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A batalha contra as facções no Rio de Janeiro

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Não é de hoje que vemos o Rio de Janeiro sofrendo com a violência e a forma que a população pode perder suas liberdades dentro de uma cidade tão maravilhosa. Já escrevi um texto falando em como os cariocas sofrem com um caos e com uma falta de segurança enorme, mas na última semana tivemos mais um capitulo desse problema estrutural que o Estado vive. De forma repentina, a policia carioca junto com o Bope invadiu a favela da Penha, em busca de chefes do Comando vermelho, que acabou mais de cem mortos por parte dos bandidos e com o falecimento de quatro policiais, em uma ação criticada pelo governo federal e muitas pessoas, mas que para o governador Claudio Castro, foi um sucesso.


Em situações como essa existem diversas linhas narrativas, e precisamos ter cuidado para em qual delas acreditar, sem abrir mão da verdade que existe sim um problema no Rio de Janeiro. Claudio Castro esta buscando combater as facções criminosas com muita autoridade, não ligando para a opinião pública. Ao invadir o morro da Penha, o Bope matou muitos bandidos, porém, não conseguiu capturar o alvo principal, que com certeza acabou sendo avisado da operação antes dela iniciar. Isso mostra como a corrupção está por todos os lados. Ainda assim, muita gente ruim, que agride a sociedade, acabou sendo morta. Podemos discutir o que seria melhor, a prisão ou a morte dos criminosos, mas em meio a um combate armado, a operação se tornou uma guerra armada. Claudio Castro disse que pediu ajuda ao governo federal, que além de não ajudar, criticou a ação carioca, dizendo que ela não foi inteligente, causando mortes e não atingindo o alvo principal. Dentro da comunidade, os moradores fizeram protestos, apesar da maioria dos cariocas concordarem com a ação contra as facções.

O Rio de Janeiro é controlado por diversas milicias e facções criminosas, com locais onde nem mesmo a policia consegue acesso. Algo precisa ser feito, e fazer uma operação como essa não é ruim. O prolema é que ela acontece a cada dez anos, e assim, acaba sendo vista como algo politico, que nunca consegue terminar com a influência das milicias e facções. Claudio Castro diz que foi um sucesso, mas sem seguir com novas ações, não muda nada. O governador carioca se uniu a outros sete governadores de Direita do Brasil, que se apoiam e concordam com a ação. Mas o que eles querem juntos? Espaço nas eleições do ano que vem. Uma operação como essa no Rio faz com que a população veja Claudio Castro como um protetor do Estado, mas não altera uma virgula as ações das facções no país. O que fazer para mudar? As facções precisam ser tratadas como grupos terroristas, e assim a policia pode fazer ações de combate, sem se preocupar com as criticas de governos e esquerdistas. O porque isso não acontece? Como já dizia o capitão Nascimento em Tropa de Elite, "É o sistema".

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