cheiros e odores também! Tem gente bonita e cheirosa pela manhã, mas também tem aqueles que suam e fedem logo cedo! Hoje eu dei uma de esperto na hora de pagar o trem, atravessei e fui pra plataforma do meio uma vez que notei que todo mundo desce pela esquerda fui pro outro lado! Entrei no trem sem maiores dificuldades. Mas eu não sabia o que me esperava no metrô. Chegando tive uma visão, pensei que fosse uma visão espiritual do caldeirão do CAPIROTO. Tinha muita gente. Pra terem noção de como estava cheio chegou uma hora em que eu queria coçar a boca e não tinha como levantar o braço. Detalhe: eu nem tinha entrado no trem, eu ainda estava na plataforma.


Aí passou um trem do metrô e não conseguir embarcar, claro! No segundo também, no terceiro sim! Sabe quando uma pessoa está espremendo um furúnculo com toda a força até sair toda aquela sujeira? Então, fizeram isso comigo só que pra dentro do vagão. Fui jogado pra dentro com tanta força e rapidez que tive que dar um salto para não cair de cara no chão porque se eu quisesse dar um passo de cada vez não ia dar certo. Dentro do vagão fiquei perto daquele ferro que todo mundo segura, tinha um cara de vermelho ao meu lado, tinha tanta gente que eu fiquei com a cara praticamente dentro do sovaco dele.

Eu estava agoniado! Como se isso não bastasse, conforme o trem acelerava o pessoal soltava todo o peso, e eu tinha que agüentar o peso da galera pra não entrar de cara no sovaco alheio e também para não ser espremido com a crave o peito no ferro de apoio nos vagões! Quando será que isso vai acabar?

Escrito por: Cléber Cavalcante

 

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