Um dos torneios de tabuleiros mais importantes é a Olimpíada de Xadrez, que ocorre de forma tradicional a muitos anos. O campeonato tem um grande diferencial, ele é jogado por equipes, ou seja, não importa se você tenha o melhor jogador do mundo, se a equipe não estiver em um bom nível, o país não consegue ganhar. Para termos uma ideia, Magnus Carlsen, o melhor jogador do mundo atualmente, nunca foi campeão com a Noruega. Esse ano, Magnus não participou, mas o torneio contou com os grandes enxadristas do mundo. Com o campeonato sendo realizado no Uzbequistão, a equipe campeã acabou sendo o próprio país sede, contando com uma ótima geração de enxadristas.
O principal fator para o Uzbequistão vir a ser campeão foi devido ao forte de nível de seus atletas, compostos por grandes mestres, tendo como principal jogador Javokhir Sindarov, que daqui a alguns meses vai jogar o Match do ano. Algo interessante é que mesmo com ele sendo o melhor jogador do seu país, ele jogou no tabuleiro 2, mostrando que nas Olimpíadas o mais importante é o trabalho em equipe. Quem ficou com o tabuleiro 1 foi o grande mestre Nodirbek Abdusattorov, que teve uma atuação lendária, sendo o principal jogador do torneio. Já na primeiras partidas, o Uzbequistão triturou seus adversário, conseguindo sete vitórias consecutivas, inclusive sobre a poderosa China por 3 a 1. A primeira derrota do país da casa foi contra a Alemanha, apenas na oitava rodada. Mas logo em seguida derrotaram duas fortes potencias, os Estados Unidos e a Armênia. O Uzbequistão garantiu o triunfo na última rodada, quando venceram a Ucrânia, se tornando assim campeã mais uma vez, sendo a segunda vez consecutiva, já que também foram campeões em 2022.
Mas como o Uzbequistão se tornou uma potencia no Xadrez com um forte investimento do governo em seus atletas, criando uma cultura dentro das escolas do país, fazendo com que viessem a surgir jovens prodígios. Podemos afirmar que o Uzbequistão possuem uma geração de ouro no xadrez. Em segundo lugar ficou a Índia, enquanto que a Alemanha ficou na terceira posição. O Brasil participou e conquistou a quadragésima sétima posição, sendo uma boa posição, com uma participação sólida. Quem teve a melhor atuação foi o nosso primeiro do ranking, Luis Paulo Supi, que teve vitórias sensacionais. Talvez, nossa decepção tenha ficado com Alexander Fier, que sendo muito bom, acabou tendo um desempenho muito ruim, perdendo muitas partidas. Também jogaram André Diamant, que não foi bem, Diego Di Berardino, que foi muito equilibrado, e o reserva e surpreendente Roberto Molina. A grande vitória brasileira foi contra o Tajiquistão, que estava embalado com várias vitórias. O Brasil também ganhou de forma sólida contra a Bélgica, Irlanda, Iraque e um domínio total contra o Japão. Com pouquíssimo investimento, o Brasil luta para ter uma boa participação, não deixando o xadrez nacional ser uma vergonha no mundo.

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